DIÁLOGO
COM O TEMPO
Afinal,
o que fiz para estar preso nesse corpo físico?
Qual
foi esse crime tão grave que me aprisionou aqui
Condenado
a viver na ilusão onde tudo parece ser
e
nada realmente é
Perguntei
então ao tempo qual seria a saída daqui
Ele
apenas me olhou e disse: “Deixe-me passar”
Sim,
pode passar, apenas me diga para onde está me levando
Ele
novamente olhou para mim, mas dessa vez não disse nada
E
uma lágrima escorreu dos seus olhos
Foi
quando percebi que o tempo está tão perdido quanto eu
Não
sabe da onde veio, onde está e para onde vai
Ele
só tem pressa de passar
©
Paulo Cesar de Oliveira
29-04-2013

