sexta-feira, 22 de novembro de 2013

SERÁ QUE REALMENTE VIVEMOS NUMA MATRIX?


Leiam o artigo abaixo, mas já deixo aqui a minha opinião. Eu acredito num Deus, mas não acredito que esse Deus tenha criado esse universo, não só esse planeta, mas todo o Universo. Não acredito que Deus tenha criado isso. Acho tudo isso uma ilusão, uma simulação computarizada? Sim, porque não? É um tipo de ilusão. Resta saber quem fez isso? Acho que nós mesmos ou, como prefiro dizer, o nosso ego. O ego criou essa ilusão que é o mundo, assim como criou o teu corpo físico. Se isso hoje parece um absurdo para quase todo mundo, chegará um tempo, nesse tempo que não existe também, em que isso será conhecido. (Paulo Cesar)
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Será que realmente vivemos em uma Matrix? Pondo a prova a hipótese de que o universo é uma simulação computarizada
Será que nosso universo pode ser uma gigantesca simulação ou devemos continuar acreditando nesta versão de um “mundo real”? 

Este questionamento tem cobrado força nos últimos anos, não só no imaginário popular senão que também entre filósofos e cientistas, talvez como uma versão mais sofisticada, empregando agora metáforas cibernéticas, da pergunta fundamental: afinal o que é a realidade?

O primeiro esforço para colocar à prova de maneira científica se vivemos em uma realidade criada por computador surgiu em 2001, dois anos após o filme The Matrix. Seth Lloyd, um engenheiro de mecânica quântica do MIT, estimou que o número de operações necessárias para simular uma versão fac-símile da realidade desde o Big Bang até à atualidade requereria de maior energia que a existente em nosso universo. Isto suporia que este supercomputador teria que ser maior do que o próprio, o que significa todo tipo de problemas ontológicos.

Pese a isto, alguns cientistas notaram que fazer uma cópia imperfeita do universo suficientemente boa para debochar de seus habitantes não precisava tanto poder de computação. Em um universo destinado a enganar a percepção de seus habitantes, os pequenos detalhes de mundos microscópicos ou de estrelas distantes poderiam ser preenchidos pelos programadores somente em algumas ocasiões, um pouco como no filme The Truman Show ou da filosofia de Berkeley, que sugere que as coisas só existem quando estão sendo observadas.

Em 2003, Nick Bostrom, diretor do Instituto para o Futuro da Humanidade da Universidade de Oxford, propôs o que ficou conhecido como a "hipótese da simulação". A tese de Bostrom propõe basicamente que se no futuro, segundo supõem muitos cientistas e futuristas, existir muita capacidade computacional, talvez estas gerações futuras realizem simulações detalhadas de seus ancestrais em seus supercomputadores.

Simulações realizadas com ditos recursos permitiriam pessoas simuladas conscientes que seriam suficientemente nítidas e contariam com conhecimentos avançados do funcionamento da mente para simulá-la. O poder computacional destas gerações futuras lhes permitiria realizar milhares e milhares de simulações pelo qual poderia supor que a vasta maioria das mentes não pertencem à raça original senão à raça "simulada".

Bostrom fundamenta sua teoria na ideia da "independência de substrato", segundo a qual os estados mentais podem ser produzidos em uma ampla classe de substratos físicos. Segundo ele, se um sistema implementa as estruturas e processos computacionais corretos, pode ser associado com experiências conscientes:

- "Não é uma propriedade essencial da consciência ser implementada em uma rede bioneuronal baseada no carvão dentro de um crânio: em um princípio processadores baseados no silício dentro de um computador poderiam fazer o truque".

Em 2007, o professor de matemática de Cambridge, John D. Barrow, sugeriu que uma simulação imperfeita da realidade deveria conter falhas perceptíveis ou "glitches", e, como qualquer computador, o sistema do universo deveria requerer de atualizações para seguir funcionando. Isto faria com que alguns dos aspectos estáticos ou eternos da natureza conhecidas como constantes perdessem seus valores em certos momentos, motivo pelo qual, por exemplo, a velocidade da luz poderia variar.

Já em 2012, Rich Terrile, um cientista planetário da NASA disse que nossa vida pode ser algo como um videogame de uma simulação de computador programado por um homem do futuro em pleno estado de ócio. Para tentar comprovar suas teorias por intermédio da física, Rich cita conceitos complexos como menor pixelamento observável da matéria relacionado às semelhanças existentes entre a mecânica quântica, as regras matemáticas que governam o nosso universo e a criação de ambientes para videogames.

O físico nuclear Silas Beane e sua equipe recentemente desenharam um possível experimento que poderia comprovar se vivemos em uma simulação. Geralmente assume-se que o espaço se estende infinita e uniformemente, mas os físicos tiveram problemas para recriar este fundo espacial uniforme, e assim construíram um modelo no qual o espaço está embebido em uma grade. Se o espaço é contínuo, não deve existir uma grade subjacente que guie a direção dos raios cósmicos -devem chegar de todas as direções de maneira equitativa-. Se os físicos registrarem uma distribuição desigual, isto sugeriria que nosso cosmos poderia não ser real.

Este experimento por mais interessante que pareça, poderia ser insuficiente e igualmente iluso, em um universo essencialmente ilusório. Se os simuladores responsáveis por programar o universo fossem capazes de manipular as regras do jogo -no caso as leis da física- então é possível que possam também vigiar e desativar toda tentativa de decifrar que o universo é uma simulação, especialmente quando este se baseia em uma tentativa de medir uma variação nas leis da física.

Ainda que também seja possível que os simuladores tenham consentido tênues interstícios em seu desenho para nos revelar, como se fosse um roteiro de filme, que o universo não é real. Mas inclusive estes simuladores poderiam não ser mais do que uma simulação a mais em uma infinita corrente de simulacros e cópias. E então, o tão ansiado despertar do sonho, não seria nada mais do que uma nova ilusão, parte, assim como nós, do programa.


Fonte: Discover Magazine