Se
eu não tivesse vivido um grande amor, não teria acreditado que ele existe. Pois
sou um céptico que crê em tudo.
Mas
existe sim porque não só o vi como o senti. Foi apenas uma vez que estivemos
juntos e por pouco tempo, das outras não era amor, era sua prima, a paixão. São
muito parecidas as duas, o que as distingue é o tempo. Enquanto a paixão tem
vida curta, o amor é eterno, permanece mesmo quando acaba.
Considero
o amor um ato de fé, fé em alguém e acho que por isso ele anda junto com a
desilusão. Já ouvi até alguém dizer que o amor é filho da ilusão e pai da
desilusão. Provavelmente.
Mas
eu disse uma vez e repito agora, o amor tem mil faces. Exatamente mil. Eu
contei. Assim como a verdade tem 78 versões. Como eu sei? Ora bolas minha amiga!
Eu sou um bruxo. Calma! Não precisa ficar chocada. Você acha que bruxo ou bruxa
é aquilo que as religiões disseram para você? Tenha paciência né!
Tem
uma moça que escreve por aí, que dizem que é poetisa e escritora que disse que “despedir-se de um amor é despedir-se de si
mesmo”. Eu não acredito nisso não. Porque ninguém consegue despedir-se do
amor, muito menos de si mesmo. São coisas impossíveis ao ser humano.
Dizem
que "Deus é amor” mas eu digo que o amor é Deus.
(©
22.12.2012 (no dia seguinte ao fim do mundo) – Paulo Cesar de Oliveira)
