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domingo, 6 de agosto de 2017


COMO FÊNIX

VAMOS LÁ DE NOVO FALAR DE UMA COISA QUE DETESTO, MAS A  VIDA NÃO É FEITA SÓ DE POESIA.

RECEBO AGORA PELA MANHÃ A INFORMAÇÃO QUE A REVISTA VEJA FEZ UMA REPORTAGEM SOBRE A RIQUEZA DO "LULINHA", UM DOS FILHOS DO LULA.

JÁ ESTOU COM "SACO CHEIO" DISSO, ISSO NÃO VAI DAR EM NADA. O LULA E SUA FAMÍLIA ESTÃO BLINDADOS PELO TRF, STJ E STF. ISSO NA ÁREA JURÍDICA, A PRINCIPAL. NA ÁREA LEGISLATIVA TAMBÉM, AFINAL, POLÍTICOS BANDIDOS É O QUE NÃO FALTA NESSE PAÍS, E ELES SÃO  CORPORATIVISTAS, OU SEJA, SE PROTEGEM MUTUAMENTE, INDEPENDENTE DE PARTIDOS (FACÇÕES DO CRIME). NÃO É IGUAL A GUERRA ENTRE TRAFICANTES NO RIO, QUE SE MATAM.

A LAVA JATO ESTÁ PRATICAMENTE DESMONTADA, TANTO NA PGR COMO NA PF. RESTA MEIA DÚZIA OU MENOS, DE PROCURADORES E O JUIZ FEDERAL SERGIO MORO. NO ENTANTO, NÃO FICAREI NEM UM POUCO SURPRESO SE O MESMO SAIR NO FINAL DESSE ANO, IR MORAR NO EXTERIOR, NUM PAÍS CIVILIZADO DE FATO. EU NO LUGAR DELE FARIA ISSO. ESSE ZÉ POVINHO, FROUXO, COVARDE, ALIENADO E IGNORANTE, OS ABANDONARAM, FALTARAM COM O APOIO NAS RUAS QUE VÁRIAS VEZES OUVI O JUIZ E OS PROCURADORES FEDERAIS PEDIREM.

NO MEU ESTADO, RIO DE JANEIRO, O MAIS CORRUPTO DE TODOS OS ESTADOS, DE UM PAÍS CORRUPTO, AQUI, ESTAMOS EM GUERRA DE FATO, A BANDIDAGEM TOMOU CONTA DE VEZ, ESCANCAROU, SE APROVEITANDO DA FALÊNCIA DO ESTADO, QUE NÃO TEM NEM COMBUSTÍVEL PARA AS VIATURAS DA POLÍCIA. SEM FALAR QUE SEU ARMAMENTO É INFERIOR EM QUANTIDADE E QUALIDADE AO DOS BANDIDOS, TRÁFICO, ETC. OS POLICIAIS TAMBÉM ESTÃO COM MUITA DIFICULDADES DE RECEBER SEUS SALÁRIOS EM DIA. MUITOS ESTÃO SE DESLIGANDO DA POLÍCIA MILITAR. 

NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, BAIXADA FLUMINENSE, NITERÓI E SÃO GONÇALO É GUERRA MESMO, AS PESSOAS ESTÃO EVITANDO SAIR NAS RUAS, PRINCIPALMENTE QUANDO ESCURECE. MAS, DE DIA TAMBÉM É GUERRA. A PRESENÇA RECENTE DAS FORÇAS ARMADAS POR AQUI, ESTÁ LONGE DE RESOLVER O PROBLEMA GRAVÍSSIMO DE SEGURANÇA NO ESTADO.

E PRA TERMINAR, A IMPRENSA E A MÍDIA, PRINCIPALMENTE, O SISTEMA GLOBO, DEFENDEM BANDIDOS. ALÉM DO TAL DIREITOS "HUMANOS", QUE DE HUMANOS NÃO TEM NADA, E A ESQUERDA. ALIÁS, O GOVERNO DO PT CAIU, MAS A ESQUERDA NESSE PAÍS PERMANECE CADA DIA MAIS FORTE, SEJA NA IMPRENSA E MÍDIA, COMO NO MEIO ARTISTICO, JORNALÍSTICO, E, INFELIZMENTE, NO SISTEMA EDUCACIONAL, ONDE HÁ MUITOS SOCIALISTAS E COMUNISTAS UTÓPICOS. ESTOU PLENAMENTE CONVENCIDO QUE ISSO É UMA DOENÇA SOCIAL GRAVE, A ESQUERDOPATIA.

A BOA NOTÍCIA É QUE ESSE PLANETA, COMO O VEMOS HOJE, SERÁ TOTALMENTE DESTRUÍDO NOS PRÓXIMOS 20 ANOS, E DAS CINZAS, COMO FÊNIX, SURGIRÁ UMA NOVA HUMANIDADE E UM PLANETA RECONSTRUÍDO E ADMINISTRADO POR UMA PALAVRA QUE VOCÊS FALAM MUITO, MAS NUNCA A CONHECERAM DE VERDADE, POIS NUNCA PERTENCEU  A ESSE PLANETA,  A NÃO SER NA ÉPOCA DO NOSSO ANCESTRAL MAIS ANTIGO, O PRIMEIRO, QUE HABITOU AQUI, QUE BROTOU DA TERRA PELA MÃO DO UNIVERSO PAI E DA MÁE NATUREZA, MAS, QUE INFELIZMENTE, SE CORROMPERAM. SENDO ISSO A ORIGEM DO MAL E DO MAU DESSE PLANETA, HÁ QUASE UM MILHÃO DE ANOS ATRÁS CONTADOS NESSE ESPAÇO TEMPO.

*pco
06.08.2017

domingo, 16 de julho de 2017


AMOR É FALTA DE QI - FRAGMENTOS

Viver pode até ser melhor do que sonhar, como disse Belchior. Mas sonhar sempre me foi mas fácil. Ah! Como eu sou feliz quando sonho.

Amor é falta de QI, tenho cada vez mais certeza disso. Mas QI alto é raridade.

Uma velha lenda chinesa conta que, uma vez, um homem sonhou que era uma borboleta. O sonho foi tão completo e tão cheio de detalhes que, ao acordar, ele ficou numa dúvida terrível: não sabia mais se era um homem que tinha sonhado que era uma borboleta ou se era uma borboleta sonhando que era um homem.

Claro que isso é só uma lenda. Mas o que ela quer dizer é que a realidade de um sonho não é “menos real” do que aquilo que “acontece de verdade”. O sonho é a realidade do insconsciente, ou uma mensagem que o inconsciente, em forma de símbolo, envia para o consciente. Para Freud, o pai da psicanálise, o consciente está para o inconsciente assim como a superfície de um iceberg está para a sua parte submersa.

Escrever nasceu da minha luta contra o Caos que me  devora a cada dia. É, portanto, em síntese, uma forma de pedir ajuda, mas também um vício. Não existe ninguém sem pelo meno um vício. Eu tenho dois, um é escrever. 

Uma das coisas boas da Internet é poder publicar e divulgar o que escrevo, papel impresso custa caro. Mas trato os destinatários dos meus poemas e demais escritos como uma "Entidade", nunca de forma pessoal. Meu filósofo preferido, Friedrich Nietzsche, disse: "Um bom escritor possui não só o seu próprio espírito, mas também o espírito de seus amigos." Se tiver amigos esses são raros também.

Não sei se sou um saudosista, mas com certeza, venho de outros tempos, quiça de outro planeta. No meu tempo a vida era mais leve, hoje a sinto muito pesada e isso nada tem a ver com minha idade ou minha forma física. Claro que, como disse um poeta: "...o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?" Pois é, o problema é esse poeta, "e o dia de hoje?". O que eu posso dizer é o que aprendi com os Mestres: "só o presente existe, o aqui e agora." ou seja, sem ontem e sem amanhã.

Não sei se notaram, falo muito dos poetas. É porque li muitos autores, mas o essencial e mais importante aprendi com os poetas e poetisas, principalmente, meu mestre Fernando Pessoa. Freud, o pai da psicanálise, disse: "Aonde que que eu vá, eu descubro que um poeta esteve lá antes de mim." É como eu penso, se você se adaptou a esse mundo, você casou e foi feliz, você acredita no amor, isso é ótimo. Mas, se você é como eu, não se adaptou ao mundo, você se torna um pensador, um filósofo ou um poeta. Eu não me adaptei, então, eu penso, e pensando, eu escrevo e faço poemas. 

Os meus poemas e meus escritos são uma resposta da minha alma e também um apelo ao Universo. Um clamor de liberdade.


16.07.2017
*pco

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017


"ESQUERDA" E "DIREITA" NO BRASIL
By pco

O Aécio, o FHC e muitos do PSDB são "esquerda" também. A "esquerda" de terno e gravata, a Segunda Via, o Plano B. Portanto, mais educados um pouco, mas não menos nocivos.

Mas na verdade, esse negócio de "esquerda" e "direita" no Brasil não existe, não há ideologias de verdade nisso. O negócio é roubar o Estado. Eu não tenho corrupto de estimação. Meu negócio é Economia. Política Econômica. Eu analiso sobre esse prisma. E nesse sentido, 13 anos e 5 meses de governo de "esquerda", do PT, foi uma calamidade, uma tragédia. Governos populistas latinos americanos, principalmente, é sempre assim. Tudo isso que estou afirmando pode ser comprovado por fatos, evidências, é só evitar a cegueira, a idolatria e o fanatismo.

A suposta "esquerda" no Brasil, onde se inclui vários "artistas" é reconhecidamente, a "ESQUERDA CAVIAR", ou seja, são socialistas e comunistas, "da boca pra fora", adoram uma mordomia capitalista, como Paris e IPhone, por exemplo. A sorte dessas pessoas é que o Zé Povinho é muito ignorante e frouxo; se deram o pão e o circo eles estão felizes, "não estão nem aí".

O PT atrasou tanto esse país nesses 13 anos e 5 meses de governo, que para o Brasil voltar a ser o país subdesenvolvido que era antes, terá que esperar, no mínimo 10 anos, se a Economia Mundial ajudar. Até o Paraguai está melhorando, está crescendo, evoluindo.

Para finalizar, falta dizer que nossa Imprensa e Mídia é canalha, como já dizia Millôr Fernandes. O povo brasileiro ou vive em frente a televisão ou nas igrejas pedindo ajuda a Deus. "Deus é brasileiro", né mesmo?

Não há nada de valentia na "esquerda" brasileira, e sim, uma imensa covardia. Como a esquerda de todo o mundo. Está na Cartilha dela (esquerda).

*pco

terça-feira, 10 de janeiro de 2017


A COMPREENSÃO DA REALIDADE


Quando você compreende a realidade como ela realmente é, por alguns instantes, você tem vontade de morrer, pois o vazio e a solidão são imensos.

Mas então, você mergulha mais profundo ainda, e acaba percebendo que você é a própria morte ou a própria vida.

Fernando Pessoa disse que só as crianças e os ignorantes são felizes. Por quê? Porque não conhecem a realidade, ou não compreendem.


Não sei como explicar isso para vocês. Busquei as palavras, mas elas são insuficientes e não definem e nem explicam.

*pco

quinta-feira, 24 de novembro de 2016


O SEGREDO

Já que estamos praticamente no fim dos tempos, vou te dizer porque escrevo. Já não preciso mais guardar esse segredo.

Sou um extra-terrestre colocado aqui nesse planeta-prisão para observar e relatar.

Em assim sendo, todos os dias tenho que enviar um relatório para o meu planeta. Escrito na linguagem local, para não despertar suspeitas. Na Nave-Mãe eles usam uma máquina tradutora. E eu, embora, aparentemente, esteja usando a língua portuguesa, na verdade é uma linguagem codificada. Que na maioria das vezes eu chamo de "poemas". Por isso eu escrevo uma coisa e quem lê aqui nesse planeta entende outra coisas; isso é normal.

Muitos outros, antes de mim, E.Ts., estiveram aqui nesse planeta-prisão que nós chamamos de Eleap, e vocês chamam de Terra. O melhor e mais conhecido se chamava aqui Fernando Pessoa. Ele escreveu muitos relatórios sobre vocês, que também chamou de "poemas".

No Universo, vocês são conhecidos como "a civilização adormecida". Mas, nem sempre foi assim. No início, há cerca de 900 mil anos atrás, esse planeta era o Paraíso do Universo. Mas, tudo mudou. Breve, no tempo de vocês, ficarão sabendo a Verdade.

Eu terei que continuar escrevendo meus "poemas" por mais 1 ou 2 anos, quando termina minha missão aqui. E vocês continuarão não entendo o que eu digo. É que essa raça humana de vocês usam muito a lógica e a razão do ego. Mas, isso tudo está dentro do esperado.

* by pco

quarta-feira, 11 de novembro de 2015


São palavras de um repórter que não morre de amores pelos militares:

OS 5 GENERAIS PRESIDENTES


 - Autor : jornalista CARLOS CHAGAS

"Erros foram praticados durante o regime militar, eram tempos

difíceis. Claro que, no reverso da medalha, foi promovida ampla
modernização das nossas estruturas materiais. Fica para o historiador
do futuro emitir a sentença para aqueles tempos bicudos."

Mas uma evidência salta aos olhos: a honestidade pessoal de cada um!


Quando Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas.


Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana.


Garrastazu Médici dispunha, como herança de família, de uma fazenda de gado em Bagé, mas quando adoeceu precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão.


Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio.


João Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos agora colocaram à venda, ao que parece em estado de lamentável conservação.


OBS: foi operado no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio.

Não é nada, não é nada, mas os cinco generais-presidentes até podem ter cometido erros, mas não se meteram em negócios, não enriqueceram nem receberam benesses de empreiteiras beneficiadas durante seus governos. 


Sequer criaram institutos destinados a preservar seus documentos ou agenciar contratos para consultorias e palestras regiamente remuneradas.  

Bem diferente dos tempos atuais, não é?


Acrescento:


Nenhum deles mandou fazer um filme pseudo biográfico, pago com dinheiro público, de auto-exaltação e culto à própria personalidade!Nenhum deles usou dinheiro público para fazer um parque homenageando a própria mãe. Nenhum deles usou o hospital Sírio e Libanês.

Nenhum deles comprou avião de luxo no exterior.Nenhum deles enviou nosso dinheiro para "ajudar" outro país. Nenhum deles saiu de Brasília, ao fim do mandato, acompanhado por 11 caminhões lotados de toda espécie de móveis e objetos roubados. Nenhum deles exaltou a ignorância.


Nenhum deles falava errado.


Nenhum deles apareceu embriagado em público.

Nenhum deles se mijou em público.

Nenhum deles passou a apoiar notórios desonestos depois de tê-los chamado de ladrões.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015


A VERDADEIRA FILOSOFIA DE VIDA

Quando comecei a ler os poemas de Fernando Pessoa e seus heterônimos percebi muito claramente que não estava diante de um poeta apenas, considerado por muitos o maior poeta de língua portuguesa. Há em seus poemas, independente da interpretação literária, algo maior, mensagens cifradas de alguém que percorreu o Caminho Espiritual muito intensamente.

Quando li o poema "Tabacaria" (meu poema preferido) minha identificação foi completa. Esse poema me leu. Como disse uma vez a minha amiga Heloisa, "Pessoa escreveu os poemas que eu queria escrever". Eu também Heloisa.

Depois de buscar Deus em todos os buracos, religiosos e não religiosos, me deparei com um poema de Pessoa que dizia em um dos seus versos: "...não busque / tudo é oculto". Ora, pois pois, só alguém que já buscou muito profundamente poderia chegar a essa conclusão.

Também lembro do seu conterrâneo, poeta e filósofo, Antero de Quental quando diz:" Lembremo-nos que a literatura, porque se dirige ao coração, à inteligência, à imaginação e até aos sentidos, toma o homem por todos os lados; toca por isso em todos os interesses, todas as ideias, todos os sentimentos; influi no indivíduo como na sociedade, na família como na praça pública; dispõe os espíritos; determina certas correntes de opinião; combate ou abre caminho a certas tendências..."

"...dispõe os espíritos..." Diz Antero. Sim, com certeza a oração de um poeta é o silêncio do seu quarto, da sua escrivaninha, nos dias de hoje do seu computador, onde ele fala com Deus escrevendo versos.

/pco
  
A Verdadeira Filosofia de Vida

Trabalhar com nobreza, esperar com sinceridade, sentir as pessoas com ternura, esta é a verdadeira filosofia.

1 - Não tenhas opiniões firmes, nem creias demasiadamente no valor das tuas opiniões.
2 - Sê tolerante, porque não tens certeza de nada.
3 - Não julgues ninguém, porque não vês os motivos, mas sim os actos.
4 - Espera o melhor e prepara-te para o pior.
5 - Não mates nem estragues, porque não sabes o que é a vida, excepto que é um mistério.
6 - Não queiras reformar nada, porque não sabes a que leis as coisas obedecem.
7 - Faz por agir como os outros e pensar diferentemente deles.

Fernando Pessoa, 'Anotações de Fernando Pessoa (sem data)'

quarta-feira, 19 de agosto de 2015


HÁ UM TEMPO DE SOMAR E OUTRO DE SUBTRAIR
Por Paulo Cesar de Oliveira Em 19.08.2015 O escritor e jornalista português Miguel Esteves Cardoso nos diz em um de seus textos que temos em nossas vidas dois tempos, o tempo de somar e o tempo de subtrair. Diz ele que quando se chega aos 6, 10, 14, 18, 22 ou 30 anos, nós só somamos. Somam-se amigos, emoções, experiências, livros, diplomas, bens, responsabilidades, preocupações, ambições, vícios e prazeres.
Depois (ele não soube precisar qual a idade) começamos a subtrair. Compreendemos a alegria e a liberdade de subtrair coisas e pessoas que só nos pesam, roubando-nos tempo, paciência e calma.
Aos 61 anos eu vivo, com toda certeza, e já algum tempo, o tempo de subtrair.
Tenho me sentido mais leve sem carregar nos ombros o peso daqueles somatórios que fui fazendo na minha vida.

terça-feira, 11 de agosto de 2015


O BRASIL VAI EXPLODIR

por Eurico Borba

Artigo publicado em 11.08.2015
(Publicado originalmente no blog Diário do Poder, de hoje)

O grave momento político atual causa profunda desilusão e revolta na maioria silenciosa do povo brasileiro. A cada dia surgem notícias de novos escândalos, novos envolvimentos de autoridades, mentiras, violência. Os protestos nas redes sociais, na mídia e nas ruas não são considerados pelos governantes, pelos partidos e pelos políticos. O Brasil assiste, impotente e irado, o espetáculo imoral de grupelhos usando, ilegitimamente, suas posições institucionais para preservar o poder e a riqueza acumulada de forma corrupta, sem se preocuparem com o bem estar e o progresso da nação.

A solução para a crise que enfrentamos passa, necessariamente, pela solidariedade do povo ofendido para com o ideal da promoção do bem comum. No entanto Brasil está cada vez mais despossuído de sonhos, esgarçado nas suas ligações afetivas, perdidos pela desconfiança generalizada que cada cidadão nutre pelos outros. O povo só reage às freqüentes noticias de desgoverno e de corrupção ou com o deboche que a nada conduz, ou com o ódio crescente que a tudo pode vir a destruir.

Com o fracasso e o desaparecimento dos partidos políticos, restaria a esperança de lideranças esclarecedoras da situação e aglutinadoras da nação em torno de um projeto de país livre e justo, tais como fizeram os grandes nomes da nacionalidade, em um passado recente: Franco Montoro, Tancredo Neves, Juscelino Kubitheck, Getulio Vargas. Onde estão se escondendo os seus sucessores?

Na ausência de partidos, de lideranças, de idéias norteadoras de ações, estamos nos encaminhando, celeremente, para o caos.
É moralmente legitimo que um eleitorado, humilhado e enganado por um governo e um partido político, exija a imediata substituição dos que os enganaram e roubaram. Isto não é “golpe” como querem alguns – é o resultado da reflexão por parte do povo e do que resta de suas autenticas lideranças locais, dispersos no anonimato das pessoas envergonhadas e sofridas, que pretendem usar os instrumentos legítimos e legais, oferecidos pela Constituição, que prevê punição e substituição de maus governantes.

O Brasil real está parando com cada vez mais desempregados, inflação em alta, produção em baixa, investimentos insuficientes, a confiança se esvaindo pelos desvãos da nefanda prática política. Levaremos anos para recuperar a destruição praticada.

Estamos a um passo de uma explosão de revolta radical e justo protesto de uma população que, mais dia menos dia, vai reagir. Os atuais governantes e políticos que atuam na área federal, deveriam começar a correr – todos. O povo quer uma substituição radical – saiam, pois todos são, de alguma maneira, culpados pelo estado de anarquia a que chegamos.

É preciso pensar em opções para a crise, como é o caso prioritário de necessárias novas eleições gerais, comandadas pelo Supremo Tribunal Federal. Acossados pelo clamor popular, reunindo o que resta da dignidade que talvez ainda possuam, ou pelo medo físico de uma população furiosa, este Congresso que aí está trataria de votar, antes de se auto-extinguir, com a máxima urgência, uma decente reforma política prévia, sem financiamento privado das campanhas, com clausulas que indiquem as condições honestas para a criação de novos partidos com expressão nacional, já que os atuais deverão ser extintos.

Já se fez muitas análises, já se falou e se escreveu demais, temos as informações necessárias, possuímos mulheres e homens capacitados, patriotas, honestos, prontos para contribuírem para o soerguimento nacional – basta que lhes seja oferecida uma oportunidade. Sabemos da roubalheira, sabemos das intenções de instauração de formas de poder incompatíveis com as tradições democráticas do Brasil, sabemos dos conchavos, das meias verdades, mas poderemos conhecer, também, quem são as pessoas confiáveis, dignas e competentes, em quem se pode votar neste momento de recuperação da dignidade nacional – caras novas.

Chega de incompetência e de corrupção. Basta de canalhas dirigindo os destinos do Brasil. Não queremos e não podemos mais admitir este estado de anarquia nacional.
 
 Escritor, ex professor da PUC RIO, ex Presidente do IBGE.


O BRASIL E A CANOA FURADA DO SOCIALISMO

I - O MUNDO

Durante todo o  século passado, século XX, houve uma guerra no mundo entre dois sistemas de produção, o capitalismo e o socialismo/comunismo (é bom lembrar que nunca houve um país comunista,  haja vista que o comunismo é a etapa final do socialismo, mas,  nenhum país chegou lá. O comunismo permaneceu até hoje uma utopia).

Depois de muita guerra e mortes o capitalismo saiu vencedor com o fim da União Soviética. Não objetivo aqui entrar em detalhes sobre isso,  pois há farta literatura a respeito. Isso é história mundial.

Hoje,  século XXI, há poucos países socialistas. Os principais são: Rússia, China, Coréia do Norte e Cuba.

Quando comparado com os principais países capitalistas, EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Canadá e demais países da Comunidade Econômica Européia,  é flagrante e enorme  a disparidade entre esses dois blocos de países com sistemas de produção capitalistas X socialistas.

A China é um caso à parte. Seu crescimento econômico observado nos últimos anos, o maior do mundo, ocorreu depois que abriram sua Economia para o mundo capitalista, incrementando extraordinariamente seu comércio exterior, pelo fato do seu extenso território e por ser o país mais populoso do mundo.

Tudo isso são fatos. É história mundial.

II - O BRASIL

O Brasil nos últimos 13 anos, principalmente, mas, até antes disso, está na contra-mão do mundo. Apesar de nos últimos 250 anos o mundo ter obtido um progresso e um desenvolvimento econômico e social maior do que todo os séculos anteriores, devido ao sistema de produção capitalista, no Brasil, ainda assistimos políticos, professores, intelectuais, artistas, atores e atrizes, jornalistas, etc, ferozes adeptos do socialismo, um sistema falido que se sustenta graças a regimes políticos totalitários, que extinguem a maior conquista de um ser humano que é a sua liberdade de expressão e o direito de ir e vir. E pior, com a ascensão da esquerda no Brasil com o PT, nosso ensino médio vem doutrinando nossos filhos e netos com a doutrina de Marx, Lênin e demais assassinos e genocídas. Isso tem passado desapercebido da grande maioria dos pais desses adolescentes e jovens.

A obrigação de um governante, político,  economista, sociólogo, cientista político e historiador é olhar para frente. É planejar um futuro melhor se utilizando do passado apenas como aprendizado e experiência. Esse passado e o próprio presente nos mostra que embarcar na canoa furada do socialismo é suicídio.

Alguém já disse que os artistas, os cantores e as idéias quando ficam muito velhos ou fracassaram vêm morar no Brasil. É o caso do socialismo. 

Paulo Cesar de Oliveira
Economista
em 11.08.2015

domingo, 28 de junho de 2015


“POR QUE ESCREVE?” 

Por Marcos Siscar 

Para explicar por que escrevo ou por que se escreve usando “de 2.000 a 4.000 palavras”, seria necessário mais do que clareza sobre desejos e estratégias, recalques e políticas. Veríamos se insinuar algo como o gosto pela exposição pública, este espetáculo de autor que, segundo as más línguas, acompanha hoje a experiência da literatura, mais do que a própria leitura – um “excesso” de sujeito no lugar em que o sujeito parece estar em “falta”. 

A resposta ao “por que escreve?”, no fundo, deveria envolver considerações que vão da psicanálise ao marxismo, da filosofia à teoria da literatura, expondo-se a elas, ao mesmo tempo; a não ser que se aceitasse com simplicidade o acréscimo de um suplemento de biografia, de anedotas e incidentes pessoais mais imediatamente narcísicos que teriam gerado a obra, tomada agora como objeto de memória ou de testemunho. Ou, então, nos restaria inverter o voyerismo de leitor pressuposto pela pergunta – pois de fato não é da conta do leitor a razão pela qual um escritor escreve. 

Privado da escrita literária como “ceia” a ser degustada (como dizia um romancista famoso), que o leitor tome seu café e saia.

Se ocupo as primeiras linhas de meu texto com uma tergiversação que tem aparência de subterfúgio, não é para fugir à questão. Apenas para colocá-la numa situação que me permita começar a interagir com ela. Ninguém está isento das gesticulações narcisistas, a tal ponto que responder a questões desse tipo pode ser intimidante e mesmo criar uma real imobilidade, inevitáveis abstenções. 

Do mesmo modo, nenhum escritor, ainda que declaradamente narcisista, aceitaria ocupar o lugar repugnante que lhe é designado pelo interrogatório, ainda que de aparência singelo. Então, o que parece desvio pode ser decisivo para o destino da questão. 

Se pensarmos muito nas razões da pergunta “por quê?”, nas motivações que a guiam, quando enunciada, se em suma colocarmos a pergunta entre aspas, talvez consigamos dar a entender o drama da situação. Um dos modos de entender a pergunta é vê-la como a enunciação de um falso problema, de um “ardil”. Por que não perguntamos aos críticos ou aos jornalistas por que escrevem? Por que não temos o hábito de perguntar aos filósofos por que duvidam, ou aos padres por que professam? Ainda que a proposta fosse apenas a de desarmar a empostação dos saberes e das práticas gastas do campo literário, pela evocação crua de uma necessidade íntima ou política, responder à questão, na sua sintaxe alienígena (em “por que escreve?”, a ausência de sujeito torna a frase ambígua), já é cair na sua armadilha, por assim dizer. 

A pergunta direciona de antemão aquilo que se pode (e aquilo que não se pode) dizer; a enunciação decide quais são as possibilidades da resposta. Ou então nada disso importa ao leitor desarmado, ao pobre leitor desamado – e seria preciso admitir que minha resposta começa mal. 

Então, recomeço. Haveria respostas interessantes para a pergunta “por que escreve?” Por exemplo, aquelas que usam a retórica da não resposta, ou seja, que mobilizam o espírito de colaboração do leitor, para poderem ser lidas como resposta. Por exemplo: “escrever não é preciso”, escreve Alcir Pécora: o leitor não pediu para que o escritor escrevesse (mas teria pedido a opinião do crítico?). A provocação me parece boa, porque ela diz respeito à minha decisão de escrever (ou à decisão de escrever, em geral). 

Na medida em que escrevo e que acho importante pensar sobre a razão de escrever (fico imaginando se intelectuais, filósofos, jornalistas pensam a mesma coisa), a ideia de que “escrever não é preciso” me diz respeito. Ela mantém em tensão o horizonte complexo e fértil da pergunta “por que escreve?”. No fundo, a tradição aberta por Bartleby, de Melville, com sua célebre resposta “I would prefer no to” (preferiria não, preferiria que não), acabaria dando um viés bastante estimulante para interagir com o “por quê?” alienígena: preferiria não responder. 

Mas, antes dos protestos, esclareço que não acho ruim a pergunta “por que escreve?”. Pelo contrário, a pergunta me soa convincente, sedutora, na sua apóstrofe, na posição que assume não apenas de quem aceita que o escritor escreva, possa escrever, mas de quem vai na direção dessa curiosa (e, dizem, anacrônica) disposição de espírito. Por isso, para não ser totalmente avaro de diversão, e antes que me arrependa, copio aqui um fragmento, na verdade uma anotação que fiz recentemente, na perspectiva longínqua de um projeto de livro, ainda não delineado. 

Aspas: “Quando falei de retorno ia falar de volta. Ensaio impôs-se “sobre” e retorno soou melhor. (“Ensaio sobre o retorno”, dizia o título). Penso agora que volta parecia mais coloquial, menos pensativo. Por que, no fundo, o pensativo? Talvez esta seja a questão, e não o retorno. Peso cada palavra que uso. Cada palavra é pesada, deve ser carregada, formulada até que mostre algo do que nela me move. O que no fundo procuro, se no fundo a palavra parece sempre gasta? Talvez procure por que escrevo, ou porque escrevo, enquanto escrevo; talvez a escrita seja o mapa da procura: a razão de buscar escrever, aquilo que no ato me faz escrever, a cada momento. Poderia não escrever? Por que negá-lo? Por que não o não? Sim, poderia. “Eu” poderia dizer isso. Eu é um carroceiro tosco, com sua frágil lanterna. E mesmo que pudesse não escrever, mesmo assim, quereria poder escrever a delícia de não escrever, essa alegria infinda, maior que o sentido de uma vida. E portanto escreveria. 

Mas por quê?” Devo deixar anotado que “Carroceiro tosco” é uma imagem de um poema que escrevi em meu último livro. Na verdade, aqui, precisaria dizer carroceiros, pois há muitos em mim que resolveriam a questão de “por que escreve?” com a violência enfadada de “é mais isso do que aquilo”. E o que me interessa na poesia, agora que me defronto com a pergunta, talvez seja justamente a possibilidade de não fazer isso. De não precisar abrir mão de todas as razões (que são aporéticas, contraditórias), de poder, ao contrário, expandir as dificuldades advindas dessas aporias para outros campos discursivos nos quais parecem estar abafadas, subestimadas, silenciadas. Claro, quem responde, mesmo que responda como Bartleby, acaba resolvendo a dificuldade, dá uma forma àquilo que é difícil (não apenas porque múltiplo, mas porque contrariante). De certo modo, o autor de um texto é sempre o carroceiro. Em ocasiões como esta, por exemplo, sempre aparece em mim um carroceiro. Não para defender-me, para poupar-me. Ao colocá-lo sob a luz e dar-lhe espaço para avançar, ao deixá-lo ranger as rodas de sua máquina de explicação, ele vai ganhando corpo, perspectiva, estratégia. Aquilo que carrega em sua carroça, o modo como ignora o que há em torno, como mastiga a areia e a pedra do caminho – tudo isso me expõe, tudo isso me trai. 

Então, por estranha que pareça a conclusão, posso dizer que, diante do leitor blasé, ainda não familiarizado com a profunda contradição do olhar que me dirige, dramatizo nosso conflito e “solto o carroceiro”. Não como quem “solta o cachorro”. Mas às vezes um carroceiro deve preparar o terreno. Para muitos, certamente, a quem o susto já não passa de cócegas, de hábito cansado de retóricas e astúcias literárias, seja por experiência própria ou pelo aprendizado indireto do cansaço, apresentar o carroceiro no lugar do poeta é a mesma coisa que incorporar o mau poeta, aquele que explica as razões do escrever, que inflaciona a experiência direta e comum, esta que supostamente nos une a todos, indistintamente. Já ouvi muita gente dizendo que o carroceiro é aquele que estraga o poema. É uma opinião corrente. Mas se alguém “solta o carroceiro” ainda daria para pensar o que é melhor ou pior para o “poema”? A resposta não me parece óbvia. Depois que escrevo um poema, muitas vezes durante a escrita de um poema, e certamente enquanto estou organizando um livro de poemas, o carroceiro mostra-se fundamental, imprime a marca de sua necessidade. É ele que dá tensão e estrutura para aquilo que parece ter sido dado “espontaneamente”, ainda sem sentido, com o afeto da salvação de algo que estaria à beira da perda. É um momento tão excitante e tão duradouro – pois continua depois do livro publicado – que dou de ombros quando um leitor de má vontade acredita que pode ler o livro sem reconstituir o percurso. 

O estilo carroceiro, aqui extremado, ao mesmo tempo que dá profundidade ao “vivido”, já não está longe de se constituir como momento de uma sintomatologia geral, e se comunica com o risco deliberado do autismo. Não digo isso apenas a meu respeito, para dar razão ao leitor eventualmente contrariado. O “autismo” da relação com o texto nunca é apenas pessoal: assim como não nos faltam leitores surdos, a surdez não é um atributo que nos distingue. Nem digo isso apenas a meu favor, entenda-me. 

Em meu último livro, passou um carroceiro e andou trocando algumas coisas de que não me orgulho. Trocou uma palavrinha justamente no poema que dá título ao livro, com o qual me emociono a cada leitura, e que por isso mesmo para mim ainda não está totalmente escrito. Claro, não vou contar o que ele mudou naquele poema. Isso faz parte da minha escrita, não das nossas confidências. Por outro lado, esse mesmo carroceiro deixou coisas de igual teor, onde teria sido muito mais simples rasurar. Coisas que já antevejo, na pluma do comentador justiceiro, como prova de uma inequívoca cegueira de classe ou de um equivocado projeto estético. 

Moral da história: antes dos caprichos sociais, antes das neuroses, dos imbroglios de pensamento, há a negociação, a cena de um conflito que a poesia é capaz de assumir, sem envergonhar-se. A poesia é para mim o nome deste lugar onde uma resposta atravessada se permite. Ao contrário do que supõem os proprietários intelectuais da pergunta, e todos aqueles que registram patentes antigas com cara de novas. Tenho minhas razões, públicas e privadas, para preferir que a resposta esteja sempre atravessada, muitas vezes na garganta. Seria pretensão esperar que as razões do leitor estivessem mais próximas das minhas? Não creio. Há muitos tipos de leitores. Inclusive aqueles para quem ler/escrever poesia é colocar tudo em jogo. E tudo quer dizer algo mais geral que o gênero “poesia”, que a disciplina “estética”, que a produção editorial, que a “vida literária”, que as peripécias sociais e históricas da “cultura”. Não se trata de querer que a poesia “mude” a vida. Por outro lado, se ela já não tiver mudado a vida, qual seria seu interesse? Seria dispensável, como qualquer outra coisa: como a medicina, como a agricultura, como a religião. 

A quem interessam minhas razões senão aqueles para os quais essas razões já fazem parte, de modo mais ou menos sabido, mais ou menos formulado, da sua própria “resposta”? Se é que se permitem esta resposta, como a poesia se permite, ou me permite. Quero dizer que aceitar as razões de poesia é aceitar colocar tudo em jogo, e não apenas parte da experiência (lazer, conhecimento, educação). E que isso se aprende, é claro, mas se aprende não simplesmente na forma da consagração ou da denúncia das razões espirituais ou materiais do poeta. Talvez constatar o já-estar-ali do sentido seja uma maneira de levar adiante um tal aprendizado. Este não deixa de ser um modo propício de entender o que acontece quando passamos da poesia para outros regimes de relação com o sentido. Depois de 1.898 palavras, percebo que já levei a discussão a um nível insuportavelmente carroceiro. Devo cumprir o contrato das 2.000 palavras mínimas? A partir daqui, certamente, já não teríamos muito o que nos dizer um ao outro, caro leitor desamado. Eu, pelo menos. Sinto que não. Viro a página e lá estamos, de novo sós. Pergunto-me por quê.

terça-feira, 28 de abril de 2015


EU SOU DE VÊNUS

A essa altura depois de terem recebido várias mensagens minhas sobre forma de texto, comentários ou poemas, vocês já perceberam que sou um pessimista. Só não sabem por que sou pessimista. Sabem?

Pois bem, eu construí todo esse meu pessimismo durante 60 anos de Brasil. A cada ano que eu vivia aqui nesse país eu ficava mais pessimista ao acompanhar a trajetória política, social e comportamental desse povo. Sua ignorância, hipocrisia, covardia e mediocridade, talvez sem igual no mundo.

Sim, eu poderia ignorar o que via e fingir que estava tudo bem, que Deus é brasileiro, que a TV Globo é honesta e informa e educa o povo e que temos o melhor futebol do mundo.  Mas, desculpem-me não consegui. Não me esforcei muito também.

Quero aqui, humildemente, pedir minhas sinceras desculpas a todos vocês por não acreditar nesse país, no “país do futuro”.

Eu até que vinha resistindo mais ou menos, mas depois de 12 anos e 4 meses de governo do PT eu não aguento mais. Eu sou uma pessoa reacionária compreendem, eu reajo a tudo que não presta.

Eu sou de Vênus, o planeta da beleza e das artes. Quase todos vocês vieram de Marte. Ou de Plutão. Eu gosto do que é belo e artístico. De uma pintura, de uma escultura, de um poema, de uma música, da mulher. Mas, não de qualquer pintura, escultura, poema, música. E das mulheres, somente as femininas. Não gosto das mulheres masculinas e do poder, das mulheres competitivas. Foi o poder que destruiu os homens. Foi a competitividade que criou a separatividade. E a separatividade nos separou de Deus. Começando então o nosso inferno.  O inferno está vazio, nem o próprio dono dele fica muito por lá. Todos os demônios estão nos planetas, muitos aqui na Terra e muitos aqui no Brasil.

É difícil compreender essas coisas que escrevo, né mesmo? Mas, observem, o pessimismo não é um destino, é um caminho.

Mas voltando a questão do futuro do Brasil. Esse país nunca poderá ser um país desenvolvido como é os EUA, Canadá, Alemanha, Suiça, etc, apesar do seu clima e recursos naturais extraordinários. Ele se desenvolverá sempre relativamente e atrás dos demais países que citei e outros. Por que? Devido a duas coisas: ignorância e medo. Eu poderia falar muita coisa sobre ignorância e medo desse país, mas não quero. Estou cansado e de nada adiantaria. O otimismo e a religião de vocês não deixariam vocês acreditarem em mim.

Quero só deixar uma informação para vocês que corrobora com o que estou dizendo. Há pouco mais de dez anos atrás um colega meu economista famoso, estimou em R$ 100 Bi por ano a perda do Brasil com a corrupção e o roubo. Acredito que de lá para cá esse número tenha dobrado, no mínimo. É dinheiro que deixa se ser investido em educação e saúde, por exemplo, e que a maior parte é depositada lá fora em paraísos fiscais.

Essa situação não vai mudar porque não há justiça nesse país, reina a impunidade. Os ministros da Corte Suprema do Poder Judiciário, o STF – Supremo Tribunal Federal desse país é indicado e nomeado pelo chefe do Poder Executivo. No momento, quase todos são advogados do PT- Partido dos Trabalhadores.

E por aí vai.

Vocês conhecem a história do pessimista e do otimista? O pessimista ganhou uma bicicleta e o otimista ganhou um cavalo. Conhecem? Um dia eu conto.

Felizes são os otimistas.


Paulo Cesar de Oliveira
28.04.2015

sexta-feira, 24 de abril de 2015


ISSO NÃO VAI PASSAR NA GLOBO. 

VIDE ESSA NOTÍCIA AQUI EMBAIXO E DEPOIS MEUS COMENTÁRIOS:

24/04/2015

Fundo do FGTS deve socorrer o BNDES

Joaquim Levy: a operação tem sido conduzida pessoalmente pelo ministro da Fazenda.

Fontes: João Villaverde e Murilo Rodrigues Alves, do Estadão Conteúdo

Brasília - O governo Dilma Rousseff pretende estruturar uma operação bilionária e polêmica. Nada menos do que R$ 10 bilhões do fundo criado com uma fatia de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devem ser aportados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A operação tem sido conduzida pessoalmente pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que também pertence ao conselho de administração do BNDES, e pelo presidente do banco de fomento, Luciano Coutinho.

Ambos, Levy e Coutinho, têm buscado integrantes do comitê de INVESTIMENTO do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) nos últimos dias para defender o aporte de dinheiro do fundo ao banco.

O ministro da Fazenda está determinado a acabar com os repasses do Tesouro Nacional ao BNDES, como forma de melhorar a transparência das contas públicas e, principalmente, atingir a meta fiscal deste ano.

Mas, diante da falta de crédito privado na proporção demandada pelo mercado, o papel do BNDES continua importante, dentro da lógica do Ministério da Fazenda.

A saída para reforçar o capital do banco sem, no entanto, envolver dinheiro do Tesouro foi buscar o FI-FGTS - fundo que foi criado com o objetivo de ser uma alternativa a bancos públicos e privados no FINANCIAMENTO de projetos de infraestrutura.

Em 2008, mesmo ano em que os repasses bilionários do Tesouro ao BNDES começaram, o FGTS já tinha contribuído para reforçar o caixa do banco, com um repasse de R$ 7 bilhões em debêntures (títulos de dívida de longo prazo).
Atualmente, a dívida do BNDES com o fundo está em R$ 4,7 bilhões, o equivalente a 15% do patrimônio líquido do FI-FGTS.
A operação que está sendo preparada agora por Levy e Coutinho e que envolverá R$ 10 bilhões do FI-FGTS tem sido feita por meio de conversas informais. O assunto está na pauta da próxima reunião do comitê, marcada para a quarta-feira da semana que vem.

Membros do comitê que decide os aportes do fundo criticam a proposta. "Dar dinheiro para cobrir o rombo do BNDES? O Tesouro não pode mais fazer isso e agora quer colocar na conta dos trabalhadores?", afirmou um deles ao Estado, sob condição de anonimato.

O FI-FGTS teve no ano passado mais de R$ 10 bilhões em caixa para INVESTIRem projetos de infraestrutura. Porém, teve de reduzir o apetite por conta do risco crescente das empreiteiras, com os desdobramentos da Operação Lava Jato, que apura esquema de corrupção na Petrobras.

A lei que criou o fundo, em 2007, permite que a Caixa proponha ao conselho curador do FGTS (composto por representantes do governo, dos trabalhadores e dos patrões) a aplicação de mais dinheiro no FI-FGTS até atingir o limite de 80% do patrimônio líquido do FGTS - atualmente em R$ 75 bilhões, segundo último dado disponível.

Até o momento, o conselho curador do FGTS autorizou o repasse ao FI-FGTS de R$ 29,3 bilhões e o reinvestimento de R$ 7,4 bilhões.

Procurada, a Caixa afirmou que o regulamento do FI-FGTS impõe "caráter absolutamente confidencial" a todos os documentos e assuntos analisados nas reuniões do comitê de INVESTIMENTO.

A revisão dessa condição, segundo o banco estatal, está no momento em discussão no conselho curador do FGTS. Sobre a operação com o BNDES, a Caixa informou que as debêntures emitidas em 2008 "vêm atendendo integralmente as condições inicialmente estabelecidas". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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LERAM?

NÃO PRECISO DIZER MUITA COISA POIS VOCÊS ESTÃO CONSCIENTES E BEM INFORMADOS. VOU SÓ LEMBRAR QUE O BNDES SIGNIFICA BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL E FOI FUNDADO EM 1952 COM O SEGUINTE OBJETIVO: "O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é uma empresa pública federal, com sede no Rio de Janeiro e cujo principal objetivo é financiar de longo prazo a realização de INVESTIMENTOS em todos os segmentos da economia, de âmbito social, regional e ambiental." Fonte: Wikipédia
Observem, "O Banco NACIONAL...".
Vocês acham que o BNDES foi criado para financiar os países socialistas comunistas da América Latina, Central, África, etc?
Foi o que fez o governo do PT. Pegou o dinheiro do BNDES e financiou várias obras em Cuba, Venezuela, Nicarágua, Bolívia, etc (eu tenho a relação dessas obras e os valores financiados)
Vocês acham que o Brasil não precisa mais de investimentos? Nossas estradas, indústrias, ou seja, toda nossa infraestrutura está pronta e acabada?
Com essa notícia aí em cima ficamos sabendo que o PT quer agora capitalizar o BNDES, que gastou nosso dinheiro lá fora, com o FGTS do trabalhador brasileiro.
Tudo isso impunemente e com o apoio dos idiotas que votaram na Dilma e com o apoio de grande parte da imprensa, dos artistas, atrizes e atores, cantores e compositores.

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Lembrado: Povo votante do Brasil (uns 145 milhões de brasileiros). 45% de ignorantes preguiçosos que vivem de fazer filhos e do assistencialismo. 7% de socialistas comunistas que no máximo 3% a 4% sabem o que é isso. 23% de "não estou nem aí" (circo, cerveja, carnaval, novelas e tv). Quanto deu até agora essa soma: 45+7+23=75.
Sobra 25%. São as pessoas que sabem o que está acontecendo nesse país, pessoas com nível cultural e educacional e conscientes,ou seja, 1/4.
Como esses 25% vão resolver? Não vão.

Paulo Cesar de Oliveira
"TENHO SIDO PESSIMISTA E TENHO GANHADO MUITO COM ISSO; AFINAL, FOI ASSIM QUE NÃO CRIEI MAIS EXPECTATIVAS E NÃO TIVE MAIS DECEPÇÕES."

quarta-feira, 15 de abril de 2015


SIM..., EVIDENTE QUE SIM...

Sim, evidente que sim. O que mais tem é gente hipócrita que vive dizendo que tudo é amor. Que não tem raiva, mágoa, ódio. São uns santos. Santos Hipócritas. Já ouviram falar?

Você só pode dizer o que você REALMENTE é quando você fica sozinho com você mesmo. Sem ninguém, só você e você. Os pensamentos né, lembra dos pensamentos? Você tem duas mentes. Uma errada e uma outra Certa. Ok? É por aí. Só que ouvimos mais a errada (ego).

Sim, existe o amor. E aqui nessa Terceira Dimensão ele se manifesta de várias formas. Mas o verdadeiro amor não é daqui. É uma palavra muito desgastada pelo uso e não pela prática. Igual a palavra Deus. 

Você não pode esconder o teu lado escuro, que eu chamo de ego. Ele tá aí. Vai me dizer agora que você NUNCA teve vontade de mandar uma pessoa para a PQP. Todo dia eu mando a Dilma e o Lula para Puta Que Pariu!

Cara! Pare de querer barganhar com Deus. De querer comprar teu terreno no Céu. Seja mais autêntico, sincero contigo mesmo. Seja você mesmo. Tira essas máscaras da tua cara que elas já estão virando pele.

Quantas e quantas vezes eu te disse para prestar atenção, observar o teu ego? Você tem feito isso? Duvido. Você nem sabe o que é ego. Você estudou, pesquisou? Para saber. Porra nenhuma!

Você ainda se acha bonzinho, um cara legal, que vai para o Céu. Que ama todo mundo. Nem todos, mas a maioria ama mesmo é o dinheiro e tudo que ele compra. Você vai a missa nos Domingos, ao culto, dá esmola aos mendigos na rua. Né verdade? Você está barganhando com Deus.

Finalizando. Eu não estou aqui para te agradar, para satisfazer suas expectativas com relação a minha pessoa, ao meu próprio ego. EU SOU O QUE SOU.

Mas, hoje eu estou com dor e de mau-humor. Amanhã eu faço um poema bonitinho.

P.S.: Aqui entre nós, ao ler esse texto você não teve uma vontadezinha que seja de me mandar para a PQP? Eu tive. Pode mandar. Eu te entendo.

/pco