quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

FECHE OS OLHOS, COLOQUE O FONE DE OUVIDO E NO SILÊNCIO DO TEU QUARTO OUÇA ESSA MÚSICA. DEPOIS ME DIGA.

http://www.youtube.com/watch?v=pv2VBaoyE3

Chiloé místico y nostálgico, Chile


http://www.youtube.com/watch?v=QeUhyo2HLGA

domingo, 2 de fevereiro de 2014


UMA VISÃO CLARA E NÍTIDA

Ao reler o meu livro de poemas

tive a visão clara e nítida

de um caos de contradições

de tranquilizadoras contradições

e a visão de uma alma confusa

que não conhece seu destino


Ao reler novamente prestei mais atenção

e tive a visão clara e a nítida impressão

que alguns poemas escrevi

para curar uma ferida


pco/.
POEMA DA NOITE

Poemas - Paulo Leminski

I
Confira 
tudo que 
respira 
conspira
II
Tudo é vago e muito vário 
meu destino não tem siso, 
o que eu quero não tem preço 
ter um preço é necessário, 
e nada disso é preciso
III
Cinco bares, 
dez conhaques 
atravesso são paulo 
dormindo dentro de um táxi
IV
isso de querer 
ser exatamente aquilo 
que a gente é 
ainda vai 
nos levar além
V
O pauloleminski 
é um cachorro louco 
que deve ser morto 
a pau a pedra 
a fogo a pique 
senão é bem capaz 
o filhodaputa 
de fazer chover 
em nosso piquenique


Paulo Leminski Filho (Curitiba, 24 de agosto de 1944 - Curitiba, 7 de junho de 1989)

Nessas legiões de palavras levianas e insanas
Que espalho por onde ando
Teu silêncio me ataca
No meu exercício diário de reclamações e queixas
Tua ausência me é cobrada
Com juros e correções de agiotas
Como se eu fosse teu dono
Nunca mais pego um coração emprestado
Somente doações


pco/.

Quando numa queda eu também fui ao chão
Teresinha não segurou na minha mão
E eu caí, me esborrachei no chão
Tinha pisado numa casca de amor
Fui me levantando sozinho, aos poucos
Para não ferir demais o coração que já estava bastante machucado
Levantei com dores
Agora que estou de pé novamente
Meus olhos já não vêem mais como viam
E meu coração já não sente como antes sentia
Agora quando eu ando por esses caminhos de amor
Eu presto mais atenção

02-02-2014

Paulo Cesar de Oliveira

Não sei o que fazer comigo. 

Tenho vontade de chorar.

Tenho saudades. Tenho lembranças. 

Às vezes tenho até dinheiro. 

Só não tenho você.

É interminável o dia.


(Roberto Marinho de Azevedo)