segunda-feira, 29 de abril de 2013


DIÁLOGO COM O TEMPO

Afinal, o que fiz para estar preso nesse corpo físico?
Qual foi esse crime tão grave que me aprisionou aqui
Condenado a viver na ilusão onde tudo parece ser
e nada realmente é
Perguntei então ao tempo qual seria a saída daqui
Ele apenas me olhou e disse: “Deixe-me passar”
Sim, pode passar, apenas me diga para onde está me levando
Ele novamente olhou para mim, mas dessa vez não disse nada
E uma lágrima escorreu dos seus olhos
Foi quando percebi que o tempo está tão perdido quanto eu
Não sabe da onde veio, onde está e para onde vai
Ele só tem pressa de passar

© Paulo Cesar de Oliveira
29-04-2013