O único lugar aonde existe vida em mim é em meus pensamentos.
Eu vivo porque penso.
Penso o que vivo.
Vivo o que penso.
Feliz daquele que vive na ilusão.
Sem saber ou acreditar na existência dela.
São felizes porque ignoram.
São felizes porque dormem e dormindo sonham e, sonhando vivem.
Tive algumas amantes.
Mas nenhum amor.
De algumas deixei amigas.
De outras deixei raivas, ressentimentos e mágoas.
Mas de todas levo hoje lembranças e gratidão.
Todas ainda vivem nos meus pensamentos.
Onde ainda vivo.
Com já disse.
Também sonhei e fiz planos.
Mas Cartola tinha razão.
“O mundo é um moinho”
Triturou meus sonhos tão mesquinhos.
Desse lugar aonde hoje vivo.
Lá de cima dos meus pensamentos.
Eu vejo o mundo, mas o mundo não pode mais me ver.
Eu vejo meus filhos crescerem.
Penso neles.
E encontro pelo menos uma razão para ter vivido toda essa ilusão.
Eu finalmente descobri o propósito da vida.
É curar a minha descrença.
Assim me disse o meu maior irmão.
Você é aquilo que pensa.
Não existem pensamentos vãos.
(© 28.11.2011 – Paulo Cesar de Oliveira)
