Escrevo
poemas estranhos
Num
mundo estranho
Para
gente estrangeira
Estrangeira
de mim
Escrevo
poemas que me guiam
A
lugar nenhum
E
que falam de coisas estranhas
Poemas
sujos, imundos
Que
falam de coisas incompreensíveis
Quando
você quer ouvir falar de amor
De
esperanças, de alegrias e felicidades
Escrevo
poemas que não devem ser lidos
Mas
sim banidos
Da
tua vida e do teu mundo estranho
Poemas
estranhos, imundos e sujos
Poemas
sem rima, sem auto estima
“Estranho
seria se eu não me apaixonasse por você”
Quando
de ti me apaixonei
Estranho! Foi como você me deixou
Estranha
é essa vida. Muito estranha
Estrangeiros:
eu e você
Estranho
é como eu levo essa minha vida
Não
achando nada mais estranho
Na
contra-mão desse mundo estranho
(©
Paulo Cesar de Oliveira)

