sábado, 22 de março de 2014


""Se a única prece que você disse durante todo a sua vida foi "OBRIGADO" isso já é o suficiente..."

(Meister Eckhardt)   

OBRIGADO!

e 

ME PERDOE POR NÃO TER PODIDO ATENDER SUAS EXPECTATIVAS A MEU RESPEITO E COMPORTAMENTO. 

MAS É QUE TENHO COMPROMISSO SÉRIO COM MEU CARMA. COMPROMISSOS DE VIDA E MORTE.

NA MAIORIA DAS VEZES FALTOU DINHEIRO, NOUTRAS PACIÊNCIA, PERSISTÊNCIA.

OUTRAS VEZES PERSISTI E TOLEREI DEMAIS.
.
E EM ALGUNS POUCOS CASOS O TESÃO FOI POUCO.

EM OUTROS FOI DEMAIS.

MAS, ENTRE AS VÁRIAS FORMAS DE AMOR QUE CONHEÇO.

E SÃO MUITAS

SEMPRE EXISTIU UM TIPO PARA VOCÊ.

MAIS UMA COISA EU LHE DIGO

E ISSO TEM SIDO MEU CASTIGO

A SUA VINGANÇA FOI COMPLETA

NUNCA CONSEGUI ME LIBERTAR DOS MEUS AMORES

ME TORNEI ESCRAVO DOS MEUS SONHOS E DAS MINHAS ILUSÕES

A MINHA PENA, ESCREVER POEMAS

NOSSA!

QUASE FIZ MAIS UM POEMA


(Paulo Cesar de Oliveira)



"Renuncio a quaisquer condições da terceira dimensão que as instituições governamentais ou afins me queiram impor. Não poderão controlar a minha pessoa, nem a minha abundância ou segurança. Tenho plenos poderes para manifestar a segurança, ser independente e comandar o meu próprio destino."

FONTE DE ÁGUA VIVA

Photobucket"O homem sereno descobre em si mesmo a fonte da felicidade e do conhecimento, fonte que nunca seca." James Allen


JALAL UD-DIN RUMI
(1207-1273)

Quem faz essas mudanças?
Disparo uma flecha à direita
Cai à esquerda.
Cavalgo atrás de um veado e me encontro
perseguido por um porco.
Conspiro para conseguir o que quero
e termino na prisão.
Cavo fossas para apanhar os outros
e me caio nelas.
Devo suspeitar
do que quero.
Toma a um que não leva suas contas
Que não quer ser rico, nem tem medo a perder
Que não tem interesse algum em sua personalidade: é livre.
Lá fora, além de idéias de bem ou mal, há um lugar
Nos vemos lá.
Quando a alma jaz sobre a erva
O mundo está demasiado cheio para falar dele
As idéias, a linguagem, inclusive a frase 'cada um'
não tem sentido.
Se pudesses liberar-te, por uma vez, de ti mesmo,
o segredo dos segredos se abririam a ti.
O rosto do desconhecido, oculto além do universo,
apareceria no espelho de tua percepção.

Em realidade, tua alma e a minha são o mesmo.
Aparecemos e desaparecemos o um com o outro.
Este e o verdadeiro significado de nossas relações.

Entre nós, já não há nem tu nem eu.
O vale é diferente, por cima de religiões e cultos.
Aqui, em silêncio, baixa a cabeça.
Funde-te na maravilha de Deus.

Aqui não há lugar para religiões nem cultos.
Há uma Alma dentro de tua Alma. Busca essa Alma.
Há uma jóia na montanha do corpo. Busca a mina desta jóia.
Oh, sufi, que estás de passagem!
Busca dentro, se puderes, e não fora.

No amor, não há alto nem baixo,
má conduta nem boa,
nem dirigente, nem seguidor, nem devoto,
só há indiferença, tolerância e entrega.

Jalal ud-Din Rumi
 (1207-1273) é o maior dos poetas místicos islâmicos. Nasceu no atual Afeganistão, passou por Irã e viveu e morreu em Konia, Turquia. Era um erudito professor de teologia, esforçado em seus exercícios espirituais. Sua vida mudou quando se encontrou com a figura misteriosa e fascinante do monge errante Shams de Tabriz. Como se diz na tradição sufí, foi «um encontro entre dois oceanos». Esse mestre misterioso iniciou a Rumi na experiência mística do amor, e em sua companhia faz realidade a verdade de seu ser. Seu agradecimento foi tão grande que lhe dedicou todo um livro de 3.239 versos, o Divan de Shams de Tabriz.  

quinta-feira, 20 de março de 2014


SEMPRE MAIS...


Tinha afeto, afeição, apego


Tanta estima, ternura e 

aconchego 

Mas queria mais, queria 

sexo 

Tinha sexo, volúpia, 

lubricidade 

Do prazer sensitivo à 

diversidade 

Mas queria mais, queria a carne 

Tinha a carne, o corpo, a luxúria 

A lascívia, a lubricidade, a fúria 

Mas queria mais, queria orgasmos 

Tinha orgasmos, muitos, cumes, apogeus 

Tantos clímaxes múltiplos, simultâneos 

Queria mais, queria amor, paixão

E mesmo que fosse fugaz, momentâneo 

Queria mesmo um amor, sem hesitação...

terça-feira, 18 de março de 2014


Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível que lhes deres:
Trouxeste a chave?

(Carlos Dummond de Andrade)


Poesia é um texto literário, em prosa ou em verso, que se caracteriza pela linguagem sugestiva, conotativa, metafórica, figurada, criativa, inusitada - a chamada função poética. 

Para escrever poesia, é preciso ler poesia e saber onde se encontra a essência dessa forma de expressão.

A distinção entre prosa e verso:

     Os textos em prosa apresentam uma característica marcante: as linhas são contínuas e se agrupam em parágrafos. Quando você lê uma carta, uma crônica, uma notícia ou reportagem de jornal, um conto ou um romance, você está lendo textos em prosa.

     Nos textos em verso, as palavras são dispostas graficamente em linhas descontínuas chamadas versos, como nos poemas que aparecem no início desta parte ou no texto Cajueiro Pequenino, a seguir:

 O verso: classificação
     Os versos podem ser de duas espécies:
     - verso medido ou tradicional

     - verso livre ou moderno

DIZEM MAS NÃO PROVAM



Eu não sei se isso é uma crônica, um texto qualquer, ou outra coisa qualquer
Para simplificar as coisas costumo chamar tudo de “poemas”
Nunca fui muito bom nessa coisa de dar nome as coisas
Costumo até esquecer os nomes das pessoas
Mas vou escrevendo, tentando colocar aqui na tela meus pensamentos desse dia
Tenho o hábito adquirido de acordar cedo, ligar o computador e ler as notícias nos jornais virtuais online
Tenho a impressão que isso acabou virando um vício, um mal hábito
Talvez melhor do que um mal hálito
Mas acho que faço isso (ler os jornais logo depois que acordo) para acabar logo com meu dia antes dele começar
Acho que isso é autoflagelo, autofagia
Então, como eu estava dizendo, só tem notícias ruins, violência, hipocrisias, mentiras, etc
Raramente vejo televisão, não consigo mais
De vez em quando ainda tento ver as notícias do país e do mundo no tal Jornal Nacional
Nunca consigo terminar de ver, desligo antes do fim, nem chego na metade
Às vezes levanto de madrugada, perco o sono e penso em você
Às vezes faço um poema pensando em você
Às vezes faço um poema pensando na vida
Às vezes não faço nada, acordo de madrugada
E deito na rede na varanda e fico olhando para o céu
E vendo mais um dia de sol nascer
Nesses dias, acordo antes do sol
A rede é o meu símbolo de poder
E os felinos (gatos, onças, tigres, leopardos) meus animais de poder
Desde a época que morava no Egito Antigo
Nessa época, eu acordava cedo também
Só para ver Cleópatra tomar banho

“Dizem que sou louco
Por ter um gosto assim
Gostar de quem não gosta de mim”

Dizem, mas não provam


pco/.