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quarta-feira, 9 de agosto de 2017


"POESIA NÃO É DIFÍCIL"
Autor: Carlos Felipe Moisés

RESUMO E ANÁLISE DO LIVRO:

"Na introdução do livro “Poesia Não é Difícil”, Carlos Felipe Moisés diz que poesia não pode ser definida com consultas à manuais e enciclopédias nem por conceitos formulados por especialistas, pois ao contrario da mecânica celeste, campo escolhido por ele para a comparação, poesia não constitui um saber universal. Seus conceitos e definições dependem, além das circunstâncias culturais e históricas, da interpretação subjetiva das pessoas.

Aponta ainda, que o saber é diferente do conhecimento, pois este pode ser entendido como algo que está aquém das definições. Assim afirma que conhecemos poesia por viver cercado dela, sob as mais variadas formas. Mesmo que não tenhamos o hábito de folhear livros de poesia e não tenhamos um conceito definido sobre ela, possuimos o conhecimento empírico, ainda não traduzido ou sistematizado, mas vivenciado.

Poesia é aquilo que a gente fica sabendo quando lê poesia e para entender um poema o autor diz ser preciso deixar-se contaminar por ele, aceitar que as palavras para um poeta não têm um único sentido, mas vários e muitas vezes ambíguo. É necessário ainda, gostar de poesia e estar ciente do sentido lúdico, o sentido de jogo e brincadeira do lidar da poesia com a sua matéria prima, que são as palavras.

Ao titular seu livro "Poesia Não é Difícil", justifica o título pelo fato de muitas pessoas acharem que poesia é difícil e prosa é mais simples, mas desmistifica essa alegação concluindo que ambos possuem o mesmo grau de dificuldade. Ambos exigem do leitor uma capacidade de reflexão crítica, de observação e raciocínio dedutivo, requisitos básicos para se conhecer bem qualquer área, inclusive a literatura.

Fecha a introdução, concluindo que “para gostar de poesia é preciso lutar contra toda a sorte de preconceitos e é preciso também estar sempre disposto a enfrentar com humildade as surpresas e armadilhas que ela abriga, em suas formas enumeráveis”.

No segundo capítulo, o autor trata do assunto preferido dos poetas, o seu próprio Eu, e afirma que poesia é, de modo geral, uma forma de autoconhecimento. Todo o poema é uma espécie de viagem interior que o poeta empreende à procura de si mesmo, do verdadeiro Eu escondido por trás dos rótulos convencionais, o que ele aponta ser a tradição lírica, que se caracteriza pelo confissionalismo e pelo sentimentalismo..."

segunda-feira, 24 de julho de 2017


O QUE É POESIA?

Muita gente não entende ou diz que não gosta de poesia. A poesia é a vida, nada mais do que isso, é como você pensa e vive ou viveu a sua própria vida. O amor e o desamor, exposto de forma sincera, corajosa e honesta consigo mesmo. Seus anseios, desejos, alegrias, frustrações e decepções.

O dia que eu entendi isso, eu comecei a escrever algumas coisas. Cada ano, desde 2007, eu escrevia cada vez mais. Hoje eu acordo de madrugada e escrevo um ou mais poemas. Não contei, mas devo ter mais de 700 poemas, só publicado no meu blog hoje tenho 670.

Alguns amigos(as) me perguntam porque não publico meus poemas. Porque poesia não vende, não posso pagar por algo cujo prazer e satisfação de fazer já é minha recompensa. Além disso, considero meus poemas muito pessoais. Como eu disse no primeiro parágrafo, meus poemas contam um pouco da minha vida.

"Não quero lhe falar
Meu grande amor
Das coisas que aprendi
Nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo..."

*pco
Eu sou Mojud, o poeta de Nibiru.

segunda-feira, 17 de julho de 2017


UMA PARCERIA (UM POETA E UM APRENDIZ)


Mesmo que as palavras sejam esquecidas, que a presença não seja constante e que os caminhos sejam diferentes.

Mesmo que eu não acredite no amor ou o  confunda com outros sentimentos e carências.

Pode ter certeza te amarei para sempre.

(Uma parceria: do grande poeta Caio Fernando de Abreu e Eu)

domingo, 9 de outubro de 2016


A propósito, estive pensando: Um poeta é feito de dor e sofrimento, por isso Fernando Pessoa e Charles Bukowski são os melhores que conheço. Quanto maior a dor e "desajustado", melhor a poesia do poeta. Pessoas felizes e idiotas não fazem, não gostam e não entendem de poesia.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016


O EU POÉTICO E O AUTOR: DIFERENÇAS QUE OS DEMARCAM

LITERATURA

Precisamos estabelecer as diferenças que demarcam o eu poético e o autor, haja vista que o primeiro foi criado para expressar as ideias do segundo.
Assim, analisemos as palavras de um renomado crítico, Yves Stalloni, fazendo referência à concepção do eu lírico:
[...] O lirismo é a emanação de um eu – que o romantismo gostava de confundir com a pessoa do poeta, mas que pode se apagar por detrás de uma de suas personagens. 
STALLONI, Yves. Os gêneros literários. Rio de Janeiro: Difel, 2001, p. 151.
Por meio delas, dá-se a entender que não podemos confundir tais elementos, haja vista que autor é quem cria, notadamente, e o eu poético representa um ser criado para expressar as emoções intuídas pela autoria do poema.
Vejamos agora uma das criações de Carlos Drummond de Andrade, na qual se evidenciam traços de afinidade entre autor e eu poético, embora distintos pelas suas características:
Confidência do itabirano
Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.
De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!
Como é sabido por todos nós, o autor nasceu realmente em Itabira, no entanto, a voz que expressa dentro do poema necessariamente assume outro perfil, outra identidade – eis o fato de estabelecermos tal distinção.

Vânia Duarte
Graduada em Letras

“...o objetivo da poesia (e da arte literária em geral) não é o real concreto, o verdadeiro, aquilo que de fato aconteceu, mas sim o verossímil, o verdadeiro que pode acontecer, considerado  na sua universalidade.”

SILVA, Vitor M. de A. Teoria da literarura. Coimbra:
Almedina, 1982.

Verossímil. 1 Semelhante à verdade; que parece verdadeiro.  2. Que não repugna à verdade, provável.

A ARTE LITERÁRIA

LITERATURA

A arte literária é concebida com a arte da palavra, materializada pela expressão do pensamento do artista seguindo as vivências relativas a cada época, a cada momento.

O que é arte?

 “ Arte é uma maneira de dizer para os outros como você vê as coisas, os fatos, o mundo..., ou até eles mesmos”.
 “Arte é expressão”.

O que é literatura?

“Arte literária é mimese (imitação); é a arte que imita
   pela palavra.”
 (Aristóteles,séc.IV a.C.) 

      “A Literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros,e com os quais ela toma corpo e realidade”.

(Afrânio Coutinho, 1978)

“ A Literatura é a linguagem carregada de significado”.

(Ezra Pound)

Teoria Literária - Gêneros Literários

Definição: Conjuntos de elementos semânticos, estilísticos e
formais utilizados pelos autores em suas obras, para
caracterizá-las de acordo com a sua visão da realidade e o público a
que se destinam.

Divisões:

Lírico: sentimental, poético

Épico: revela fatos históricos, heróicos e mitológicos, verso.

Narrativo: envolve personagens e seus atos, prosa

Dramático: teatral, verso ou prosa

Gênero Lírico: é a manifestação literária em que predominam os aspectos
subjetivos do autor. É, em geral, a maneira de o autor falar consigo mesmo ou
com um interlocutor particular (amigo, amante, fantasia, elemento da natureza,
Deus...). É escrito em 1ª pessoa do singular.

Texto:

Súplica cearense
“Oh! Deus, perdoe esse pobre coitado
que de joelho rezou um bocado
pedindo pra chuva sem para.

Oh! Deus, será que o senhor se zangou
e só por isso o sol se arretirou
fazendo cair toda chuva que há. [...]”
- Gordurinha e Nelinho

Gênero Épico: apresenta-se estruturalmente em forma de verso e,
apresenta uma sequência narrativa de fatos ocorridos no passado,
com predomínio em 3 ª pessoa. O narrador fala do passado.


Os Lusíadas
Canto 2 Estrofe 25

Em vendo o mensageiro, com jucundo
Rosto, como quem sabe à língua hispana,
Lhe disse: - Quem lhe te trouxe a estouro mundo,
Tão longe da pátria lusitana?
Abrindo, lhe responde, o mar profundo
Por onde nunca veio gente humana;
Vimos buscar do Indo a grão corrente,
Por onde a lei divina se acrescente.

Gênero Narrativo: se origina do épico, no qual se enquadram as
 narrativas em prosa, são elas o conto, a crônica, a novela e o
 romance.
Narrativas curtas:
Conto
Crônica
Novela

Narrativas Longas:
Romances

Gênero Dramático: pode ocorrer em verso ou em prosa, tendo a
 intenção clara de ser encenado, ou mesmo, representado em atos
 dramaturgia dando vida aos personagens.

Pode ser:
Tragédia;
Comédia;
Drama;
Auto.


Teoria Literária - Recursos Literários:

Versificação: é o estudo de recursos musicais utilizados na construção de textos poéticos.

          De acordo com o número de verso as estrofes podem ser:
Monóstico;
Dístico;
Terceto;
Quadra ou quarteto;
Quintilha;
Sexteto ou sextilha;
Sétima ou septilha;
Oitava;
Nona;
Décima.


História da Literatura - Escolas Literárias: 

Painel Cronológico

BRASIL

Era Colonial
Escritos de Formação* (séc. XVI)
Escritos de Informação* (séc. XVI)
Barroco (séc. XVII)
Neoclassicismo-Arcadismo (séc. XVIII)
Era Nacional
Romantismo (séc. XIX - 1ª metade)
Realismo/Naturalismo/Parnasianismo/
Simbolismo (séc. XIX - 2ª metade)
Pré-Modernismo* (início do séc. XX)
Modernismo (séc. XX)
- 1ª Geração (1922 - 1930)
- 2ª Geração (1930 - 1945)
- 3ª Geração (1945 - ?)

Um tipo de poesia que gosto de fazer:

Poesia Sátirica
Cantiga de Escárnio
Presença de crítica indireta, na qual, a pessoa satirizada não é identificada;
Linguagem trabalhada;

Ocorre presença de ironia.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016


“[...] a poesia é o que nos aproxima de nossa morte, pois finca raízes em nossa carne, pondo-nos também em questão. Quando isso acontece, o mundo deixa de ser a realidade estável do senso comum para se mostrar como paisagem de instabilidade. Pois a realidade não é estável, e sua mobilidade é o mistério que nos toma sempre inesperadamente, restando-nos o abismo (1).

Referência:
(1) PESSANHA, Fábio Santana. A hermenêutica do mar – Um estudo sobre a poética de Virgílio de Lemos. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2013, p. 60.

"A poesia nunca foi privilégio exclusivo do poema. Ela sempre esteve e estará nos lugares mais diversos. A própria ciência, enquanto linguagem e não simplesmente na sua ostensiva dimensão semântica, guarda a poesia. O cientista tem que ser poeta, isto é, fundador, para ser cientista". (1)

Referência:
(1) PORTELLA, Eduardo. “Limites ilimitados da teoria literária”. In: PORTELLA, Eduardo (org.). Teoria Literária. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1976, p. 17.

"As palavras '...poeticamente o homem habita...' dizem muito mais. Dizem que é a poesia que permite ao habitar ser um habitar. Poesia é deixar-habitar, em sentido próprio. Mas como encontramos habitação? Mediante um construir. Entendida como deixar-habitar, poesia é um construir"(1).

Referência:
(1) HEIDEGGER, Martin. Ensaios e conferências. Trad. Emmanuel Carneiro Leão, Gilvan Fogel e Marcia Sá Cavalcante Schuback. Petrópolis: Vozes, 2001, p. 167.

O eu-lírico é um conceito abstrato-formal inexistente, a que nenhuma realidade corresponde. Quando num poema fala um eu, se o poema é verdadeiro, este será sempre fala da poesia. Jamais será fala do poeta ou um formal e abstrato eu-lírico. É o eu-concreto da poesia manifestando-se no poeta e nos leitores que verdadeiramente têm o poema da poesia. O poeta ou o leitor fala, mas quem diz é a poesia. Um poema é verdadeiro quando é esse dizer concreto da poesia.

Manuel Antônio de Castro

terça-feira, 30 de junho de 2015


UMA OBSERVAÇÃO SOBRE VERSOS

. Verso branco: é aquele que não rima com nenhum outro da estrofe, entretanto, como os demais, sua metrificação é perfeita; obedece rigorosamente as regras do metro. O verso branco também é conhecido como verso de rima branca.

Quando uma estrofe tem todos os seus versos com a mesma quantidade de sílabas poéticas, dizemos que é uma estrofe de versos regulares ou isométricos.

Vejamos a bela estrofe do poema “Maria”, do poeta Elói Firmino de Melo. Excelente exemplo de versos brancos:

Maria era tão bonita
Mas tinha um choro escondido;
Por ter plantado no peito
Um mar repleto de ausências.
Primeiro, o pai que se foi
deixando um fruto no ventre;
depois a mãe que partiu
quando o fruto fez-se luz.
  
Analisando, verificamos que a estrofe é composta de 8 (oito) versos. À estrofe de oito versos, chamamos de oitava. Observamos que todos os versos têm a mesma quantidade de sílabas poéticas, que, no caso, são sete. Além disso, não existe correspondência de rima entre os seus versos. Lembramos que na língua portuguesa contamos as sílabas poéticas a partir do início de cada verso até a sílaba tônica da sua última palavra. Lendo, recitando ou cantando, pronunciamos assim:

  1  / 2 / 3 / 4 /   5  /  6  / 7  /  8
1      Ma / ri / e / ra / tão / bo / ni / ta                 A
  1   / 2 /   3     /    4  /  5  /  6   /  7  /  8
2      Mas / ti / nhum / cho / res / con / di / do;     B
          1  /  2  /    3   /  4 /  5  / 6  /  7   /  8             
3      Por / ter / plan / ta / do / no / pei / to          C
          1  /   2   /  3 /   4  /  5 /    6   /  7   /   8
4      Um / mar / re / ple / to / deau / sên / cias.  D
          1 /   2  /  3  /  4  /   5   / 6  /  7
5      Pri / mei / ro / pai / que / se / foi                E
          1  /  2   /   3   /  4  / 5  /  6  /   7   /  8
6      dei / xan / dum / fru / to / no / ven / tre;     F
          1 /   2   / 3 /   4   /   5   /   6  /  7
7      de / pois / a / mãe / que / par / tiu              G
           1   /  2  /  3  /  4 /  5  /  6  /  7
8      quan / do / fru / to / fez / se / luz.               H

A reprodução acima serve para melhor entendimento daqueles que ainda não dominam a técnica da escansão/metrificação ou contagem de sílabas poéticas. Veja que na terceira sílaba do primeiro verso, há uma elisão, ou seja, a segunda letra “a” do nome “Maria” foi elidida ou suprimida pela letra “e” da palavra “era”, porque é assim que lemos normalmente: “Mariera tão bonita.”
O processo de elisão também aparece naturalmente na 3ª sílaba do 2º verso, na 6ª sílaba do 4º verso, na 3ª sílaba do 5º verso, na 3ª sílaba do 6º verso e na 2ª sílaba do 8º verso.

Observamos também que as acentuações mais fortes (ictos) do 1º ao 7º  versos, ocorrem na 2ª e 7ª sílabas, determinando o rítmo de toda a estrofe, inclusive do 8º verso, que tem seus ictos na 3ª e 7ª sílabas. Neste caso, recitando ou cantando é natural que o último verso obedeça o rítmo dos demais.

Chamamos de ictos as sílabas mais fortes do verso. São elas que determinam o seu rítmo (do verso) e, consequentemente, do poema. 

Versos isométricos ou regulares: característica trazida  pela poesia clássica, que preferencialmente produzia poemas com a mesma quantidade de sílabas poéticas nos versos, tornando-os isométricos ou regulares, ou seja, versos com a mesma metrificação, com a mesma medida. A isometria é uma das características basilares da nossa poesia popular nordestina, herdada da matriz poético-popular dos árabes. Na poesia moderna, porém, é constante o uso de versos livres ou irregulares, também chamados de heterométricos.

Versos irregulares ou heterométricos: característicos da poesia moderna, que chegou quebrando padrões, substituindo a metrificação  pelo versos livres, aqueles que não obedecem a mesma medida de sílabas poéticas.

. Verso livre: é o verso que não tem rima, nem obedece às regras da metrificação ou medida de estrofe (estrofação); tem unidade semântica, mas não obedece a formas fixas. É o sujeito poético quem determina-lhe o ritmo, de acordo com o fluxo sentimento-emocional de cada um.

Para exemplificar, reproduzimos abaixo, o excelente poema “Irmãos do Mangue”, de Alfredo Moraes.

IRMÃOS DO MANGUE

Abençoados são vocês

Que alimentam seus filhos

Com esperança

E à noite

Ensinam-lhes a dormir

Com fome.

 Analisando a estética:

        1 /   2    /  3  / 5 /  6   /   7  /  8  /  9

1      A / bem / co / a / dos / são / vo / cês          A

          1   / 2 / 3 /   4   /   5   /   6    / 7 /  8

2      Que / a / li / men / tam / seus / fi / lhos       B

           1   /  2  /  3 /  4   /  5

3      Com / es / pe / ran / ça                              C

         1 / 2 /  3  / 4

4      E / à / noi / te                                           D

         1  / 2 /    3   /   4    / 5 /  6   /  7        

5      En / si / nam / -lhes / a / dor / mir               E

           1   /  2  /  3

6      Com / Fo / me.                                          F

Observe que o poeta não se preocupa com metrificação ou rima, ele dá uma estética moderna ao seu poema, o que permite uma evolução rítmica de acordo com o que a imagem poética possa despertar no sentimento, na emoção do leitor.  Na poesia moderna também não existe obrigatoriedade quanto à quantidade de versos numa mesma estrofe.

Por Meca Moreno
pesquisador, poeta e compositor.


quinta-feira, 14 de maio de 2015


VERSOS BRANCOS E VERSOS LIVRES


INCLUSIVE EU ACABEI VIRANDO "POETA". POR CAUSA DA LIBERDADE DOS VERSOS LIVRES. ENTENDEU? EU AMO A LIBERDADE SEM REGRAS E SEM LEIS HUMANAS. LEIS, SÓ AS DO UNIVERSO. QUEM É ESSE ANIMAL IRRACIONAL CHAMADO "HOMEM" PARA INVENTAR REGRAS E LEIS. NÃO CONHECEM NEM A SI MESMO. /pco
____________________________________________________________

Versos Brancos e Versos Livres  - O que são? Qual a diferença?

Brancos – Possuem métrica, mas não rimas.

Livres - Introduzidos pelo modernismo. Não se baseiam em critérios predefinidos de métrica ou rima. Ou seja, versos sem regras!

Versos Livres são mais fáceis de criar do que os antigos versos metrificados, o que gerou muitas críticas (muitos amantes do parnasianismo acham que poemas com versos assim nem são poemas). Drummond, um de nossos maiores poetas modernistas, chegou a dizer que – com esse tipo de verso – quem não sabia fazer poemas começou a fazer.

sábado, 4 de abril de 2015


O que eu posso te dizer
é que o poeta é alguém
que tem dificuldades de viver
então, ele poetiza
ele escreve
É evidente que não estou falando de mim
pois não sou poeta
Estou me referindo aos poetas de verdade
como Fernando Pessoa, Charles Bukowski, Mário Quintana, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, T.S.Eliot, Manuel de Barros, Clarice Lispector, Cecília Meireles, Paulo Leminski, etc
Então, a poesia é como uma vida que vagueia pelo mundo
por todos os caminhos do mundo
desconectados
Quando o mundo acabar
a poesia permanecerá
para contar a história da busca
do amor do homem por uma mulher
ou de uma mulher por um homem
ou a busca do homem pelo mistério e o oculto
a solidão humana e sua inadaptação ao mundo 
e a ilusão, inclusive a ilusão do amor

/pco



quinta-feira, 2 de abril de 2015


POESIA OU POEMAS É ALGO TOTALMENTE PESSOAL E INTRANSFERÍVEL. TOTALMENTE INEXPLICÁVEL E IRRACIONAL. OU SÓ COLOCO PARA FORA PORQUE TRANSBORDA AQUI DENTRO.
/pco

terça-feira, 16 de setembro de 2014


O CARTEIRO E O POETA




Até que ponto a poesia transforma a realidade de nossas vidas e do mundo?

Inseridos num mundo cada vez mais técnico, burocrático, fast-food, a poesia é tratada como algo muito distante da realidade, coisa de lunáticos, de pessoas que buscam o escapismo por meio de traços com letras carregados de significados.

Mas a verdade é que a poesia exerce um poder transformador nas pessoas. É válido lembrar que poesia, ao contrário do que se cristalizou no imaginário coletivo, não trata apenas sobre o Amor, o belo, o sublime. Esta é uma visão reducionista.

A poesia, contextualizada num universo maior, o da Literatura, das Artes e da vida, não é um elemento fora da realidade, ao contrário, reflete-a, analisa-a, condensa-a, questiona-a.

E ninguém é a mesma pessoa, não compreende o mundo da mesma forma após se deparar com grandes obras. 

A arte, em síntese, não é perfumaria, mas também instrumento de compreensão social, em sentido amplo.
 
O filme “O Carteiro e o Poeta”, traz um recorte na vida do poeta Pablo Neruda, vencedor do Nobel de Literatura de 1971 que, após ter que fugir do Chile diante do golpe e a ditadura imposta pelo General Pinochet, vê-se obrigado a exilar-se numa pequena ilha na Itália.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014


POESIA MISTICA VS MISTICISMO POETICO





          



En algunas ocasiones resulta difícil hacer una  distinción entre el misticismo y la poesía porque poeta y místico a menudo convergen. El misticismo te lleva a cierta suerte de poesía y ocurre que la poesía  te cubre, a menudo, de misticismo.
Yo siento que navego entre esos dos mares y sinceramente no sé quien llego primero, lo que sí sé a ciencia cierta es que ambos mundos se solapan como ola que ya anda de vuelta y una que está llegando a besar la misma orilla.
Así me he sentido a lo largo de mi vida. Nunca busque ser poeta, no estudie para ser poeta, nada hice para serlo, tan solo SÉ que amo la poesía, que disfruto la poesía, que entiendo la poesía.
A menudo SIENTO que ella si me ha elegido a mí.
Cuando la poesía me busca siempre me encuentra, se deja volcar en cualquier trozo de papel cercano a ese instante en que me puebla, me susurra o me grita, me duerme o me despierta, me llora, me sana o me sangra, me araña o me acaricia. Ella está presente en cada instante de mi vida, me preña, me gesta, me pare y me nace, luego me cobija y amamanta, me nutre, me hace y  se hace a través de mí, y en la certeza de que  no me pertenece.
Amo lo que siento cuando ella está cerca, me resucita, me eleva,me conecta con la grandeza del alma de mundo y mi propia alma, me abre el pecho a la intemperie del abismo pero cae conmigo y me recoge , para elevarme a lo más alto de mí misma.
Ella me convierte en sonrisa o en el llanto más profundo, me desgarra y me consuela...
En ocasiones sospecho que la poesía es la vida disfrazada de versos.


 Teresa Delgado © 2010