domingo, 21 de abril de 2013


ESTRANHO! MUITO ESTRANHO!

Escrevo poemas estranhos
Num mundo estranho
Para gente estrangeira
Estrangeira de mim
Escrevo poemas que me guiam
A lugar nenhum
E que falam de coisas estranhas
Poemas sujos, imundos
Que falam de coisas incompreensíveis
Quando você quer ouvir falar de amor
De esperanças, de alegrias e felicidades
Escrevo poemas que não devem ser lidos
Mas sim banidos
Da tua vida e do teu mundo estranho
Poemas estranhos, imundos e sujos
Poemas sem rima, sem auto estima
“Estranho seria se eu não me apaixonasse por você”
Quando de ti me apaixonei
Estranho!  Foi como você me deixou
Estranha é essa vida. Muito estranha
Estrangeiros: eu e você
Estranho é como eu levo essa minha vida
Não achando nada mais estranho
Na contra-mão desse mundo estranho

(© Paulo Cesar de Oliveira)