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terça-feira, 17 de janeiro de 2017


A descoberta do Buda – Nem aplauso nem reprovação

by Osho

Sutra: "O vento não estremece uma montanha. Nem elogios nem censuras movem o homem sábio."

Osho: Ser sábio não é ser instruído. “Ser sábio” quer dizer “dar-se conta de algo da sua consciência” – primeiramente, dentro e, depois, fora: sentir a pulsação da vida dentro de você e, depois, fora. Para perceber essa consciência misteriosa que você é, primeiramente é preciso vive-la no âmago mais íntimo do próprio ser, porque essa é a porta mais próxima da consciência universal.
Uma vez que você a tenha conhecido dentro, não é difícil conhecê-la fora. Mas lembre-se: o sábio jamais acumula conhecimento – sua sabedoria é espontânea. O conhecimento sempre pertence ao passado, a sabedoria pertence ao presente.
Lembre-se dessas distinções. A menos que você compreenda muito claramente a diferença entre conhecimento e sabedoria, você não será capaz de compreender esses sutras de Gautama, o Buda. E eles são tremendamente importantes.
O conhecimento satisfaz o ego; a sabedoria destrói o ego completamente – por isso as pessoas buscam conhecimento. É muito raro encontrar um buscador que não esteja interessado em conhecimento, mas que esteja comprometido com a sabedoria. “Conhecimento” quer dizer “teoria as sobre a verdade”; “sabedoria” quer dizer “a verdade em si”. “Conhecimento” quer dizer “de segunda mão”; “sabedoria” quer dizer “de primeira mão”. “Conhecimento” quer dizer “crença”. E todas as crenças são falsas! Nenhuma crença jamais é verdadeira. Mesmo que você creia na palavra de Buda, no momento em que você crê, ela vira uma mentira.
Não se pode “acreditar” na verdade: ou você conhece ou você não conhece. Se você conhece, não há nenhuma questão de crença; se você não conhece, novamente não há nenhuma questão de crença. Se você conhece, você conhece; se você não conhece, não conhece.
Crença é uma projeção da mente trapaceira – ela lhe dá a sensação de saber, sem saber. Você pode facilmente acreditar em Deus, você pode facilmente acreditar na imortalidade da alma, você pode facilmente acreditar na teoria da reencarnação. Na verdade, essas coisas ficam simplesmente na superfície: lá no fundo, você não é afetado por elas, de modo algum. Quando a morte bater à sua porta, você saberá que suas crenças todas desaparecem. A crença na imortalidade da alma não ajudará quando a morte bater à sua porta – você vai lamentar e chorar e se apegar à vida. Quando a morte chega, você se esquece de tudo sobre Deus; você não será capaz de se lembrar das complicadas implicações da teoria da reencarnação. Quando a morte bate à porta, ela derruba toda a estrutura de conhecimento que você construiu ao seu redor. Ela o deixa absolutamente vazio… – e com a consciência de que toda a vida foi um desperdício.
Sabedoria é um fenômeno totalmente diferente. Trata-se de uma experiência, não de uma crença. Ela é experiência existencial, não é “sobre”. Você não acredita em Deus – você conhece Deus. Você não acredita na imortalidade da alma, você asaboreou. Você não acredita na reencarnação – você lembra de que teve muitos corpos; de que foi uma pedra, de que foi uma árvore, de que foi animais, pássaros, de que foi um homem, uma mulher… de que você viveu em tantas formas! Você vê que somente a superfície muda: o essencial é eterno.
Isso é ver, não acreditar. E todos os mestres verdadeiros estão interessados em ajudá-lo a ver, não a torna-lo crente. Para acreditar, você se torna um cristão, hindu, um muçulmano. A crença é a profissão do sacerdote.
A sabedoria surge dentro de você, ela não é uma escritura. Você começa a ler sua própria consciência – e lá estão escondidas todas as Bíblias e todos os Gitas e todos osDhammapadas.
Despertando: Concordo quando Osho diz que Buda foi o primeiro psicólogo que o mundo conheceu.
E desde que o mundo é mundo, a sociedade terrena vem produzindo – em grande escala – pessoas cheias de medos, cheias de traumas. E dentre esses medos, o de “não pertencer” exerce grande influência no comportamento humano.
As pessoas não vivem as suas verdades, elas não falam o que realmente sentem; e o motivo é simples: isso poderia chocar a sociedade. E se isso acontecer, a sociedade se voltará contra ela, a cadeira cativa no clube dos socialmente corretos, será caçada.
E você não quer que isso aconteça, ninguém gosta da sensação de rejeição, de abandono, então, você controla o que fala para não ferir ninguém. E você vai além, fala o que o outro gostaria de ouvir, dessa forma, estará agradando, logo, também será agradado. Assim nasce a falsa sensação de acolhimento, de “pertencer”.
Gautama sempre utiliza a palavra “tolo” que, nesse contexto, quer dizer aquele que ainda age conforme seus medos. E agir conforme os medos, é abdicar de conhecer a verdade para se adequar a verdade da turma que você resolveu pertencer. Quando isso acontece, quando você abre mão de estarna verdade, a necessidade de ter uma verdade surge automaticamente. A partir daí, você estará identificado com a suaverdade.
E é uma questão de tempo até que alguém a reprove, e como se trata de uma verdade construída a partir do medo, uma verdade que não tem base sólida, você irá sentir a crítica. E você poderá responder com raiva, com violência, com frustração… – tanto faz, você se sentiu tocado. O mesmo acontecerá quando você receber um elogio, um apoio, mas, ao contrário da crítica, você se sentirá motivado, feliz, acolhido.
E não importa, elogio ou crítica, você se sentiu tocado. Essa é a diferença entre o tolo e o sábio, o primeiro, está apegado à opiniões, principalmente, as alheias.
O homem sábio soltou o medo de não pertencer quando abandonou o ego, pois, é ele quem tem a necessidade de ter, de possuir, de pertencer.
O sábio tem consciência que, para ter uma verdade, é preciso primeiro construí-la, e, para direcionar seu foco na construção, é preciso tirá-lo da observação. Ao fazer isso, estará abrindo mão de estar na verdade, para ter uma verdade.
“… Nem elogios nem censuras movem o homem sábio”
O homem sábio não se identifica com a verdade, quando criticado ou elogiado, ele não se sente tocado, pois, quem está sofrendo a crítica ou o elogio é a verdade, ele, está apenas observando tudo isso acontecer.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015


Um amigo vem e segura a sua mão 

e te abraça… 

Não perca essa oportunidade!

Porque Deus veio na forma da mão, 


do abraço… 

Na forma do amigo!

Osho

terça-feira, 29 de abril de 2014

SOBRE A VIDA E A MORTE


A morte é a afirmação final de toda a sua vida — a conclusão, o comentário 

final. O modo como viveu se revelará por meio da sua morte, pelo modo 

como você morrer.


Você consegue morrer dando risada? Então é porque é uma pessoa adulta. 

Se morrer chorando, soluçando, se agarrando à vida, então você é uma criança. 

Você não cresceu, é imaturo. Se morrer chorando, soluçando, se apegando à vida,

isso simplesmente mostra que você está evitando a morte e evitou a vida 

também, com todas as suas dores.

(Osho)

terça-feira, 30 de julho de 2013

A COMPREENSÃO...


A compreensão da vida reside em não compreender.

Para ti, essa compreensão é um obstáculo.
É preciso escapar dela;
Para alcançar o sentido profundo
dissimulado "sob o véu das palavras",
somente disponibilidade, ou receptividade não bastam:

É necessário um esforço, uma atitude,
primeiro passo que faz daquele que questiona -
ou se questiona - um peregrino, no Caminho.

A utilidade da palavra será portanto a de fazer-te
procurar e a de iniciar-te; o que não quer dizer
que a coisa que se busca seja obtida pela palavra:
se fosse assim, não terias que fazer tanto esforço...

A palavra é como algo que vês mover-se de longe:
vais à sua procura para vê-la, mas não é por causa
de seu movimento que a vês.

A palavra do homem, sob seu aspecto oculto,
é algo como: ela te faz buscar o sentido,
embora na realidade não o vejas.

 (Osho)

sexta-feira, 31 de agosto de 2012



As pessoas pensam que sabem o que é amor - eles não sabem. E seu mal-entendimento sobre o amor cria diversos problemas sérios. Por amor as pessoas entendem um certo tipo de monopólio, alguma possessibilidade - sem compreender um simples fato da vida: no momento que você possui um ser vivo você o mata.
                 
A vida não pode ser possuída. Você não pode tê-la em sua lista. Se você a deseja, você tem que manter suas mãos abertas.

Mas a coisa tem seguido pelo caminho errado por séculos; tornou-se tão entranhado em nós que não podemos separar o amor de tudo aquilo que o amor não é. Eles se tornaram quase uma mesma energia.

O casamento é uma instituição inventada, não é natural; desse modo, a natureza não proveu uma mente que possa ajustar-se ao casamento. Mas o homem achou necessário que houvesse algum tipo de contrato entre amantes, porque o próprio amor é essência de sonhos, não é confiável... está aí nesse momento e no próximo momento se foi.
 

É tão simples de entender. Quando você começou a amar você era muito jovem, sem nenhuma experiência; como seu amor pode permanecer o mesmo quando você se torna uma pessoa madura? Seu amor também alcançará a mesma maturidade.

E quando você envelhecer seu amor terá uma qualidade diferente a isso. O amor continuará mudando e de vez em quando o amor precisará apenas de uma oportunidade para mudar. Em uma sociedade saudável isso será possível e ainda seu relacionamento com alguém não precisa ser rompido.

Mas é possível que você tenha que mudar de amantes muitas vezes na vida. Não há nenhum mal nisso. De fato, mudando suas amantes muitas vezes na vida você estará enriquecido, e se o mundo inteiro seguir o que estou dizendo para você sobre o amor, todo o mundo será enriquecido.

Mas uma ideia errada destruiu toda possibilidade. No momento que seu parceiro olha para alguém - apenas olhando e seus olhos mostram atração. Você tem que entender que se um homem deixar de estar interessado em mulher bonita nas ruas, em lindas atrizes nos cinemas... Isso é o que você quer; você não quer que ele se interesse por mais nada a não ser você. Mas você não entende a psicologia humana. Se ele não está interessado em mulheres nas ruas, nos cinemas, porque ele se interessaria por você? Seu interesse em mulheres é uma garantia de que ele está interessado em você, que ainda há a possibilidade de que seu amor possa continuar.

Mas estamos fazendo exatamente o contrario. Os homens estão tentando para que suas mulheres não se interessem por ninguém senão por eles mesmos; eles devem ser o único foco, a concentração total dela. A mulher está perguntando o mesmo e ambos estão sendo levados a loucura um pelo outro. A concentração em uma única pessoa está destinado a levar a loucura.

Para uma vida mais luminosa, para uma vida mais brincalhona, você precisa ser flexível. Você precisa lembrar que a liberdade é o valor mais alto e se o amor não está lhe dando liberdade então não é amor. Liberdade é o critério: Qualquer coisa que lhe dê liberdade está certa e qualquer coisa que destrói sua liberdade está errada.

Se você puder lembrar desse pequeno critério sua vida, bem lentamente começará a se estabelecer no caminho certo sobre tudo - seus relacionamentos, suas meditações, sua criatividade, o que quer que você seja.

Abandonando conceitos velhos, conceitos feios...Por exemplo, nesse país, milhões morreram sendo jogadas vivas dentro da pira funerária de seus maridos. Isso mostra que a possessibilidade do marido é tanta que ele quer não apenas possuir a mulher enquanto ela é viva, ele teme o que acontecerá quando ele morrer! Ele não será capaz de fazer algo - é melhor levar a mulher com ele.

E você pode ver que isto era aplicável somente às mulheres - nem um único homem pulou na pira funerária de uma mulher em dez mil anos. Que isso significa? Isso quer dizer que apenas as mulheres amam os homens e os homens não amam as mulheres? Significa isto que a mulher não tem uma vida própria? A vida dela é a vida do marido - quando o marido morre, ela tem que ser morta.

Tais ideias bobas se estabeleceram em nossas cabeças. Você tem que fazer uma limpeza contínua – sempre quando você perceber alguma besteira em sua cabeça, limpe, jogue-a fora.

Se sua mente está limpa e clara você será capaz de encontrar soluções para todo problema que aparecer em sua vida.

Osho,
Sermons in Stones, Number 13

quarta-feira, 20 de junho de 2012

"A sociedade lhe ensina: "Opte pelo conveniente, pelo confortável.
Opte pelo caminho batido no qual seus antepassados e os
antepassados de seus antepassados, desde Adão e Eva, já
caminhavam. Essa é a prova — tantos milhões de pessoas já o
percorreram, não pode ser o caminho errado."
Mas lembre-se de uma coisa: a multidão nunca passou pela
experiência da verdade. A verdade só aconteceu a indivíduos.
Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo
conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente
aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte
pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as conseqüências.
"

sexta-feira, 11 de maio de 2012

OS TRÊS CAMINHOS

"Há três caminhos. 

O primeiro é o caminho da ação - o mais duro, o mais difícil, o mais masculino. Moisés, Maomé, Rama, Patanjali, Gurdjieff- essas pessoas pertencem ao caminho da ação. Algo tem que ser feito para alcançar Deus; grande esforço é necessário, esforço absoluto é necessário, ele é árduo e penoso. Mas há pessoas que sempre gostam de ir pelo caminho mais difícil. Essa é a sua escolha - elas amam isso, elas amam o desafio disso.
 
O segundo caminho é o caminho do conhecimento. Está no meio - nem muito difícil, nem muito simples, nem muito fácil, nem muito complexo também. O primeiro é muito complexo, Gurdjieff é muito complexo; o segundo é o caminho do conhecimento, exatamente no meio. Buda - Buda chamou ou seu caminho de caminho do meio, majjhim nikai - Mahavira, Shankara, Ramana, Krishnamurti: essas são pessoas que percorrem o caminho do conhecimento. Ele não é tão árduo como o primeiro, e não é tão relaxado quando o terceiro; está exatamente no meio. As pessoas que não saõ muito masculinas e não são muito femininas seguem este caminho.
 
O terceiro é o caminho do amor - o caminho da devoção, bhakti. Narada, Chaitanya, Meera, Sahajo, Ramakrishna - estas são pessoas que trilharam esse caminho. É o mais simples, mais direto, mais íntimo. Você não pode achar nada mais fácil. Esse é o atalho; ele não é penoso. Você não precisa fazer nada - nesse caminho, o fazer será sua destruição. Você só precisa relaxar e confiar."

 (Osho)

terça-feira, 1 de maio de 2012

SÓ RISO

A risada é a própria essência da religião. A seriedade nunca é religiosa, não pode ser religiosa. A seriedade pertence ao ego, e é precisamente parte da própria doença.

A risada é ausência de ego. Mas existe uma diferença entre quando você ri e quando um homem verdadeiramente religioso ri. A diferença é que você sempre ri dos outros e o homem religioso ri de si mesmo, ou de todo ridículo do ser humano.

A religião não pode ser nada mais do que uma celebração da vida e a pessoa séria se torna incapaz disso: ela cria barreiras. Ela não consegue dançar, não consegue cantar, não consegue celebrar. A própria dimensão da celebração desaparece da sua vida.

Ela se torna como que um deserto. E se você for um deserto, você pode continuar pensando e fingindo que é religioso, mas você não é.

Você pode ser um cristão, um hindu, um budista, um muçulmano, mas você não pode ser religioso. Você acredita em algo, mas você não sabe nada. Você acredita em teorias e escrituras, e um homem carregado de teorias se torna sério. Um homem que não está sobrecarregado, que não tem uma carga de teorias sobre o seu ser, começa a rir.

...Osho

segunda-feira, 16 de abril de 2012

"O mundo é um lugar que faz eco. Se atirarmos raiva, a raiva voltará; se dermos amor, o amor voltará.

Mas esse é um fenômeno natural, e não precisamos pensar sobre ele. Podemos confiar: isso acontece por si mesmo. Esta é a lei do carma: tudo o que você semeia, você colhe; tudo o que você dá, você recebe.


Assim, não há necessidade de pensar a respeito, é automático. Odeie, e será odiado; ame; e será amado."

Osho, em "Osho Todos os Dias"

domingo, 12 de fevereiro de 2012

OSHO, UM POETA

A poesia precisa ser entendida de maneira diferente — você precisa amar a poesia, e não interpretá-la.

Você precisa repeti-la muitas vezes, de tal modo que ela se misture com o seu sangue, com os seus ossos, com a sua própria medula.

Você precisa recitar poesia muitas vezes, de tal modo que possa sentir todas as nuanças, as suas formas sutis.

Você precisa sentar-se simplesmente e deixar a poesia entrar em você, para que ela passe a ser uma força viva. Você a digere e depois se esquece dela; ela entra cada vez mais fundo e o transforma.

Deixe que eu seja lembrado como um poeta. É claro — não estou escrevendo poesias em palavras. Estou escrevendo num veículo mais vivo — em você. E é isso que toda a existência está fazendo.

Osho, em "A Harmonia Oculta: Discursos Sobre os Fragmentos de Heráclito"

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ao acordar, ria
A primeira coisa a ser feita é rir, pois isso estabelece a direção para o dia inteiro.
Se você acordar rindo, logo começará a sentir como a vida é absurda.

(Osho)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O JOGO DO SUCESSO E DO FRACASSO

Perguntaram a Osho: Por que é tão difícil aceitar que se é um fracasso? Eu preferiria sacrificar o meu bem-estar a admitir que falhei.

A pergunta que você faz é a pergunta de todas as pessoas que foram treinadas para ser egoístas. E, infelizmentem toda a educação moderna, baseada na psicologia moderna, ensina todo o mundo a ser egoísta, forte, cristalizado.

A ideia é que você está sendo preparado pela educação para um mundo competitivo. É uma batalha constante. Todos são seus inimigos, porque todos são seus concorrentes. E, a não ser que você tenha um ego muito forte, não virá a ser um presidente, não será o homem mais rico do mundo. Você permanecerá um ninguém, deixado de lado na estrada, e toda a caravana de competidores seguirá à sua frente. Você será esmagado por todos.

Esse medo tem sido criado em toda criança — que você tem de ser muito forte, de outro modo será esmagado. Todos estão tentando ser vitoriosos de uma forma ou de outra. Todos estão competindo para chegar à frente, para se tornar especiais.

Sua questão surgiu devido a esse ensinamento errado, esse ensinamento profundamente desumano. Você é uma vítima de um mundo iníquo, de uma civilização iníqua, de um sistema educacional iníquo.

Você pergunta: "Por que é tão difícil aceitar que se é um fracasso?" Porque fere o ego; de outra forma não haveria problema. Você se sente desnecessariamente preocupado porque não aceita ser um fracasso. Você diz: "Eu preferiria sacrificar o meu bem-estar a admitir que falhei". A própria ideia de ser competitivo é egoísta. É doente.

Não há nada errado em ser um fracasso. Apenas seja um fracasso total! Faça tudo o que puder fazer e, se o fracasso vier, aceite-o com dignidade.

Alguém tem de falhar, alguém tem de ganhar. Você não deve ficar muito apegado ao seu ego, que sempre tem de ganhar. De vez em quando, apenas para variar, não faz mal falhar. Pode-se aprender muito tanto pelo fracasso quanto pela vitória.

Você pode aprender o não-egocentrismo, você pode aprender a humildade, você pode aprender a aceitar o que quer que a vida traga a você. E todas essas coisas lhe trarão maturidade. Então quem se preocupa com quem é o ganhador e quem é o perdedor?

As pessoas receiam, desnecessariamente, que o mundo inteiro esteja observando. Ninguém tem tempo. Todo mundo está interessado em sua própria competição.

Depois de ser eleito presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan retorna à pequena cidade onde cresceu. "Suponho que todos vocês saibam da grande honra que me foi conferida", ele diz a um velho colega de escola.
"Sim", é a resposta.
"E o que todos dizem a respeito?", pergunta Reagan.
"Não dizem nada", responde o homem. "Apenas riem."

Quem se importa? As pessoas simplesmente riem de que esse idiota tenha se tornado presidente. De fato, se você é um fracasso, pode ter a simpatia de todos. Mas, se for um sucesso, não terá a simpatia de todos.

Mas deveríamos aprender a arte de jogar. Deveríamos aprender que alguém tem de ganhar e alguém tem de perder. E, se você for um homem humilde, vai preferir ser um fracasso a impedir alguém mais de ser vitorioso. Talvez você nunca tenha pensado sobre a possibilidade de desfrutar o passado porque deu chance a alguém de desfrutar a vitória. A vitória do outro depende de você; você poderia ter impedido a vitória dele.

Porém , tudo o que é necessário é uma profunda consciência para pensar e ver que essas são as únicas duas possibilidades. Lute com sua total energia e intensidade, mas não é necessário que você seja um vencedor.

E, quando o outro ganhar, regozije-se em sua vitória também. Foi um belo jogo. Não se sinta derrotado. Seu fracasso será uma derrota somente se você não tiver posto toda a energia nisso. Se você pôs, pode tornar seu fracasso mais valioso do que a própria vitória.

Você parece ser uma pessoa muito séria. Leve a vida como um jogo, desfrute cada lado dele: a derrota, a vitória, desviando-se ou encontrando o caminho correto, a escuridão da noite e a beleza do amanhecer. Desfrute ambos os lados, todas as possibilidades, e aprenda de cada experiência algo que lhe traga mais maturidade.

E aprenda a ser um pouco menos sério e a ter um pouco mais de entendimento... Tenha um pouco mais de senso de humor. Só para você, uma pequena história...

Três mulheres morreram e chegaram à porta do céu, onde tiveram um encontro com São Pedro. "Você evitou o sexo na Terra?", ele pergunta à primeira senhora.

"Evitei completamente", ela responde.

"Muito bem", diz Pedro. "Aqui está a chave dourada - ela abrirá as portas do paraíso."

Então ele se volta para a segunda mulher e pergunta: "E quanto a você?"

"Bem", ela responde, "mais ou menos."

"O.k.", diz Pedro. "Aqui está uma chave de prata - ela abrirá as portas do purgatório."

"Então ele pergunta à terceira mulher: "E quanto a você?"

"Eu? Fiz todas as coisas que você puder imaginar e também muitas coisas que você não pode imaginar!"

"Ótimo!", diz Pedro. "Aqui está a chave do meu quarto - estarei lá em um minuto."

Osho, em "Dinheiro, Trabalho, Espiritualidade"

COMO VOCÊ PODE SABER SE ALGUÉM REALMENTE LHE AMA?

Existem três camadas no indivíduo humano: sua fisiologia, o corpo; sua psicologia, a mente; e seu ser, seu eu eterno. Amor pode existir em todos os três planos, mas suas qualidades serão diferentes.

No plano da fisiologia, do corpo, é simples sexualidade. Você pode chamar isso de amor, porque a palavra 'amor' parece ser poética, bela. Mas noventa e nove por cento das pessoas estão chamando o sexo delas de amor. Sexo é biológico, psicológico. Sua química, seus hormônios – tudo que é material está envolvido nisso.

Você se apaixona por um homem ou por uma mulher. Você pode descrever exatamente porque essa mulher lhe atraiu? Certamente você não pode ver o eu dela, você ainda nem viu seu próprio eu. Você também não pode ver a psicologia dela, porque para ler a mente de alguém não é uma tarefa fácil. Então o que é que você viu nessa mulher?

Alguma coisa na sua fisiologia, na sua química, nos seus hormônios, se sente atraído pelos hormônios, pela fisiologia, pela química da mulher. Isso não é um caso de amor; isso é um caso químico. Pense bem: a mulher por quem você se apaixonou vai ao médico, muda de sexo, deixa a barba e o bigode crescerem. Você ainda fica apaixonado por ela? Nada mudou, somente a química, os hormônios. Para onde foi seu amor?

Somente um por cento das pessoas conhece um pouco mais profundamente. Poetas, pintores, músicos, dançarinos, cantores têm uma sensibilidade que faz com que eles possam sentir além do corpo. Eles podem sentir as belezas da mente, as sensibilidades do coração, porque eles próprios vivem nesse plano.

Lembre-se que isso é uma regra básica: onde quer que você viva, você não pode ver além disso. Se você vive no seu corpo, se você pensar que é somente seu corpo, você só pode ser atraído pelo corpo de alguém. Esse é o estágio fisiológico do amor.

Porém, um músico, um poeta, vivem num plano diferente. Ele não pensa, ele sente. E devido a que ele vive no coração dele, ele pode sentir o coração de outra pessoa. Isso é geralmente chamado de amor. Isso é raro. Estou dizendo talvez somente um por cento, de vez em quando.

Por que muitos não estão se movendo para o segundo plano se este é tremendamente belo? Mas há um problema: qualquer coisa muito bonita é também muito delicada. Não é um objeto duro, é feito de vidro muito frágil. E uma vez que um espelho cai e se quebra, então não há como reuni-lo novamente.

As pessoas temem se envolverem muito e alcançar as delicadas camadas do amor, porque nesse estágio o amor é tremendamente belo mas também tremendamente mutante.

Sentimentos não são pedras, são como rosas. É melhor ter uma rosa de plástico, porque ela estará sempre lá e todo dia você pode banhá-la e ela estará fresca. Você pode colocar algum perfume francês nela. Se a cor dela desaparecer você pode pintá-la novamente. Plástico é uma das coisas mais indestrutíveis no mundo. Ela é estável, permanente; assim as pessoas param no fisiológico. É superficial, mas é estável.

Poetas e artistas são conhecidos por se apaixonarem todos os dias. O amor deles é como uma rosa. Enquanto está presente ela é tão perfumada, tão viva, dançando ao vento, na chuva, no sol, declarando suas belezas. Mas à noite ela se vai, e você não pode fazer nada para impedir isso.

O mais profundo amor do coração é somente como uma brisa que chega no seu quarto, traz sua frescura, serenidade, e então se vai. Você não pode segurar o vento em suas mãos. Bem poucas pessoas são tão corajosas para viver de momento a momento, uma vida mutante. Daí, elas decidirem se entregarem a um amor do qual elas possam depender.

Eu não sei que tipo de amor você conhece – muito provavelmente o primeiro tipo, talvez, o segundo tipo. E você teme que se você alcançar seu ser, o que acontecerá ao seu amor? Certamente ele se vai – mas você não será um perdedor. Um novo tipo de amor irá surgir o qual, talvez, só acontece a uma pessoa em milhões. Esse amor só pode ser chamado de amorosidade.

O primeiro amor deve ser chamado de sexo. O segundo amor deve ser chamado de amor. O terceiro deve ser chamado de amorosidade – uma qualidade, não direcionada – não possessiva e que não permite ninguém mais lhe possuir. Essa qualidade amorosa é uma revolução tão radical que mesmo concebê-la é muito difícil.

Jornalistas têm me perguntado: "Por que tem tantas mulheres aqui?". Obviamente, a questão é relevante, e eles ficam chocados quando lhes respondo. Eles não estavam preparados para a resposta. Eu disse a eles: "Sou um homem". Eles olharam para mim, incrédulos.

Eu disse: "É natural que muito mais mulheres estejam aqui, pela simples razão de que tudo que elas conheceram na vida delas foi sexo, ou em raros casos, talvez alguns momentos de amor. Mas elas nunca chegaram a conhecer o sabor da amorosidade". Eu disse para esses jornalistas: "Mesmo os homens que vocês vêem aqui desenvolveram muitas qualidades femininas neles que estavam reprimidas pela sociedade exterior".

Desde o princípio é dito a um menino: "Você é um menino, não uma menina. Comporte-se como um menino! Lágrimas caem bem numa menina, mas não para você. Seja macho". Assim todo menino vai eliminando suas qualidades femininas. E tudo que é belo é feminino.Então finalmente o que resta é somente um animal selvagem. Toda a função dele é reproduzir filhos.

A menina não é permitida ter qualquer coisa com qualidades masculinas. Se ela quiser subir numa árvore ela será impedida imediatamente: "Isso é para meninos, não para meninas!" Estranho! Se a menina possui o desejo de subir na árvore, isso é prova suficiente para ela ter permissão.

Todas as sociedades criaram roupas diferentes para os homens e para as mulheres. Isso não está certo; porque todo homem é também uma mulher. Ele veio de duas fontes: o pai e a mãe. Ambos contribuíram para seu ser. E toda mulher é também um homem. Nós destruímos ambos.

A mulher perdeu toda a coragem, aventura, raciocínio, lógica, porque essas são tidas como qualidades masculinas. E o homem perdeu a graça, sensibilidade, delicadeza. Ambos se tornaram metades. Esse é um dos maiores problemas que temos que resolver – pelo menos para nosso povo.

Meus sannyasins precisam ser ambos: metade homem, metade mulher. Isso os tornará mais ricos. Eles irão ter todas as qualidades que estão disponíveis aos seres humanos, não apenas a metade.

No nível do ser, você simplesmente tem uma fragrância de amorosidade.

Os jornalistas me perguntaram: "Você ama Sheela?". Eu disse: "É claro. Mas eu amo tantas mulheres que nem mesmo sei o nome delas. E não somente mulheres – amo tantos homens, porque eles também são metade mulher". Em um milhão de sannyasins ao redor do mundo, eu não posso apontar para uma só pessoa e dizer: "Essa é a pessoa que amo".

Só posso dizer: "Eu amo". Quem quer que esteja pronto para receber meu amor... está disponível. Então não tenham receio.

Seu medo está certo: o que você tem como amor irá embora, mas o que virá no lugar é imenso, infinito. Você será capaz de amar sem ficar apegado. Você será capaz de amar muitas pessoas porque amar uma pessoa só é manter a si mesmo pobre. Uma pessoa pode dar uma certa experiência de amor, mas amar muitas pessoas...

Você ficará surpreso que cada pessoa lhe dá um novo sentimento, uma nova canção, um novo êxtase. Consequentemente, sou contra o casamento. Na minha visão, casamentos na comuna devem ser dissolvidos. Pessoas podem viver juntas por toda a vida se quiserem, mas isso não é uma necessidade legal.

Pessoas devem se movimentar, ter tantas experiências de amor quanto possível. Não devem ser possessivos. Possessividade destrói o amor. E eles não devem ser possessivos porque isso novamente destrói ser amor.

Todos os seres humanos são dignos de serem amados. Não há nenhuma necessidade de ficar acorrentado a uma pessoa por toda sua vida. Essa é uma das razões do porquê todas as pessoas ao redor do mundo parecem tão entediadas.

Porque elas não podem sorrir como você? Porque elas não podem dançar como você? Elas estão acorrentadas com correntes invisíveis: casamento, família, marido, esposa, filhos. Elas estão sobrecarregadas com todo tipo de deveres, responsabilidades, sacrifícios. E você quer que eles sorriam e dancem e se alegrem? Você está pedindo o impossível.

Torne o amor das pessoas livre, torne as pessoas não-possessivas. Mas isso só pode acontecer se na sua meditação você descobrir o seu ser. Não é nada para se praticar. Não estou lhes dizendo: "Hoje à noite você procure uma outra mulher apenas para praticar". Você não irá conseguir coisa alguma e você pode perder sua esposa. E pela manhã você vai parecer tolo.

Isso não é uma questão de praticar, é uma questão de descobrir o seu ser. A qualidade da amorosidade impessoal segue a descoberta de seu ser. Assim você simplesmente ama.

E isso vai se espalhando. Primeiro, nos seres humanos, depois nos animais, pássaros, árvores, montanhas, estrelas. Um dia chega quando todo esse universo é seu amado. Esse é o nosso potencial. E qualquer um que não estiver realizando isso está desperdiçando sua vida.

Sim, você terá que perder algumas coisas, mas são coisas sem valor. Você estará ganhando tanto que você nunca pensará novamente no que você perdeu. Uma pura amorosidade impessoal que possa penetrar no ser de qualquer um – esse é o resultado da meditação, do silêncio, do mergulhar profundo dentro de seu próprio ser. Estou simplesmente tentando lhe persuadir. Não tenha medo de perder o que você tem.

Osho, em "Death to Deathlessness"

TORNE-SE POÉTICO

Um poeta vem a conhecer certas coisas que são reveladas somente em um relacionamento poético com a realidade.

No que se refere à esperteza mundana, o poeta é um tolo. Ele nunca se desenvolverá no mundo da riqueza e do poder. Mas, em sua pobreza, ele conhece um tipo diferente de riqueza na vida que ninguém mais conhece.

O amor é possível a um poeta, Deus é possível a um poeta. Somente aquele que é inocente o bastante para desfrutar pequenas coisas da vida pode entender que Deus existe, porque Deus existe nas pequenas coisas da vida: ele existe no alimento que você ingere, na caminhada que você faz pela manhã, no amor que você tem por seu amado ou por sua amada, na amizade que você tem com alguém. Deus não existe nas igrejas; estas não são parte da poesia, mas da política.

Torne-se mais e mais poético. É necessário ter coragem para ser poético; você precisa ser corajoso o bastante para ser chamado de tolo pelo mundo, mas somente então poderá ser poético.

E para ser poético, não quero dizer que você precisa escrever poesia. Escrever poesia é apenas uma parte pequena e não essencial de ser poético. Uma pessoa pode ser poeta e jamais escrever uma única linha de poesia, e uma outra pode escrever milhares de poemas e ainda não ser um poeta.

Ser poeta é um estilo de vida. É amor pela vida, é reverência pela vida, é um relacionamento sincero com a vida.

Osho, em "Osho Todos os Dias - 365 Meditações Diárias"

SOBRE AS PALAVRAS

Você deve estar se perguntando por que, apesar de eu falar usando as palavras, eu continuo a afirmar que nada pode ser transmitido por palavras. Para aqueles que querem falar, não há outra maneira, exceto por meio de palavras. Normalmente, somente com palavras eu posso expressar o que eu quero dizer, mas também é verdade que o que tem de ser dito não pode ser transmitido por palavras. Ambas as coisas são verdadeiras. No entanto, a situação em que nos encontramos é tal que podemos falar somente com o uso das palavras. Não há outro caminho para um diálogo.

Devemos tentar mudar esta situação. Para aqueles que podem entrar em profunda meditação, o diálogo é possível mesmo sem o uso das palavras. Mas, para levá-los até a profunda meditação, primeiro terei que usar palavras. Chegará um momento, depois de um longo esforço continuado, em que a comunicação será possível sem as palavras. Mas até esse momento chegar, vou ter que me expressar por meio de palavras.

Para levá-lo ao mundo do inexprimível, vou ter que usar as palavras, esta é a real situação. Mas há muitos perigos também. Vou ter que falar usando palavras, sabendo muito bem que se você se apegar a elas, se você acreditar nelas como elas são, todo o trabalho que estamos fazendo perderá seu sentido.

Estamos tentando atingir o inexprimível, mas ainda temos de falar com o uso das palavras. É totalmente sem saída, não há outra alternativa. Mas se você se apega às palavras, todo o esforço se torna inútil, já que o objetivo é levá-lo ao inexprimível. Ao falar apenas com o uso das palavras, teremos que falar contra as palavras. E, ao falar contra, também teremos que usar as palavras. Não há outra maneira.

Se eu falar, você vai se apegar às palavras. O perigo é que, se você se apegar às palavras, o que eu quero comunicar e atingir não vai se realizar. Mas, se eu ficar em silêncio, não há dúvida de que não estou comunicando coisa alguma. A princípio, se eu falar há a possibilidade de que minha mensagem chegue a algumas pessoas.

Se eu falar com uma centena de pessoas, haverá, pelo menos, uma que talvez possa receber minha mensagem sem se apegar às palavras. Para os outros noventa e nove, o esforço será inútil. Que assim seja! Dessa forma, pelo menos algo poderá ser comunicado a alguém, mas se eu ficar em silêncio até essa única possibilidade não existirá. Portanto, o meu esforço continua.

(Osho, em "Dimensions Beyond the Known")

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A LÓGICA É SUICIDA

Você deve estar aberto,
ter menos razão e mais confiança,
menos praticidade e mais aventura,
menos prosa e mais poesia.
Seja ilógico - do contrário, a felicidade não será para você.
A lógica é o inimigo.
A lógica prova que a vida é uma miséria.
A lógica prova que não existe nada significativo.
A lógica prova que não existe nenhum Deus.
A lógica prova que não existe nenhuma possibilidade de êxtase.
A lógica prova que a vida é apenas um acidente,
E que nesse acidente não há nenhuma possibilidade.
Entre o nascimento e a morte, você pode, no máximo,
Arranjar algum jeito de existir.
Isto é o suficiente.


A lógica é suicida. Se você for com ela, no final ela lhe dará a chave para sair da vida. No final, ela dirá que o suicídio é o passo mais lógico a ser dado - porque a vida não tem significado.
O que você está fazendo aqui? Repetindo a mesma rotina?
De manhã, saindo de casa, desnecessariamente;
porque você se levanta todos os dias e nada acontece.
Portanto, para que se levantar hoje novamente?
Você toma seu desjejum - você tem feito isto sua vida inteira e nada aconteceu. Você lê seu jornal, vai para o escritório, volta do escritório, e faz as mesmas coisas sem sentido!
Come sua comida, vai dormir e a manhã chega novamente... um círculo repetitivo, que não o leva a lugar algum, que o faz movimentar-se numa trilha. Se você for lógico, sua mente dirá: suicide-se! Por que prolongar todo esse absurdo?


A lógica o leva ao suicídio; a fé o leva para a vida suprema.
A fé é ilógica - não pergunta, não argumenta, simplesmente entra no desconhecido e tenta experimentar. Experimentar é o único argumento para um homem de fé. Ele tenta saborear as coisas, tenta experenciá-las. Sem experimentar, ele não diz nada. Ele não decide - permanece aberto.
Dando um passo, outro passo e mais outro, a fé o leva à rendição - porque quanto mais você procura com fé, quanto mais conhece, mais experiência ganha. A vida torna-se intensa.
Cada passo lhe diz: vá além, há muito mais escondido além. O além tornar-se a meta - transcenda tudo e vá além. E a vida torna-se uma aventura, uma contínua descoberta do desconhecido. Então mais confiança é criada.


Quando cada passo dado para o desconhecido lhe dá um vislumbre de felicidade, quando cada passo dado na loucura lhe dá uma forma mais alta de êxtase, quando cada passo dado no desconhecido ajuda-o a compreender que a vida não consiste da mente, que a vida é um fenômeno total, orgânico, todo seu ser é solicitado e chamado - então, pouco a pouco, seu ser interno é convencido.


E não é uma convicção lógica. É sua experiência, é experimental, ou você pode dizer que é existencial, não intelectual - é total. E um momento vêm no qual você pode se render.


A rendição é o maior risco.
Render-se significa por a mente completamente de lado.
Render-se significa ficar louco.
Eu digo que render-se significa ficar louco, porque todos aqueles
que vivem em sua lógica e em sua mente pensarão que você ficou louco. Para mim, não é loucura.
Para mim, a loucura, este tipo de loucura, é o único caminho corajoso da vida.
Para mim, esta loucura é o salto mais profundo.
Para mim, esta loucura é tudo o que um homem é chamado para ser.
Mas para os lógicos, sua confiança parecerá louca.


Este é um dos fenômenos que terá de penetrá-lo muito profundamente. Todas as grandes religiões nascem em torno de algum louco.
Jesus é um louco, um perfeito insano.
Buda é um louco!
Mas as pessoas que se juntam ao redor não são todas loucas.
Muitas vêm que não são apogísticos, que são intelectuais. Elas também são atraídos por Jesus e Buda.
O próprio ser de Buda é tão magnético, tão repleto de infinita energia, que eles são atraídos. E suas mentes raciocinam: algo foi obtido por esse homem. Mas eles não são apogísticos; eles são não-apogísticos.


Intelectualmente ficam atraídos. O próprio fenômeno de um Buda e seu ser tornar-se um argumento lógico para eles. Eles ouvem Buda, racionalizam seus dizeres, criam metafísicas ao seu redor - mm? - então nasce uma religião.
Na base existe um louco, mas na estrutura estão os lógicos. Eles são pessoas contraditórias, totalmente contraditórias, opostos a Buda. Eles criam a organização. Criam o budismo e as filosofias.


Jesus é um louco. São Paulo não é. Ele é um lógico perfeito. A igreja foi criada por São Paulo, não por Jesus. Todo o cristianismo foi criado por São Paulo, não por Jesus. E esta é uma das coisas perigosas que está sempre acontecendo. E não há jeito de impedí-la. Está na natureza das coisas.


Se Jesus nascer agora, a igreja o negará imediatamente. A igreja não aceitará nenhum louco. Seja Eckhart ou Boehme, a igreja os negará - eles são loucos. Ela os expulsará da organização. Eles não serão permitidos, porque poderão se revelar destrutivos.
Eles dizem cada coisa, que se as pessoas os ouvirem e acreditarem, eles destruirão toda a estrutura, toda a organização.


A religião nasce, na base, com um louco, e então é tomada pelos lógicos que são o oposto.
E são eles que criam todas as organizações. Os apogísticos dão à luz, e a criança é adotada pelos não-apogísticos.


Assim, toda religião na sua fonte original é bela - mas depois nunca mais o é. Ela torna-se feia. Na realidade, torna-se anti-religiosa.

Osho

terça-feira, 12 de abril de 2011

O REBELDE





O REBELDE NÃO TEM caminho algum para seguir; aqueles que seguem algum caminho não são rebeldes. O próprio espírito de rebeldia não necessita de qualquer orientação. Ele é uma luz em si mesmo. As pessoas que não podem se rebelar pedem por orientação, querem ser seguidoras. A psicologia delas é a de que ser um seguidor as alivia de todas as responsabilidades; o guia, o mestre, o líder, os messias se tornam responsáveis por tudo. Tudo o que se requer do seguidor é apenas que tenha fé. E apenas ter fé é um outro nome para a escravidão espiritual. O rebelde está em um estado de tremendo amor pela liberdade - liberdade total, nada menos do que isso. Daí ele não ter salvador, mensageiro de Deus, messias ou guia algum; ele simplesmente vive de acordo com sua própria natureza. Ele não segue ninguém, não imita ninguém. Certamente ele escolheu o modo de vida mais perigoso, cheio de responsabilidades, mas de uma alegria e liberdade tremendas. Ele muitas vezes falha, comete erros, mas nunca se arrepende de nada, porque aprendeu um profundo segredo da vida: ao cometer erros você se torna sábio. Não existe outra maneira de se tornar sábio. Ao extraviar-se, você conhece mais claramente o que está certo e o que está errado, porque tudo aquilo que lhe dá miséria, sofrimento, que torna sua vida uma escuridão sem fim, sem amanhecer.. isso significa que você se extraviou. Perceba-o - e volte novamente para o estado de ser onde você está em paz, silencioso, sereno, uma fonte de felicidade, e estará novamente no caminho certo. Não existe outro critério além desse. Estar em estado de graça é estar certo. Estar infeliz é estar errado. A peregrinação do rebelde está repleta de surpresas. Ele não tem mapa, nem guia, assim, a cada momento ele está entrando em um novo espaço, em uma nova experiência - em direção à sua própria experiência, à sua própria verdade, ao seu próprio êxtase, ao seu próprio amor. Aqueles que são seguidores nunca conhecem a beleza de experienciar coisas novas. Eles sempre têm usado conhecimento de segunda mão, e fingido serem sábios. As pessoas são certamente muito estranhas. Elas não gostam de usar sapatos de segunda mão; nem mesmo em seus pés elas porão sapatos de segunda mão. Mas quanto lixo elas estão carregando em suas cabeças... simplesmente sapatos de segunda mão! Tudo o que elas sabem é emprestado, imitado, aprendido - não pela experiência, mas somente pela memória. O conhecimento delas consiste em memorização. O rebelde não tem um caminho como tal. Ele anda, e faz o seu caminho enquanto anda. O rebelde assemelha-se a um pássaro voando no céu; que caminho ele segue? Não existem estradas no céu, não existem pegadas de pássaros ancestrais, de pássaros notáveis, Gautama Budas. Nenhum pássaro deixa qualquer pegada no céu; portanto o céu está sempre aberto. Você voa e faz o seu caminho. Encontre a direção que lhe dê alegria. Mova-se para a estrela que toque sinos em seu coração. Você deve ser o factor decisivo, ninguém mais! É por isso que falei muitas vezes sobre o caminho do meio, quando estava contradizendo as pessoas que seguiam o extremo, porque o extremo nunca pode ser completo. Ele é somente uma polaridade. Em certos contextos eu o contradisse, dizendo que estar em uma polaridade é perder a outra polaridade, é viver somente metade da vida. Você permanecerá sempre sem alcançar algo tremendamente valioso, e você nunca saberá o que é. Naquele contexto eu falei a respeito do caminho do meio. O homem que percorre o caminho do meio, o centro dourado - exatamente no centro - tem ambos os extremos, como duas asas alcançando os ângulos mais distantes. Ele abrange toda a polaridade em seu ser. Ele permanece no meio, mas suas asas alcançam ambos os extremos simultaneamente. Ele vive uma vida de totalidade. Mas em outro contexto, eu falei contra o caminho do meio - porque a vida não é tão simples de se compreender. Ela é o fenômeno mais complexo do mundo. Ela tem que ser, porque é o mais evoluído estado de consciência de toda a existência. A sua complexidade básica é que você nunca pode falar sobre ela em sua totalidade; você somente pode falar sobre um aspecto. E quando está falando sobre um aspecto você está automaticamente negando outros aspectos, ou pelo menos ignorando-os, e a vida é uma combinação de todas as contradições. Assim, quando você está falando sobre um aspecto, o seu aspecto contraditório - que também faz parte da vida, tanto quanto o aspecto de que você está falando - tem que ser rejeitado, negado. Compreender-me significa compreender tudo em um certo contexto. Nunca tome minhas palavras fora do contexto; do contrário você ficará simplesmente desnorteado, confuso. Algumas vezes falei sobre o caminho do meio porque, como lhes disse, ele abrange a totalidade da vida; sua beleza é sua totalidade. Algumas vezes falei em favor dos extremos, porque o extremo tem sua própria beleza. A vida do homem que anda no centro é sempre morna. Ele é muito cauteloso.



Ele dá cada passo muito calculadamente, com medo de que possa se mover para o extremo.




O homem que segue o caminho do meio não pode viver com paixão; não pode queimar sua tocha da vida em ambos os extremos, simultaneamente. Para isso, é preciso aprender a vida nos pontos extremos. O ponto extremo conhece intensidade, mas não conhece totalidade. Assim, quando eu estava falando a respeito de intensidade, enfatizei os extremos. Mas tudo isso foi dito em um certo contexto. Eu também disse que não havia caminho. Com a idéia de caminho, sempre concebemos estradas, auto-estradas, que já existem - você precisa apenas andar nelas. É por isso que tenho negado que exista qualquer caminho. No mundo da realidade, você tem que criar o caminho enquanto anda sobre ele.



À medida em que você anda, você cria, passo a passo, um caminho; aliás, você está entrando em um território desconhecido, sem qualquer fronteira, trilha ou marco. O seu andar está criando o caminho, certamente, mas você não o pode seguir; você já andou sobre ele - é desta forma que ele foi criado. E lembre-se, seu caminho não vai ser o caminho de ninguém mais, porque cada indivíduo é tão único que se ele seguir o caminho de outro, ele perde sua própria identidade, ele perde sua própria individualidade, e esta é a experiência mais bela da existência. Perdendo a si mesmo, o que você vai ganhar? Você se tornará simplesmente um hipócrita. É por isso que todas as assim-chamadas pessoas religiosas são os maiores hipócritas do mundo; elas estão seguindo Jesus Cristo, ou Gautama Buda ou Mahavira. Essas pessoas não são somente hipócritas; essas pessoas são também covardes. Elas não estão tomando a própria vida em suas próprias mãos, não estão sendo respeitosas com a sua própria dignidade, não estão tentando descobrir: "Quem sou eu?" Estão simplesmente tentando imitar alguém. Elas podem se tornar bons atores, mas nunca podem se tornar elas mesmas. E a sua representação - por mais bonita que seja, por mais correta que seja sempre permanecerá algo superficial, simplesmente uma camada de poeira sobre você. Qualquer situação a pode perturbar, e a sua realidade surgirá. Você não pode perder a sua singularidade.



Ela é seu verdadeiro ser.



E particularmente o rebelde... sua própria base, sua própria espiritualidade, a totalidade de seu ser é uma afirmação de sua singularidade. Isso não significa que ele esteja afirmando o seu ego, porque ele também respeita a singularidade do outro. As pessoas não são iguais, nem desiguais. Essas filosofias- são totalmente antipsicológicas, não são baseadas em verdades científicas. A própria idéia de igualdade é absolutamente sem fundamento. Como você pode conceber seres humanos únicos como sendo iguais? Sim, a eles deveriam ser dadas iguais oportunidades - mas para quê? Por uma razão muito estranha. A eles deveriam ser dadas iguais oportunidades para que cresçam e sejam eles mesmos. Em outras palavras, a eles deveriam ser dadas iguais oportunidades para serem desiguais, para serem únicos.



É a variedade de flores diferentes, de cores diferentes, de fragrâncias diferentes, torna o mundo rico.



Todas as religiões tentaram deixar o mundo mais e mais pobre. Imaginem, hoje a população do mundo está chegando perto de - talvez ao final deste mês ela já tenha alcançado - cinco bilhões. Imaginem, cinco bilhões de pessoas como Mahavira, andando nuas por toda a terra. Elas nem ao menos encontrarão comida. Quem irá lhes dar? Onde irão mendigar? Porque para onde quer que se voltem, encontrarão um outro Mahavira, nu e faminto, pedindo por comida. É bom que as pessoas não sejam tão estúpidas, que não tenham seguido toda essa gente até o fim. Despediram-se delas e disseram: "Nós adoraremos vocês, faremos templos para vocês, mas perdoem-nos, nós não podemos ir tão longe. Isso é somente para pessoas especiais" - somente para vinte e quatro pessoas em toda a criação, dentre as quais os historiadores pensam que vinte e uma são absolutamente falsas, nunca existiram; somente três são personagens históricas. Mas naquele tempo a idéia e o número vinte e quatro certamente se tornaram muito impressivos. Algumas vezes os números também têm os seus dias de moda. Nos Estados Unidos, o número treze é considerado muito perigoso. Ora, ele é um pobre número como qualquer outro número; em todo o mundo, ninguém pensa nada sobre o número treze. Mas nos Estados Unidos, os hotéis simplesmente não têm o décimo terceiro andar; eles não o numeram. E então - depois do décimo segundo vem o décimo quarto! O décimo terceiro simplesmente não surge, porque ninguém quer permanecer no décimo terceiro andar. As prefeituras não podem por o número treze em nenhuma casa; o número treze simplesmente está faltando em cada cidade. Depois do doze vem o catorze, porque ninguém quer ter o número treze, ele é nefasto. Nos dias de Mahavira o número vinte e quatro se tornou um número muito espiritual. Essas coisas acontecem como moda. Você não pode dar qualquer evidência muito racional do motivo de elas acontecerem.



Os jainas declararam que têm vinte e quatro tirthankaras. O número vinte e quatro tornou-se importante porque o dia tem vinte e quatro horas, e toda a criação é concebida quase como um dia - metade será uma noite escura e metade estará cheia de luz.



Em uma criação existirão vinte e quatro tirthankaras... exatamente como um velho relógio de parede com um sino que toca a cada hora. Esse tipo de relógio ainda existe nas torres das cidades e nas universidades. Ninguém quer esses relógios em casa, porque por toda a noite você não pode dormir. O relógio não tem consideração se você está dormindo ou acordado; ele simplesmente segue em frente mecanicamente. A mecânica da existência, de acordo com o jainismo, é que cada hora da existência - isso significa milhões e milhões de anos - será precedida por um tirthankara e sucedida por outro. É por isso que existem vinte e quatro tirthankaras. Somente três, ou no máximo quatro; o quarto é um pouco duvidoso... mas vinte são certamente uma criação da imaginação para completar o número vinte e quatro. Gautama Buda... seus seguidores certamente devem ter sentido: "Nós somos muito pobres, temos somente um buda e essas pessoas têm vinte e quatro tirthankaras, todos acordados, todos iluminados. Nossa religião é muito pobre, algo deve ser feito". Essa é uma clara competição no mercado! Eles não podiam dizer que houve vinte e três budas antes, porque não havia a menor indicação em sua história, não havia templo dedicado a qualquer outro buda, nem escritura descrevendo qualquer outro buda. Isso era muito difícil para eles, assim encontraram uma nova maneira. Eles criaram uma história de que o próprio Gautama Buda nascera vinte e três vezes anteriormente. Tudo o que ele dissera anteriormente, iria dizê-lo completamente refinado, bem sistematizado, na vigésima quarta vez, quando ele estaria vindo pela última vez ao mundo - e é por isso que não existe nenhuma escritura. Mas eles conseguiram o número vinte e quatro. Até aquele momento os hindus tinham somente dez avataras, dez encarnações de Deus. De repente eles se sentiram... até a época de Mahavira, todas as escrituras descrevem somente dez encarnações de Deus. Mas de repente eles viram que pareciam pobres no mercado, se alguém perguntasse - só dez? Os jainas têm vinte e quatro, os budistas têm vinte e quatro; vinte e quatro é a lei universal, porque naquela época essas eram as únicas três religiões na Índia. Os hindus estavam em grande perplexidade, o que fazer? - porque todas as suas velhas escrituras dizem que há somente dez encarnações. Eles estavam em uma situação mais difícil do que os budistas. Pelo menos os budistas não tinham escrituras, assim eles arranjaram uma bela história: nada foi registrado porque em sua última encarnação, Buda diria a versão mais refinada. Ele ensaiou vinte e três vezes, na vigésima-quarta ele virá com absoluta perfeição. Desta vez será registrado, estátuas serão feitas, templos serão feitos. Pelo menos nada era contrário à imaginação deles; eles podiam dar um jeito, no vácuo, para preencher os intervalos com budas imaginamos. Mas os hindus estavam em maior dificuldade. Todas as suas escrituras, sem exceção, estavam falando apenas de dez. Mas eles começaram a escrever novas escrituras, sem se preocuparem com a tremenda contradição criada por isto. Todas as escrituras criadas pelos hindus depois de Buda e Mahavira, têm vinte e quatro encarnações de Deus. O número tem que ser igual! Essas religiões não têm ensinado a verdade.



Essas religiões têm apenas escravizado a humanidade.



Elas estavam tentando trazer para o seu rebanho tantas pessoas quanto podiam, porque números trazem poder. E os covardes estavam prontos para seguir o rebanho, a multidão, porque os covardes estavam se sentindo sozinhos, com medo. Este vasto universo e você está sozinho... ninguém, nem mesmo um companheiro - completo silêncio nos céus, ninguém para lhe mostrar o caminho, ninguém para lhe dar orientação. O rebelde é o ser espiritual real. Ele não pertence a rebanho algum, não pertence a sistema algum, não pertence a organização alguma, não pertence a filosofia alguma. Em palavras simples e conclusivas: ele não se empresta aos outros. Escava fundo dentro de si mesmo e encontra seus próprios néctares de vida, encontra suas próprias fontes de vida. Qual a necessidade de um caminho? Você já está aqui - você existe, você é consciente. Tudo aquilo que é necessário à busca básica é dado a você pela própria existência. Olhe para dentro de sua consciência e descubra o seu sabor.



Olhe para dentro de sua vida e descubra a sua eternidade.



Olhe para dentro de você mesmo e descobrirá que o mais puro, o mais sagrado templo é o seu próprio corpo - porque ele guarda o sagrado, o divino, tudo o que é belo, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é valioso. Você está perguntando: "O que guia o rebelde?"



Esta é a beleza do rebelde: ele não necessita de um guia. Ele é seu próprio guia, é seu próprio caminho, é sua própria filosofia, é seu próprio futuro. Ele é uma declaração de que "Sou tudo o que preciso e a existência é meu lar. Não sou um estranho aqui".


(Osho)