sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

CLARICE LISPECTOR PARA GENTE GRANDE


"Escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida"

"Sou vários caminhos inclusive o fatal "beco sem saída"

"A vida real é um sonho"

"Já que sou, o jeito é ser"

"Obcecado pelo desejo de ser feliz eu perdi a minha vida"


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014


Deus é fiel !
Eu não
Por isso você precisa de Deus
Não precisa de mim
Quantas vezes eu traí a mim mesmo

pco/.

Hoje eu vi uma mulher tão bela
que cheguei a pensar
que ela existia
e eu não

pco/.

GUEIXA


Muitas vezes na vida
como agora
o que eu precisei
era apenas uma Gueixa
para esfregar minhas costas
quando tomasse banho
com sinto falta disso

De você?
muito raramente sinto falta
mas alguma lembrança

pco/.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

EU NÃO SABIA O QUE VIA


Eu estava ali, sentado no banco de madeira
na esquina daquela cidade grande
eu observava as pessoas
centenas de corpos físicos desfilavam na minha frente
corpos diferentes, peso, altura e formas
mas eu não via pessoas somente
eu não sabia o que via

Fiquei ali sentado muitas horas
observando andares, olhares, gestos e roupas
que vestiam aqueles corpos
mas uma coisa estranha acontecia
pois eu não via corpos apenas
eu via algo mais
mas não sabia o que via
eu acho que eu vi sonhos, desejos e ilusões

Eu vi homens, crianças, mulheres, coxas e bundas
mas havia alguma coisa que eu sentia, mas não via
era uma tarde noite de verão
a cidade fervia
por um momento procurei ver minha vida ali
mas ela não estava ali
mas eu via sonhos, desejos e ilusões
eu também vi a minha própria imaginação

Então, eu levantei
porque minha bunda doía
e eu já não sabia o que via
(como se alguma vez eu soubesse)

Paulo Cesar de Oliveira


MEU PRIMEIRO POEMA DE 2014:


Me apego ao sonho
O sonho não tem preço
Se amor me vem
Mais amor ofereço
Ternura, carinho e orgasmo
Se me é tão cara a ilusão
Procuro então,
praticar o perdão
E assim, vou vivendo
Um dia de cada vez

pco\.

Tudo me parece tão falso como uma novela da Globo
tudo me parece tão mentiroso como um pronunciamento
da presidente em cadeia nacional
tudo está fadado a desaparecer
até o teu silêncio
mas os meus poemas
eu vou gravar nas pedras
assim, quando Deus me tirar a poesia
e eu voltar a ver gente como ego
e o meu coração voltar a endurecer
eu seguirei os caminhos das pedras
tudo é tão ridículo como a morte
continuação da própria vida

Amar é pensar
o pensamento é uma doença
escrever é um vício
uma vez eu amei
mas foi uma distração minha
eu também nunca vi Deus
mas eu acredito Nele
mas, 
não sei se Ele acredita em mim
acho que sim
afinal, 
sou tão humano

Às vezes, quando me dá vontade de chorar
eu faço mais um poema
amo sem pensar no amor
pensar é enlouquecer
o pensamento é uma doença
eu escrevo uma coisa
e as pessoas pensam n’outra
o Caetano disse que o amor é uma coisa “chata”
que agora só quer saber de “sexo amizade”
não sei não
vou pensar nisso

O Mário, o poeta
disse para não colocar datas nos meus poemas
mas esse é especial
viver é tão complexo                    
eu também queria ter essa alegria
da virada do ano
mas, parece
que todo fim de ano
isso se repete
eu quero uma coisa diferente
sem fim nem começo
acho que é por isso
que um poema
é sempre um absurdo
e os poetas são chamados de loucos
por escreverem coisas absurdas
que as pessoas inteligentes não compreendem

31-12-2013
pco\.