domingo, 23 de setembro de 2012

FALANDO DO QUE NÃO SEI




Você diz que ainda não consegui entender e aceitar meus sentimentos com uma mulher.

Mas eu nunca, em nenhum momento da minha vida quis entender e aceitar meus sentimentos com uma mulher.

Tenho dúvidas até de saber quais são meus sentimentos mais simples, quanto mais dos meus sentimentos com uma mulher.

Das mulheres eu só desejei um pouco do seu amor e sexo, da sua ternura e da sua companhia.

Mas era só um pouco, pois sabia que tudo um dia passaria, como tem passado desde os mais remotos dias.

Você tem razão quando diz que amei muitas mulheres, mas não amei somente muitas, amei todas.

Eu nunca ficaria com uma mulher se não a amasse, só que o amor tem várias formas, maneiras, tipos e modos.

E meu amor foi diferente com cada uma de acordo com as suas próprias diferenças e individualidades.

Eu mesmo nunca fui o mesmo. Todos os dias sou uma pessoa diferente.

O amor é como um rio onde é impossível pisar no mesmo rio duas ou mais vezes.

Na verdade estou falando de amor porque você citou essa palavra, mas é uma palavra que ainda estou aprendendo o seu real significado.

Esse amor que você fala de “cuidar do outro” é uma característica do amor, você não definiu com isso o amor, você citou uma das suas características mais marcante, “quem ama cuida”.

Eu também cuidei de todos os meus amores, só que algumas vezes, o remédio que cura também pode matar. Principalmente se você administra uma super dosagem.

Amor não é apego. Muito difícil as pessoas entenderem isso. Você não possui uma pessoa porque supostamente acha que ama ou acha que ela te ama.

Para finalizar: fui e continuo sendo um aprendiz do amor, só que a partir de um certo momento que não sei precisar exatamente quando, a experiência, a maturidade, o cansaço da alma e até físico, as ilusões e as desilusões, etc, redirecionaram meu amor para um tipo de amor que não é o mesmo que buscava e praticava alguns anos atrás, quando você me conheceu.

Esse novo tipo de amor se chama “amor próprio” e ele se baseia na liberdade e aceitação de você mesmo como você é.

Sabe qual é o amor que busco hoje? Uma mulher que não me perguntasse nada, que não quisesse saber do meu passado, do que fui e do que sou e muito menos do que serei um dia.

E que também não me falasse nada do seu passado, do seu presente e do que pretende ser.

Provavelmente essa mulher não existe. Mas tudo bem, provavelmente eu também não exista.

Sabe de uma coisa? É mais fictício que eu e essa mulher existamos em outro lugar e não aqui nesse mundo, nesse planeta.

Mas, sinceramente e honestamente, eu nunca desejei entender meus sentimentos por uma mulher, sempre desejei apenas amar uma mulher segundo meus próprios conceitos e o que entendia por amor naquelas ocasiões.

E algumas vezes desejei apenas fazer sexo com uma mulher, porque sexo também pode ser um tipo de amor e às vezes não.

Tá vendo como esse negócio de amor é complicado e complexo, por isso prefiro fazer amor do que falar de amor.


(Paulo Cesar de Oliveira)