Leiam o artigo abaixo, mas já deixo aqui a minha opinião. Eu acredito num Deus, mas não acredito que esse Deus tenha criado esse universo, não só esse planeta, mas todo o Universo. Não acredito que Deus tenha criado isso. Acho tudo isso uma ilusão, uma simulação computarizada? Sim, porque não? É um tipo de ilusão. Resta saber quem fez isso? Acho que nós mesmos ou, como prefiro dizer, o nosso ego. O ego criou essa ilusão que é o mundo, assim como criou o teu corpo físico. Se isso hoje parece um absurdo para quase todo mundo, chegará um tempo, nesse tempo que não existe também, em que isso será conhecido. (Paulo Cesar)
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Será que realmente vivemos em uma Matrix? Pondo a prova a
hipótese de que o universo é uma simulação computarizada
Será que nosso universo pode ser uma gigantesca simulação ou
devemos continuar acreditando nesta versão de um “mundo real”?
Este questionamento
tem cobrado força nos últimos anos, não só no imaginário popular senão que
também entre filósofos e cientistas, talvez como uma versão mais sofisticada,
empregando agora metáforas cibernéticas, da pergunta fundamental: afinal o que
é a realidade?
O primeiro esforço para colocar à prova de maneira
científica se vivemos em uma realidade criada por computador surgiu em 2001,
dois anos após o filme The Matrix. Seth Lloyd, um engenheiro de mecânica
quântica do MIT, estimou que o número de operações necessárias para simular uma
versão fac-símile da realidade desde o Big Bang até à atualidade requereria de
maior energia que a existente em nosso universo. Isto suporia que este
supercomputador teria que ser maior do que o próprio, o que significa todo tipo
de problemas ontológicos.
Pese a isto, alguns cientistas notaram que fazer uma cópia
imperfeita do universo suficientemente boa para debochar de seus habitantes não
precisava tanto poder de computação. Em um universo destinado a enganar a
percepção de seus habitantes, os pequenos detalhes de mundos microscópicos ou
de estrelas distantes poderiam ser preenchidos pelos programadores somente em
algumas ocasiões, um pouco como no filme The Truman Show ou da filosofia de
Berkeley, que sugere que as coisas só existem quando estão sendo observadas.
Em 2003, Nick Bostrom, diretor do Instituto para o Futuro da
Humanidade da Universidade de Oxford, propôs o que ficou conhecido como a
"hipótese da simulação". A tese de Bostrom propõe basicamente que se
no futuro, segundo supõem muitos cientistas e futuristas, existir muita
capacidade computacional, talvez estas gerações futuras realizem simulações
detalhadas de seus ancestrais em seus supercomputadores.
Simulações realizadas com ditos recursos permitiriam pessoas
simuladas conscientes que seriam suficientemente nítidas e contariam com
conhecimentos avançados do funcionamento da mente para simulá-la. O poder computacional
destas gerações futuras lhes permitiria realizar milhares e milhares de
simulações pelo qual poderia supor que a vasta maioria das mentes não pertencem
à raça original senão à raça "simulada".
Bostrom fundamenta sua teoria na ideia da "independência
de substrato", segundo a qual os estados mentais podem ser produzidos em
uma ampla classe de substratos físicos. Segundo ele, se um sistema implementa
as estruturas e processos computacionais corretos, pode ser associado com
experiências conscientes:
- "Não é uma propriedade essencial da consciência ser
implementada em uma rede bioneuronal baseada no carvão dentro de um crânio: em
um princípio processadores baseados no silício dentro de um computador poderiam
fazer o truque".
Em 2007, o professor de matemática de Cambridge, John D.
Barrow, sugeriu que uma simulação imperfeita da realidade deveria conter falhas
perceptíveis ou "glitches", e, como qualquer computador, o sistema do
universo deveria requerer de atualizações para seguir funcionando. Isto faria
com que alguns dos aspectos estáticos ou eternos da natureza conhecidas como
constantes perdessem seus valores em certos momentos, motivo pelo qual, por
exemplo, a velocidade da luz poderia variar.
Já em 2012, Rich Terrile, um cientista planetário da NASA
disse que nossa vida pode ser algo como um videogame de uma simulação de
computador programado por um homem do futuro em pleno estado de ócio. Para
tentar comprovar suas teorias por intermédio da física, Rich cita conceitos
complexos como menor pixelamento observável da matéria relacionado às
semelhanças existentes entre a mecânica quântica, as regras matemáticas que
governam o nosso universo e a criação de ambientes para videogames.
O físico nuclear Silas Beane e sua equipe recentemente
desenharam um possível experimento que poderia comprovar se vivemos em uma
simulação. Geralmente assume-se que o espaço se estende infinita e
uniformemente, mas os físicos tiveram problemas para recriar este fundo
espacial uniforme, e assim construíram um modelo no qual o espaço está embebido
em uma grade. Se o espaço é contínuo, não deve existir uma grade subjacente que
guie a direção dos raios cósmicos -devem chegar de todas as direções de maneira
equitativa-. Se os físicos registrarem uma distribuição desigual, isto
sugeriria que nosso cosmos poderia não ser real.
Este experimento por mais interessante que pareça, poderia
ser insuficiente e igualmente iluso, em um universo essencialmente ilusório. Se
os simuladores responsáveis por programar o universo fossem capazes de
manipular as regras do jogo -no caso as leis da física- então é possível que
possam também vigiar e desativar toda tentativa de decifrar que o universo é
uma simulação, especialmente quando este se baseia em uma tentativa de medir
uma variação nas leis da física.
Ainda que também seja possível que os simuladores tenham
consentido tênues interstícios em seu desenho para nos revelar, como se fosse
um roteiro de filme, que o universo não é real. Mas inclusive estes simuladores
poderiam não ser mais do que uma simulação a mais em uma infinita corrente de
simulacros e cópias. E então, o tão ansiado despertar do sonho, não seria nada
mais do que uma nova ilusão, parte, assim como nós, do programa.
Fonte: Discover Magazine

