sábado, 7 de janeiro de 2012

A POESIA ESTÁ GUARDADA NAS PALAVRAS

"A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei. Meu fado é o de não saber quase tudo. Sobre o nada eu tenho profundidades. Não tenho conexões com a realidade. Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro. Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas). Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil. Fiquei emocionado e chorei. Sou fraco para elogios."
(Manoel de Barros)

Poeta, também tenho tantos sentimentos que às vezes até penso que sou sentimental. Não sei onde guardá-los. Por isso os tenho espalhados por aí. Fui matando aos poucos minhas ilusões, e a medida que as matava, o mundo me cansava. Mas quando tentei matar a ilusão do amor, não consegui matar a lembrança da mulher amada. Talvez eu também seja elogiado como imbecil, idiota ou bobo. Mas quando penso nela, sempre acabo escrevendo coisas que por total falta de humildade ouso chamar de poesia. Mas ser poeta, juro, nunca foi uma pretensão minha. É triste ter que dizer algo que ninguém pode entender e mesmo assim ter que dizer. Como se o mundo fosse acabar hoje e eu tivesse um último suspiro antes de morrer. Poeta, quando a música não mais tocar, o vinho acabar e minha poesia secar, então saberei que o mundo está para acabar.

(Paulo Cesar de Oliveira)

O MOTEL

Quando passo em frente àquele motel
Sempre me lembro de você
Nunca mais voltei àquele local
Que tombei pelo patrimônio histórico
Para o bem do meu coração
Para preservar as minhas lembranças e a minha ilusão

Um dia você perdeu seu anel
Não sei se era valioso
Mas me disseste que era da tua filha
Deixamos recado na recepção
Que devolvessem a jóia
Se a encontrassem , na cama, na piscina ou no chão

Quando passo em frente àquele motel
Me lembro que ali naquele local
Comemos o melhor linguado com molho de alcaparras e arroz à la grega da minha vida
Acompanhado de um saboroso vinho branco
Do outro lado da mesa uma imagem que ainda hoje me acompanha
Seus cabelos negros escuros e úmidos dançavam livremente sobre um roupão branco
Havia sorrisos em teu rosto
E alegria no meu coração

Quando passo em frente aquele motel
Eu me lembro o que é felicidade
E que um dia já provei dessa taça
Me lembro de você
E me lembro do filé de linguado com molho de alcaparras e arroz à la grega

Afinal, a vida não é tão ruim assim
Se passo em frente àquele motel


© 07.12.2012 – Paulo Cesar de Oliveira

OMAR IBN IBRAHIM EL KHAYYAM

Omar Ibn Ibrahim El Khayyam nasceu em Nichapur, Pérsia, a atual República Islâmica do Irã, em 1040 e morreu nessa mesma cidade em 1120.
Khayyam significa, em persa, fabricante de tendas; ele adotou esse nome em memória do pai que era fabricante de tendas.
Além de poeta Omar Khayyam foi matemático e astrônomo. Dos seus livros de ciência chegaram até nós o Tratado de Algumas Dificuldades das Definições de Euclides e as Demonstrações dos problemas de Álgebra. Em 1074, diretor do Observatório de Merv, fez a reforma do calendário muçulmano.
Rubaiyat é o plural da palavra persa rubai, e quer dizer quadras, quartetos. No rubai, o primeiro, o segundo e o quarto versos são rimados, o terceiro é branco.
Nesta "tradução", não mantivemos a rima, nem a métrica "originais".
Os Rubaiyat de Omar Khayyam
versão em português de Afredo Braga
1
Nunca murmurei uma prece,
nem escondi os meus pecados.
Ignoro se existe uma Justiça, ou Misericórdia;
mas não desespero: sou um homem sincero.
2
O que vale mais? Meditar numa taverna,
ou prosternado na mesquita implorar o Céu?
Não sei se temos um Senhor,
nem que destino me reservou.
3
Olha com indulgência aqueles que se embriagam;
os teus defeitos não são menores.
Se queres paz e serenidade, lembra-te
da dor de tantos outros, e te julgarás feliz.
4
Que o teu saber não humilhe o teu próximo.
Cuidado, não deixes que a ira te domine.
Se esperas a paz, sorri ao destino que te fere;
não firas ninguém.
5
Busca a felicidade agora, não sabes de amanhã.
Apanha um grande copo cheio de vinho,
senta-te ao luar, e pensa:
Talvez amanhã a lua me procure em vão.
6
Não procures muitos amigos, nem busques prolongar
a simpatia que alguém te inspirou;
antes de apertares a mão que te estendem,
considera se um dia ela não se erguerá contra ti.
7
Alcorão, o livro supremo, pode ser lido às vezes,
mas ninguém se deleita sempre em suas páginas.
No copo de vinho está gravado um texto de adorável
sabedoria que a boca lê, a cada vez com mais delícia.
8
Há muito tempo, esta ânfora foi um amante,
como eu: sofria com a indiferença de uma mulher;
a asa curva no gargalo é o braço que enlaçava
os ombros lisos da bem amada.
9
Que pobre o coração que não sabe amar
e não conhece o delírio da paixão.
Se não amas, que sol pode te aquecer,
ou que lua te consolar?
10
Hoje os meus anos reflorescem.
Quero o vinho que me dá calor.
Dizes que é amargo? Vinho!
Que seja amargo, como a vida.
11
É inútil a tua aflição;
nada podes sobre o teu destino.
Se és prudente, toma o que tens à mão.
Amanhã... que sabes do amanhã?
12
Além da Terra, pelo Infinito,
procurei, em vão, o Céu e o Inferno.
Depois uma voz me disse:
Céu e Inferno estão em ti.
13
Não vamos falar agora, dá-me vinho. Nesta noite
a tua boca é a mais linda rosa, e me basta.
Dá-me vinho, e que seja vermelho como os teus lábios;
o meu remorso será leve como os teus cabelos.
14
Tenho igual desprezo por libertinos ou devotos.
Quem irá dizer se terão o Céu ou o Inferno?
Conheces alguém que visitou esses lugares?
E ainda queres encher o mar com pedras?
15
Na sombra azulada do jardim
o ar da primavera renova as rosas
e ilumina os meigos olhos da minha amada.
Ontem, amanhã... é tão grande o prazer agora.
16
Bebo, mas não sei quem te fez, ó grande ânfora;
podes conter três medidas de vinho, mas um dia
a Morte te quebrará. Numa outra hora perguntarei
como foste criada, se foste feliz, ou por que serás pó.
17
Como o rio, ou como o vento,
vão passando os dias.
Há dois dias que me são indiferentes:
O que foi ontem, o que virá amanhã.
18
Não me lembro do dia em que nasci;
não sei em que dia morrerei.
Vem, minha doce amiga, vamos beber deste copo
e esquecer a nossa incurável ignorância.
19
Khayyam, enquanto erguias a tenda da Sabedoria,
caíste na fogueira da dor; agora és cinzas.
O Anjo Azrail cortou as cordas da tua tenda
e a Morte vendeu-a por uma ninharia.
20
É inútil te afligires por teres pecado;
também é inútil a tua contrição:
além da morte estará o Nada,
ou a Misericórdia.
21
Cristãos, judeus, muçulmanos, rezam,
com medo do inferno; mas se realmente soubessem
dos segredos de Deus, não iam plantar
as mesquinhas sementes do medo e da súplica.
22
Na estação das rosas procuro um campo florido
e sento-me à sombra com uma linda mulher;
não cuido da minha salvação: tomo o vinho
que ela me oferece; senão, o que valeria eu?
23
O vasto mundo: um grão de areia no espaço.
A ciência dos homens: palavras. Os povos,
os animais, as flores dos sete climas: sombras.
O profundo resultado da tua meditação: nada.
24
Eu estava com sono e a Sabedoria me disse:
A rosa da felicidade não se abre para quem dorme;
por quê te entregares a esse irmão da morte?
Bebe vinho; tens tantos séculos para dormir.
25
Admito que já resolveste o enigma da Criação;
e o teu destino? Aceito que desvendaste a Verdade;
e o teu destino? Está bem, viveste cem anos felizes
e ainda tens muitos para viver; e o teu destino?
26
Ninguém desvendará o Mistério. Nunca saberemos
o que se oculta por trás das aparências.
As nossas moradas são provisórias, menos aquela última.
Não vamos falar, toma o teu vinho.
27
Olha, um dia a alma deixará o teu corpo
e ficarás por trás do véu, entre o Universo
e o desconhecido. Enquanto não chega a hora,
procura ser feliz. Para onde irás depois?
28
Os sábios mais ilustres caminharam nas trevas da ignorância,
e eram os luminares do seu tempo.
O que fizeram? Balbuciaram algumas frases confusas,
e depois adormeceram, cansados.
29
A vida é um jogo monótono que dá dois prêmios:
A Dor e a Morte.
Feliz a criança que expirou ao nascer;
mais feliz quem não veio ao mundo.
30
Na feira que atravessas não procures amigos
ou abrigo seguro. Aceita a dor que não tem remédio
e sorri ao infortúnio; não esperes que te sorriam:
Seria tempo perdido.
31
O mundo gira, distraído dos cálculos dos sábios.
Renuncia à vaidade de contar os astros
e lembra-te: vais morrer, não sonharás mais,
e os vermes da terra cuidarão da tua carcaça.
32
Aquele que criou o Universo e as estrelas
exagerou quando inventou a dor.
Lábios vermelhos como rubis, cabelos perfumados,
quantos sois no mundo?
33
Velho mundo sob o passo do cavalo branco e negro
dos dias e das noites, és o palácio triste onde mil Djenchids
sonharam com a glória e mil Bahrams com o amor,
e a cada manhã acordavam chorando.
34
Sono sobre a terra, sono debaixo da terra.
Sobre a terra, sob a terra: homens deitados.
Nada em toda a parte. Deserto.
Homens chegam, outros partem.
35
Enquanto o rouxinol lhe entoava um hino,
murchou a bela rosa por causa do vento sul.
Lamentaremos por ela ou por nós?
Quando morrermos, outra rosa desabrochará.
36
Se não tiveste a recompensa que merecias,
não te importes, não esperes nada;
já estava tudo nas páginas daquele livro
que o vento da eternidade vai virando ao acaso.
37
Quando me falam das delícias que na outra vida
os eleitos irão gozar, respondo:
Confio no vinho, não em promessas;
o som dos tambores só é belo ao longe.
38
Bebe vinho, ele te devolverá a mocidade,
a divina estação das rosas, da vida eterna,
dos amigos sinceros. Bebe, e desfruta
o instante fugidio que é a tua vida.
39
Bebe o teu vinho. Vais dormir muito tempo
debaixo da terra, sem amigos, sem mulheres.
Confio-te um grande segredo:
As tulipas murchas não reflorescem mais.
40
Baixinho a argila dizia
ao oleiro que a torneava:
Já fui como tu, não te esqueças,
não me maltrates.
41
Oleiro, vai com cuidado, trata bem a argila
com que Adão foi conformado.
Vejo no torno que moves a mão de Feridun,
o coração de Khosru... o que fizeste?
42
A tulipa rubra nasce no campo que foi regado
pelo sangue de um altivo rei.
A violeta brota do sinal de beleza que palpitava
na face de uma doce adolescente.
43
Há tanto tempo giram os astros no espaço;
há tanto tempo se revezam os dias e as noites.
Anda de leve na terra, talvez aonde vais pisar
ainda estejam os olhos meigos de um adolescente.
44
As raízes do narciso que se inclina suave,
bebem a vida nos lábios mortos de uma mulher.
Pisa leve a relva macia, ela nasce das cinzas
de rostos tão belos quanto as tulipas.
45
O oleiro ia modelando as alças e os contornos
de uma ânfora. O barro que ele conformava
era feito de crânios de sultões
e mãos de mendigos.
46
O bem e o mal se entrelaçam no mundo.
Não agradeças ao Céu
pela sorte que te coube, nem o acuses:
Ele é indiferente.
47
Se em teu coração cultivaste a rosa do amor,
quer tenhas procurado ouvir a voz de Deus,
ou esgotado a taça do prazer,
a tua vida não foi em vão.
48
Vai com prudência, viajante.
A estrada é perigosa, a adaga do destino
é acerada. Não colhas as amêndoas doces,
são venenosas.
49
Um jardim florido, uma bela mulher, e vinho.
Eis o meu prazer e a minha amargura,
o meu paraíso e o meu inferno.
Mas quem sabe o que é Céu e o que é Inferno?
50
Com a tua face como a rosa, com o teu rosto belo,
como o de um ídolo chinês, não sabes
o que o teu olhar faz do rei da Babilônia?
Um bispo do xadrez, que foge da rainha.
51
A vida passa. O que resta de Bagdad e Balk?
A aragem mais leve é fatal à rosa já desabrochada.
Bebe o vinho, e contempla a lua:
lembra-te das civilizações que ela já viu morrer.
52
Ouve o que a Sabedoria diz todos os dias:
A vida é breve.
Não te esqueças, não és como certas plantas
que rebrotam depois de cortadas.
53
Mestres e sábios morreram
sem se entenderem sobre o Ser e o Não Ser.
Nós, ignorantes, vamos apanhar as tenras uvas;
que os grandes homens se regalem com as passas.
54
O meu nascimento não aumentou o Universo,
nem a minha morte lhe fanará o esplendor.
Ninguém me dirá por quê vim ao mundo,
ou porquê um dia irei embora.
55
Iremos nos perder na estrada do amor,
e o destino nos pisará, indiferente.
Vem, menina, taça encantada, dá-me de beber
em teus lábios, antes que eu me torne pó.
56
Só de nome conhecemos a felicidade.
O nosso melhor amigo é o vinho;
afaga a única que te é fiel: a ânfora,
cheia do sangue das vinhas.
57
Não te inquietes, a vida é como um suspiro.
As cinzas de Djenchid e de Kai-Kobad volteiam
na poeira vermelha que tolda o ar.
O Universo é uma miragem, a vida é um sonho.
58
Senta-te e bebe, felicidade que Mahmud não teve.
Escuta os sussuros dos amantes, são os Salmos de Davi.
Não te importes com o passado, não sondes o futuro,
não percas este instante: Eis a paz.
59
Pessoas presunçosas e obtusas inventaram
diferenças entre o corpo e a alma.
Sei apenas que o vinho apaga as angústias
que nos atormentam, e nos devolve a calma.
60
Que enigma os astros que andam pelo espaço.
Agarra-te à corda da sabedoria, Khayyam.
Presta atenção à vertigem
que faz cair perto de ti os teus companheiros.
61
Não temo a morte. Prefiro esse ato inelutável
ao outro que me foi imposto no dia em que nasci.
O que é a vida, afinal? Um bem que me confiaram
sem me consultarem e que entregarei com indiferença.
62
Estou velho, e a paixão que me inspiraste
vai me levar ao túmulo: não cesso de encher a taça.
Esta paixão tem razão contra mim:
o tempo estraga a minha bela rosa.
63
Podes me perseguir, miragem de outra ventura,
podes modular a tua voz, mas só escuto aquela
que já me encantou. Dizem-me: Deus te perdoará.
Recuso o perdão que não pedi.
64
Um pouco de pão, um pouco de água,
a sombra de uma árvore, e o teu olhar;
nenhum sultão é mais feliz do que eu,
e nenhum mendigo é mais triste.
65
Tantos carinhos, tantas delícias,
tanta ternura no começo do nosso amor.
Mas agora o teu prazer
é dilacerar o meu coração. Por quê?
66
Vinho, bálsamo para o meu coração doente,
vinho da cor das rosas, vinho perfumado
para calar a minha dor. Vinho, e o teu alaúde
de cordas de seda, minha amada.
67
Falam de um Criador...
e Ele deu forma às criaturas para destruí-las?
Por que são feias? Por que são belas?
Quem é o responsável? Não compreendo nada.
68
Todos pretendem andar pelo Caminho do Saber.
Uns o procuram, outros afirmam tê-lo encontrado.
Um dia uma grande voz dirá: Não há caminho,
nem atalho.
69
Brinda ao resplendor da aurora, e dedica
o vinho vermelho desta taça, em forma de chama,
ou de tulipa, ao sorriso meigo de algum adolescente.
Bebe, e esquece que o punho da dor te prostrará.
70
Vinho! Que palpite em minhas veias,
que inunde a minha cabeça. Silêncio!
Tudo é mentira. Copos! Depressa!
Envelheci muito.


(...)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A 9a. ONDA DO CALENDÁRIO MAIA - CARL CALLEMAN




O que é isso ?
Segundo Carl Calleman, o calendário Maia divide-se em 9 níveis, também chamados Submundos (Underworld) ou ondas de evolução (Waves).


Esses 9 níveis são eras empilhadas umas sobre as outras (veja a pirâmide acima). Cada nível é 20 vezes menor do que o anterior (daí a representação da pirâmide). Cada nível é parte do antigo, o que significa que todos acabam no mesmo dia, o famoso 21 Dezembro de 2012, ou 4-AHAU 13 baktun.

A cada nível de evolução está associado um avanço da consciência. No meio de cada nível, o avançado de consciência desse nível sobrepõe-se de maneira irreversível ao do nível anterior. Por exemplo, de 1755 a 1999 estávamos no nível chamado "planetário" em que o avanço da consciência era o poder. O avanço de consciência do nível anterior era a lei. Portanto, o poder sobrepôs-se à lei durante o nível planetário. Entre 1999 e 2011, estivemos no ciclo chamado "galáctico", em que o avanço da consciência foi a ética. Estivemos, portanto, num período em que a ética triunfou sobre o poder. Esse período acabou no dia 9 de Março de 2011.

Isso quer dizer que entramos na 9º e ultima onda do Calendário Maia !
Espectacular ! e agora ?
Bom, agora, vamos voltar a mergulhar nos livros de Carl Calleman.

Ora vejamos, a 9ª onda… aqui está ! Diz ele…

A nona onda é especialmente particular.

Primeiro pela sua duração. Começando a 9 Março de 2011 e terminando a 28 de Outubro do mesmo ano, ela irá durar apenas 234 dias e durante esse período haverão 7 "dias" e 6 "noites", o que significa que as mudanças serão tão significativa em 234 dias que nos últimos 12 anos (para a onda galáctica) ou ainda os 394 anos (para a onda planetária).

Esta onda também é diferente porque a grande maioria dos seres humanos não vão nascer nesta onda, mas vão entrar nela na idade adolescente ou adulta. Pela primeira vez na história da humanidade, as pessoas conhecerão três ondas sucessivas (fim da onda planetária, onda galáctica e onda universal).

Anteriormente, os seres humanos passavam a vida inteira numa só onda, até mesmo num só "dia" ou "noite" de uma onda. Na verdade, um "dia" ou "noite" durava 7.900 anos para a onda regional e 394 anos para a onda nacional.

Somente com a onda planetária é que a duração do "Dia" e da "Noite" tornou-se à escala humana (19,7 anos) e que vimos as diferenças de percepção da realidade de uma geração para outra.

Finalmente, pela primeira vez em milénios, desde o tempo dos homens das cavernas (Onda Regional: -102000, -3115), vamos entrar numa onda de evolução da consciência sem "filtro".

Calleman insiste em que, ao contrário de outras ondas de evolução, a nona exigirá de nós uma participação ativa e não a mesma aceitação passiva das as ondas anteriores. De acordo com a sua própria imagem, "as cordas da marioneta serão cortadas".

De acordo com Calleman "A transição para a nona onda é como uma escalada, que vai exigir certas coisas de nós. O Ego das ondas anteriores continuará a existir, mas agora ele estará na nona onda, a serviço da consciência da unidade. Portanto, não se trata de matar o ego, mas colocá-lo noutro lugar onde ele não guiará/dirigirá nossas vidas sem ter consideração pelo o "Todo". Os seres humanos são seres criativos muito poderosos (uma alusão à lei da atração), mas apenas como parte da consciência gerada pelos "filtros" existentes em cada onda. Na nona onda, esta criatividade deve ser utilizada pelo surgimento de um mundo harmonioso na unidade e, portanto, deverá "pedir" coisas de acordo com essa harmonia, sem confiar no nosso ego ou no de outra pessoa."

Do que fala Calleman é da "co-criação". "A abordagem de Lungold (outro pesquisador) é idêntica porque ele também fala da co-criação como evolução de consciência da nona onda. Não é nem mais nem menos do que criar juntos com o pensamento, centrando-se sobre o mundo que desejamos. É claro que tal abordagem só é possível numa sociedade dotada de ética onde a grande maioria dos seres humanos tem uma consciência planetária suficiente para "pensar no bem de todos", que foi precisamente o resultado esperado da oitava onda.

Calleman indica também que grande parte dos fundamentos da civilização moderna, foram criados sobre as ondas nacionais e planetárias e, portanto, de acordo com seu quadro de consciência (o patriarcado, a dominação, o materialismo, …). Todas estas estruturas herdadas do passado (estruturas económicas, religiosas, sociais e políticas) serão abaladas, ou entrarão em colapso por não serem compatíveis com o quadro de consciência da unidade da nona onda. Este fenómeno já está em andamento. De acordo com Calleman: "Para os co-criadores, será desnecessário responder a eventos externos. A intenção deverá ser focada para dentro afim de recriar o seu ser interior para estar de acordo com as novas energias."

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El Castillo, pirâmide de Kukulkan, Chichen Itza

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Templo do Jaguar, Tikal

Para quem achar este tempo estranho, tal como eu,… para quem tiver uma sensação de desapego de valores antigos que agora parecem não fazer qualquer sentido,… uma visão distorcida de um futuro moldado com dogmas antigos, como que se não conseguíssemos fazer planos,…

Talvez aqui esteja uma explicação…

BANQUEIROS CONTROLAM O MUNDO

Uma análise das relações entre 43 mil empresas transnacionais identificou um grupo relativamente pequeno de empresas , principalmente bancos, com poder desproporcional sobre a economia global.
"A realidade é tão complexa, devemos afastar-nos dos dogmas quer tratem isso como teorias conspiratórias e de livre mercado", diz James Glattfelder . "Nossa análise é baseada na realidade."

O top 50 das 147 super-empresas que "controlam" o mundo

1. Barclays plc
2. Capital Group Companies Inc
3. FMR Corporation
4. AXA
5. State Street Corporation
6. JP Morgan Chase & Co
7. Legal & General Group plc
8. Vanguard Group Inc
9. UBS AG
10. Merrill Lynch & Co Inc
11. Wellington Management Co LLP
12. Deutsche Bank AG
13. Franklin Resources Inc
14. Credit Suisse Group
15. Walton Enterprises LLC
16. Bank of New York Mellon Corp
17. Natixis
18. Goldman Sachs Group Inc
19. T Rowe Price Group Inc
20. Legg Mason Inc
21. Morgan Stanley
22. Mitsubishi UFJ Financial Group Inc
23. Northern Trust Corporation
24. Société Générale
25. Bank of America Corporation
26. Lloyds TSB Group plc
27. Invesco plc
28. Allianz SE 29. TIAA
30. Old Mutual Public Limited Company
31. Aviva plc
32. Schroders plc
33. Dodge & Cox
34. Lehman Brothers Holdings Inc*
35. Sun Life Financial Inc
36. Standard Life plc
37. CNCE
38. Nomura Holdings Inc
39. The Depository Trust Company
40. Massachusetts Mutual Life Insurance
41. ING Groep NV
42. Brandes Investment Partners LP
43. Unicredito Italiano SPA
44. Deposit Insurance Corporation of Japan
45. Vereniging Aegon
46. BNP Paribas
47. Affiliated Managers Group Inc
48. Resona Holdings Inc
49. Capital Group International Inc
50. China Petrochemical Group Company

O AMOR ANTIGO

O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.


O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.


Se em toda a parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.


Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 1 de janeiro de 2012

PRATIQUE O DESAPEGO

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.