Você diz que ainda não
consegui entender e aceitar meus sentimentos com uma mulher.
Mas eu nunca, em nenhum
momento da minha vida quis entender e aceitar meus sentimentos com uma mulher.
Tenho dúvidas até de
saber quais são meus sentimentos mais simples, quanto mais dos meus sentimentos
com uma mulher.
Das mulheres eu só
desejei um pouco do seu amor e sexo, da sua ternura e da sua companhia.
Mas era só um pouco, pois
sabia que tudo um dia passaria, como tem passado desde os mais remotos dias.
Eu nunca ficaria com uma
mulher se não a amasse, só que o amor tem várias formas, maneiras, tipos e
modos.
E meu amor foi diferente
com cada uma de acordo com as suas próprias diferenças e individualidades.
Eu mesmo nunca fui o
mesmo. Todos os dias sou uma pessoa diferente.
O amor é como um rio onde
é impossível pisar no mesmo rio duas ou mais vezes.
Na verdade estou falando
de amor porque você citou essa palavra, mas é uma palavra que ainda estou
aprendendo o seu real significado.
Esse amor que você fala
de “cuidar do outro” é uma característica do amor, você não definiu com isso o
amor, você citou uma das suas características mais marcante, “quem ama cuida”.
Eu também cuidei de todos
os meus amores, só que algumas vezes, o remédio que cura também pode matar.
Principalmente se você administra uma super dosagem.
Amor não é apego. Muito
difícil as pessoas entenderem isso. Você não possui uma pessoa porque
supostamente acha que ama ou acha que ela te ama.
Para finalizar: fui e
continuo sendo um aprendiz do amor, só que a partir de um certo momento que não
sei precisar exatamente quando, a experiência, a maturidade, o cansaço da alma
e até físico, as ilusões e as desilusões, etc, redirecionaram meu amor para um
tipo de amor que não é o mesmo que buscava e praticava alguns anos atrás,
quando você me conheceu.
Esse novo tipo de amor se
chama “amor próprio” e ele se baseia na liberdade e aceitação de você mesmo
como você é.
Sabe qual é o amor que
busco hoje? Uma mulher que não me perguntasse nada, que não quisesse saber do
meu passado, do que fui e do que sou e muito menos do que serei um dia.
E que também não me
falasse nada do seu passado, do seu presente e do que pretende ser.
Provavelmente essa mulher
não existe. Mas tudo bem, provavelmente eu também não exista.
Sabe de uma coisa? É mais
fictício que eu e essa mulher existamos em outro lugar e não aqui nesse mundo,
nesse planeta.
Mas, sinceramente e
honestamente, eu nunca desejei entender meus sentimentos por uma mulher, sempre
desejei apenas amar uma mulher segundo meus próprios conceitos e o que entendia
por amor naquelas ocasiões.
E algumas vezes desejei
apenas fazer sexo com uma mulher, porque sexo também pode ser um tipo de amor e
às vezes não.
Tá vendo como esse negócio
de amor é complicado e complexo, por isso prefiro fazer amor do que falar de
amor.
(Paulo Cesar de Oliveira)


