segunda-feira, 20 de janeiro de 2014


Enquanto houver mulheres haverá poesia.

pco/.

sábado, 18 de janeiro de 2014


Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas, continuarei escrevendo.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

DESCAMINHO



Seguindo em frente
adiante
virei a esquerda
avistei uma diversidade de pessoas desconhecidas
algumas pobres 
vividas
outras belas
tão bonitas
umas de cútis surradas
queimadas
maltratadas
outras com certeza
macias
alvas
jambo
da terra

O dia raiou bem cedo
já é tarde
tenho medo
à noite
vem como labareda que arde
sem alumiar
a madrugada fala ao ouvido:
“duvido você de manhã me achar”
abro os olhos
onde está a madrugada?
realmente,
não consegui lembrar

Seguindo em frente
adiante
virei a direita
avistei todas as pessoas conhecidas
desde a entrada
até a saída
me disseram o que fazer
a onde ir
de que jeito ver
como subir
como descer
mas não me perguntaram
como vai você?
enxergaram meus problemas
meus horrores
meus “e se”
enfim, os defeitos
mas não viram apenas
o que eu tinha dentro do peito
me deram conselhos
facadas
dinheiro
porrada
mas faltou o beijo
o abraço
a palavra

Novamente veio a noite
como no açoite
cortando com seu frio
e as estrelas
com seu brilho
enfeitam meu sofrer
que é difícil ver
ficou no amanhecer
quando me levantei para ler
o que eu tinha acabado de escrever
sobre mim
para você
que vê
com seus olhos
de seu jeito de entender
se é que compreende
o que eu quis dizer

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014


O GUARDADOR DE REBANHOS (XVI)

    Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
    Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,
    E que para de onde veio volta depois
    Quase à noitinha pela mesma estrada.Eu não tinha que ter esperanças - tinha só que ter rodas...
    A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...
    Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
    E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.

    Alberto Caeiro

O ENIGMA DA ESFINGE


Eu decifrei o enigma da Esfinge e ela não me devorou.

Agora, 
se ela não decifrar o meu enigma, eu a devoro.

pco/.

OH IGNORÂNCIA !


Do topo da maior pirâmide construída nesse planeta, seja lá por quem for (isso não me interessa agora), tenho te observado por milênios e milênios, oh! IGNORÂNCIA. Até quando manterás cativo essa gente?

pco/.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

TU ME ENTENDES ?


Meu corpo não tem marcas
nem tatuagens
também não uso elementos:
anéis, pulseiras, cordões,
nem relógios
todas as minhas marcas são cicatrizes e enfeites
adornos, que não estão mais no corpo
mas, na alma
para sempre

Um amor perdido
porque nunca foi meu
um desejo contido
um sonho de Ícaro
e esse cansaço
de mil noites acordado

Esses olhos abertos
que olham e se recusam a ver
quisera eu não viver do passado
nem pensar nele
não ter um futuro
perceber da vida
apenas o que ela realmente é
um sonho
um presente

Tu me entendes?
não,
eu sou doido 
tu não me entendes

pco/.