segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Vadio uma jornada perpétua,
Meus sinais são uma capa de chuva e sapatos
confortáveis e um cajado arrancado
do mato ;
Nenhum amigo fica confortável em minha cadeira,
Não tenho cátedra, igreja, religião, nem filosofia;
Não conduzo ninguém à mesa de jantar ou à
biblioteca ou à bolsa de valores,
Mas conduzo a uma colina cada homem e mulher
entre vocês,
Minha mão esquerda enlaça sua cintura,
Minha mão direita aponta paisagens de
continentes, e o caminho.
Nem eu nem ninguém vai percorrer essa estrada
pra você,
Você tem que percorrê-la sozinha.
Não é tão longe assim... está
ao seu alcance,
Talvez você tenha andado nela a vida toda e não
sabia,
Talvez a estrada esteja em toda parte sobre a
água e sobre a terra.
Pegue sua bagagem, eu pego a minha, vamos em
frente;
Toparemos com cidades maravilhosas e nações
livres no caminho.
Se você se cansar, entrega os fardos, descansa a
mão macia em meus ombros,
E quando for a hora você fará o mesmo por mim;
Pois depois de partir não vamos mais parar.