"ATÉ ONDE PODEMOS DISCERNIR, O ÚNICO PROPÓSITO DA EXISTÊNCIA HUMANA É ACENDER UMA LUZ NA ESCURIDÃO DO MERO SER" - (Carl Jung)
Acho que Jung quase acertou. O único engano foi confundir o conceito de Ser com o ego. São opostos e mutuamente excludentes. Mas são apenas conceitos e definições de palavras que não prejudicam em nada a profundidade e o significado da citação. No entanto, é sempre bom lembrar que essa definição e conceito de ego da psicanálise é diferente e menos abrangente do conceito e definição que tenho e que aprendi no UCEM. Nesse sentido minha frase seria assim: "Até onde podemos discernir, o único propósito da existência humana é acender uma luz na escuridão do ego" - (Paulo Cesar)
terça-feira, 17 de julho de 2012
VERDADE CHINESA
Que eu queria da vida
Uma cerveja
Uma ilusão atrevida
Que me dissesse
Uma verdade chinesa
Com uma intenção
De um beijo doce na boca...
A tarde cai
Noite levanta a magia
Quem sabe a gente
Vai se ver outro dia
Quem sabe o sonho
Vai ficar na conversa
Quem sabe até a vida
Pague essa promessa...
Muita coisa a gente faz
Seguindo o caminho
Que o mundo traçou
Seguindo a cartilha
Que alguém ensinou
Seguindo a receita
Da vida normal...
Mas o que é
Vida afinal?
Será que é fazer
O que o mestre mandou?
É comer o pão
Que o diabo amassou?
Perdendo da vida
O que tem de melhor...
Senta, se acomoda
À vontade, tá em casa
Toma um copo, dá um tempo
Que a tristeza vai passar
Deixa, prá amanhã
Tem muito tempo
O que vale
É o sentimento
E o amor que a gente
Tem no coração...
Senta, se acomoda
À vontade, tá em casa
Toma um copo, dá um tempo
Que a tristeza vai passar...
Deixa, prá amanhã
Tem muito tempo
O que vale
É o sentimento
E o amor que a gente
Tem no coração...(2x)
(Composição: Gilson / Carlos Colla )
segunda-feira, 16 de julho de 2012
CRÔNICA DE AMOR
Dizem que Arnaldo Jabour escreveu o que abaixo se segue. Eu acrescentei a última frase.
Crônica de Amor
Arnaldo Jabor
"Ninguém
ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos,
simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.
O
amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão.
O
verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano.
Isso são só referenciais.
Ama-se
pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que
provoca.
Ama-se
pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se
revela quando menos se espera.
Você
ama aquela pessoa chata. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu,
você deu flores que ela deixou a seco.
Você
gosta de rock e ela de sertanejo, você gosta de praia e ela tem alergia a sol,
você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam.
Então? - O problema é, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado,
o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora
implicar com você.
Isso
tem nome!
Você
ama aquele cara chato. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo
que encontra no armário. Ele é metido e arrogante, está sempre duro, e é meio
mão-de-vaca.
Ele
não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue
ficar sem ele.
Quando
a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga.
Ele
toca violão mal prá caramba, adora animais e escreve poemas.
Por
que você ama este cara?
Gosta
dos filmes da nova safra do cinema brasileiro, mas sabe que uma boa comédia
romântica também tem seu valor. É bonita. Gosta de viajar, de música e de
dançar.
Você
tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora uma boa conversa.
Ah,
o amor, essa raposa. - Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação: matemática: você linda + eu
inteligente = dois apaixonados.
Não
funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se
justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honesto
existem os milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de
família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida
é!"
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À partir daqui eu escrevo:
E quando todo mundo vê que a pessoa que você ama é um(a) canalha e não só não ama você, como nem ao menos lhe trata com respeito? Mas você está cega ou cego para isso. Todo mundo percebe menos você.
Afinal, quem é cego? O amor ou você?
segunda-feira, 9 de julho de 2012
UM PORTAL PARA O CRESCIMENTO
Estamos
rodeados por todos os lados de uma estranha mistura de verdade e ilusão. A lei
da vida estabelece que a ilusão é uma tinta ou camuflagem cuja função é encobrir
a verdade apenas de quem não está pronto para ela. E muitos poucos estão. Por
isso o bom discernimento é um instrumento de trabalho absolutamente essencial, que
aprendemos a manejar lenta e gradualmente, na longa busca do equilíbrio
interior e da felicidade.
De
fato, só pode haver sabedoria se formos capazes de distinguir o que é
verdadeiro do que é falso.
E
não basta diferenciar um do outro intelectualmente. É preciso também optar de
fato pelo verdadeiro. Renunciar à falsidade e ao erro é difícil, especialmente quando eles são agradáveis a
curto prazo ou constituem opções mais fáceis e automáticas. Por isso, subconscientemente,
gostamos de alimentar ilusões e boicotamos nossos próprios esforços para
encontrar a verdade.
Todo
ser humano saudável busca diminuir a quantidade de ilusões em sua vida. Mas nem
sempre ele tem força para avançar com rapidez e dizer: “Bem-vindas as
desilusões!” O apego às mentiras que armamos para nós mesmos é tão grande que
alguém costumava rezar todas as noites do seguinte modo: “Ó Deus, dê-me pureza
e honestidade,... mas não agora.” Para alguns, as palavras “mas não agora” nem
precisam ser ditas. Ficam implícitas em suas orações.
Queremos
viver com sabedoria, mas nem sempre estamos dispostos a abandonar a ignorância.
A cada verdade que descobrimos, surge uma desilusão de igual tamanho, para a
qual podemos não estar preparados.
Queremos
abrir espaço para a verdade, mas as ilusões são coisas vivas e se comportam
como parasitas inteligentes que não gostam de ser ignorados. A maldade sempre
fica ofendida pelo que é bom, e costuma causar grandes tempestades nas ocasiões
em que se sente abandonada.
Quando
se trata de verdades pequenas, é mais fácil mantê-las a uma distância segura da
prática e evitar uma crise. Uma boa dose de ingenuidade e crença cega pode nos
ajudar a fazer isso. Mas reexaminar os alicerces da nossa estratégia de vida,
buscando apenas a verdade, causa surpresas. É como caminhar sem muletas. Requer
doses mais altas de coragem.
Somos
seres incompletos e “em construção”. Para nós, portanto, a verdade não é apenas
algo pronto e acabado. Ela é também um projeto para o futuro, uma semente, algo
que devemos criar com a força decidida da nossa vontade. O terreno em que
avançamos é incerto e tudo na vida pode ser enganoso. As fronteiras entre
sonho, verdade, fantasia e ilusão não estão bem demarcadas.
Talvez
possamos dizer que a diferença entre o sonho e a ilusão é que o sonho tem uma
chance real de ocorrer, dependendo do nosso esforço e do nosso talento, e a
ilusão é apenas uma fuga da realidade. Mas como diferenciar na prática os dois?
Quantos sonhos se revelam ilusões depois de duros esforços feitos durante muito
tempo?
E
quantas coisas consideradas impossíveis se tornaram realidade? Também é errado
pensar que os nossos sonhos perdidos foram apenas ilusões. Do ponto de vista da
ciência esotérica, não há esforço perdido. Cada tentativa feita tem um efeito
positivo - proporcional à sua intensidade - na direção desejada.
Assim,
um esforço aparentemente perdido no plano visivel da vida é, no mínimo, uma preparação
para uma vitória mais adiante, nesta existência ou não. A vida é complexa e
nada pode ser visto de um único ponto de vista. O erro
e o acerto estão quase sempre misturados nas situações imediatas. O que podemos
fazer, se tivermos suficiente honestidade, é diminuir a ilusão e aumentar a
margem de acerto nos diferentes aspectos da nossa vida.
Viver
corretamente é um desafio enorme porque não há limites fáceis e óbvios entre
realidade e ilusão. As tentativas de demarcar externamente a verdade trazem
consigo o processo duplo de ilusão e desilusão.
Os
sistemas ideológicos, políticos, religiosos e científicos que ainda são
primários e estreitos apresentam sua descrição da verdade e dizem: “Este é o
caminho para a verdade e a felicidade. Nosso discurso é autêntico. Fora destes
limites estão a mentira e a ilusão.”
Esses
esquemas de referências nos oferecem um certo sentimento de certeza e
segurança, mas podem tentar colocar-nos uma venda nos olhos para que não
enxerguemos outras coisas, que questionariam a crença central. Em cada
ideologia - e as ideologias são coisas antigas - parece haver a possibilidade
de esquecer um fato essencial: Que a verdade é um processo aberto, ao mesmo
tempo mutável e eterno, sempre surpreendente, nunca controlável por sistemas burocráticos
de crença organizada.
No
terceiro milênio, esse fato básico será reconhecido universalmente. Naturalmente,
não é possivel caminhar até a verdade com muletas. Tampouco podemos alcançá-la
sem tropeços, tombos e arranhões. Se a vida não se encarregasse de causar
desilusões, não cresceríamos. Pode ser uma pessoa em quem confiávamos e que nos
decepcionou, ou alguém que inconscientemente considerávamos imortal e a vida
arrancou de nós. A decepção pode ser com nós mesmos ou com um colega de
trabalho.
Pode
ser com um técnico de futebol ou um político. Quando não há muletas, os tombos
fazem parte da caminhada. Quem tiver forças receberá com um sorriso as
decepções e desenganos. O desafio de deixar que caiam as máscaras e aparências
falsas está diante de nós em tudo o que fazemos, inclusive no caminho do auto-conhecimento
espiritual.
Há
ilusões de todo tipo. Algumas delas são pessimistas, outras otimistas. É
fundamental porém, ter sempre claro que pessimismo nada tem a ver com realismo.
De fato, as piores ilusões são as que levam ao desânimo. Porque é mais facil
cair na realidade vindo de um exagero otimista do que voltar à realidade saindo
do poço do pensamento negativo.
Portanto,
é melhor errar por exagerar o lado bom do que errar por exagerar o lado mal das
coisas.
Há
ilusões coletivas que pairam no ar e podemos absorver inconscientemente. São
falsidades culturais mais ou menos estabelecidas, que é possível identificar e
rejeitar. Vejamos alguns exemplos práticos:
1-“Há
apenas paz e amor no caminho espiritual”.
O zen-budista Shundo Aoyma escreveu: “O nascimento, a velhice, a doença e a morte, assim como a felicidade, a infelicidade, o ganho e a perda, todos esses fatores são instrumentos importantes para construir o tecido da vida humana. Uma vida não pode ser construída apenas com a cor da felicidade.”Esta é uma lei infalivel.
O zen-budista Shundo Aoyma escreveu: “O nascimento, a velhice, a doença e a morte, assim como a felicidade, a infelicidade, o ganho e a perda, todos esses fatores são instrumentos importantes para construir o tecido da vida humana. Uma vida não pode ser construída apenas com a cor da felicidade.”Esta é uma lei infalivel.
2-“Temos
a obrigação de experimentar sempre sentimentos maravilhosos durante nossas
meditações.”
Na verdade, como ensinou Charlotte Joko Beck, “a meditação não é ocasião para bem-aventurança e relaxamento, mas um forno para queimar as nossas ilusões egoístas”.
Na verdade, como ensinou Charlotte Joko Beck, “a meditação não é ocasião para bem-aventurança e relaxamento, mas um forno para queimar as nossas ilusões egoístas”.
Quando
sentamos, imóveis, para buscar a verdade interior, podemos ser assaltados
por dúvidas, ansiedades e outros movimentos da ignorância. Dessa tensão surgem
um atrito e um fogo que queimam as ilusões do nosso eu pessoal, tornando-o
digno de contemplar a verdade. Assim, a perseverança é essencial para que a
meditação produza a mudança.
3-“A
caminhada espiritual é apenas pessoal e subjetiva, nada tendo a ver com os
outros ou com o mundo externo”.
O monge zen Thich Nhat Hanh considera que “os instrutores espirituais que não dão atenção aos problemas do mundo, como fome, guerra, opressão e injustiça social, não compreenderam bem o significado do budismo mahayama.” Naturalmente devemos praticar a atenção na respiração, a meditação e o estudo das escrituras, mas qual é o sentido de fazer estas coisas? É estar atento ao que ocorre dentro de nós e no mundo. O que ocorre no mundo também ocorre dentro de nós, e vice-versa.
O monge zen Thich Nhat Hanh considera que “os instrutores espirituais que não dão atenção aos problemas do mundo, como fome, guerra, opressão e injustiça social, não compreenderam bem o significado do budismo mahayama.” Naturalmente devemos praticar a atenção na respiração, a meditação e o estudo das escrituras, mas qual é o sentido de fazer estas coisas? É estar atento ao que ocorre dentro de nós e no mundo. O que ocorre no mundo também ocorre dentro de nós, e vice-versa.
Uma
vez que vejamos isso claramente, não nos recusaremos a tomar posição ou a agir.
Se não pudermos ver o que está ocorrendo ao nosso redor, como poderemos
enxergar nossa própria natureza? Há uma relação entre a natureza do eu e a
natureza do sofrimento, da injustiça e da guerra'.
4-
“Nossos pensamentos e emoções são independentes e separados do nosso corpo
físico”.
Na
verdade, nossas emoções e pensamentos se refletem o tempo todo no modo como a
energia física e vital passa por nosso corpo. A alimentação, a respiração, a
circulação do sangue, o trabalho do rim e do fígado, os relaxamentos e tensões
são retratos dinâmicos que expressam no plano físico o que vai em nossa alma.
As posturas e processos corporais, por sua vez, tem forte influência sobre
nossas atitudes mentais e emocionais. Você pode fazer uma experiência prática e
comprovar isso neste exato momento. Faça uma pausa. Erga os braços com as mãos
fechadas, sem tensão, um pouco acima dos ombros e as leve para trás o mais
possível, sem que haja desconforto. A sua coluna vertebral ficará comodamente
ereta. Ao mesmo tempo, respire de modo
suavemente profundo. Feche os olhos, repetindo lenta e amorosamente, com meio
sorriso nos lábios, a seguinte frase: “Eu estou em sintonia com a paz do
universo”. Há uma relação direta entre a postura do tórax e os estados de
consciência.
Os
ombros abertos e a respiração profunda dão confiança em si mesmo e na vida.
Depois de alguns minutos, encerre o exercício e observe o fluxo da sua energia
vital, física, emocional e mental. Notará uma diferença.
5-“O
caminho espiritual é feito de fé e crença.”
Grave engano. A crença em algo que não podemos
verificar por nós mesmos reduz a nossa capacidade
de perceber a realidade e fecha nossa mente para o que é novo. O caminho
espiritual é feito de perguntas e tentativas. A convicção é um péssimo critério
para julgar a verdade.
Os
autoritarismos, religiosos ou não, plantam falsas certezas e exigem “fé” e
“confiança” dos seus seguidores. Os sistemas corretos de liderança, baseados na
democracia e na comunhão fraterna, fazem da transparência, do controle e da
vigilância coletiva a sua característica central.
A
verdadeira fé surge de dentro para fora, não é resultado de propaganda ou
pregação, e não tem medo do exame crítico, mas, ao contrário, testa sua própria
força enfrentando de boa vontade os desafios da vida.
Muitos
outros exemplos de ilusão podem ser encontrados na vida dentro e fora de nós.
Na verdade, o caminho espiritual é apenas o modo como cada um de nós decide,
livremente, aceitar o desmonte das suas ilusões e adequar sua vida prática à
lei eterna do equilíbrio e da verdade. A sabedoria espiritual não é um dogma em
que se deve acreditar, mas uma ciência prática a aplicar no laboratório da nossa
vida diária, à medida que a ignorância é dolorosamente reconhecida como tal.
Felizmente há uma grande bênção escondida em cada desilusão,
e um alívio maior nasce, sempre, de cada sofrimento nosso.
"A
DESILUSÃO É O ENCONTRO COM A VERDADE"
(Esse texto não é meu, mas desconheço o autor do mesmo)
domingo, 8 de julho de 2012
O SILÊNCIO DAS ESTRELAS
Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal? Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais, de mais...
Afinal, como estrelas que brilham em paz, em paz... Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais...
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal? Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais, de mais...
Afinal, como estrelas que brilham em paz, em paz... Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais...
sábado, 7 de julho de 2012
CUIDA DE MIM
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.
Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto finjo, enquanto fujo.
Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás, se voltar atrás assim como eu.
Busquei quem sou
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo, enquanto finjo
(O Teatro Mágico)
quinta-feira, 5 de julho de 2012
É EVIDENTE QUE SOU UM SONHADOR
Hoje quero apenas uma vida simples
E um simples amor
Nada muito ambicioso, rancoroso
Nada agressivo como as paixões
Nem frio como a indiferença
Das relações desgastadas pelo tempo
Um amor sem passado e sem futuro
Que vivesse apenas do seu presente
E da sua presença
Apesar de todas as ilusões
Também tenho todos os sonhos do mundo
Uma rede na varanda
Os animais soltos e livres ao redor
Um fogão a gás, mas outro a lenha
Para nos aquecer nas noites e manhãs frias
Quando lá fora o orvalho nas plantas,
ainda respingam no chão
Uma horta nos fundos
Na mesa a garrafa de vinho tinto,
ainda contém um pouco do que bebemos ontem à noite
Não deu tempo de terminar
Na mesinha da cabeceira da cama ainda dessarrumada, meu livro grosso de poesias de Fernando Pessoa
Todos os dias eu leria dois poemas para você,
um ao acordar e outro depois do jantar
Músicas suaves e românticas completaria o ambiente desse sonhador
Por esse sonho e
por esse amor
Eu trocaria minha vida urbana
Para viver com você nessa minha cabana
Eu abriria mão de conquistar o mundo
Em troca do teu coração
Nosso mundo e nada mais
(©05.07.2012 -
Paulo Cesar de Oliveira)
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