segunda-feira, 12 de novembro de 2012

ME ACORDE CEDO POR FAVOR

Você já amou alguém?
Você é feliz?
O que é amor?
O que é felicidade?
Procura aí no teu dicionário...

E então ?
A definição te ajudou a descobrir o que é amor?
Te ajudou a descobrir o que é felicidade?
Não?
Vamos tentar descobrir de outra forma.
O quê ou de quê você precisa para amar e ser amado(a)?
O quê ou de quê você precisa para ser feliz?
Nada!
Tudo!

Hoje eu acordei pensando em ser feliz.
Hoje eu acordei pensando em você.
Mas de repente me dei conta que você não estava mais comigo.

Ou era feliz quando pensava que te amava?
Não, não era.
Mas eu não sabia que não era feliz.
Eu pensava que você era a minha felicidade.
Eu vivia essa ilusão.
Hoje eu vivo outras ilusões.

Eu gostaria sempre de escolher a minha própria ilusão.
E você?
A ilusão na Suiça é melhor do que a ilusão no Brasil ?
O que existe além da ilusão?
Ou você acha que esse mundo é real ?

Ter muito dinheiro é ser feliz?
E ter muito pouco dinheiro?

Você consegue libertar a pessoa que você ama?
Você consegue se libertar de si próprio?
Você consegue viver a tua solidão e teu carma com dignidade e gratidão?

Me diga qual o segredo da tua felicidade?
Qual o segredo do teu amor?
Quanto tempo você consegue amar alguém?
Por toda vida.
Mas que vida?
Quanto tempo tem tua vida?

Você se acha muito sabido.
Mas não consegue responder essas perguntas tão fáceis.

Amanhã eu vou ser mais feliz.
Me acorde cedo, por favor.

(© Paulo Cesar de Oliveira – 10.08.2011)

O MEU AMOR É COMO UMA CRIANÇA

QUANDO PENSO PROFUNDAMENTE SOBRE MEUS SENTIMENTOS POR VOCÊ,
PERCEBO QUE NA VERDADE EU NÃO SINTO SAUDADES DE VOCÊ.
EU SINTO SAUDADES DO AMOR QUE SENTIA POR VOCÊ.

O MEU AMOR É COMO UMA CRIANÇA. ÀS VEZES ESCOLHE ERRADO.
POR ISSO SINTO SAUDADES E TRISTEZA TAMBÉM.
PORQUE O AMOR, COMO UMA CRIANÇA, É PURA INOCÊNCIA
E NUNCA MAIS PODEREI SER TÃO INOCENTE ASSIM.

VOCÊ FOI UMA DAS MINHAS MELHORES ILUSÕES.
AQUELA ILUSÃO QUE AINDA INSISTO EM MANTER.
GUARDO ESSE AMOR COMO UMA LEMBRANÇA.
POIS FOI QUANDO COMECEI A PERCEBER
QUE NÃO EXISTE AMOR FORA DE MIM.

NÃO EXISTE NINGUÉM LÁ FORA.


(© Paulo Cesar de Oliveira – 26.06.2011)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

CORAÇÃO DE ESTUDANTE

Ano: 1974 - PCO e Amigos da Faculdade (UFRRJ)
 
Quero falar de uma coisa
Adivinha onde ela anda
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar
Pode estar aqui do lado
Bem mais perto que pensamos
A folha da juventude
É o nome certo desse amor

Já podaram seus momentos
Desviaram seu destino
Seu sorriso de menino
Quantas vezes se escondeu
Mas renova-se a esperança
Nova aurora, cada dia
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê
Flor flor o o e fruto

Coração de estudante
Há que se cuidar da vida
Há que se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes, planta e sentimento
Folhas, coração,
Juventude e fé.


(Milton Nascimento)

domingo, 4 de novembro de 2012

TRÊS COISAS


Não consigo entender
O tempo
A morte
Teu olhar

 
O tempo é muito comprido
A morte não tem sentido
Teu olhar me põe perdido

 
Não consigo medir
O tempo
A morte
Teu olhar

 
O tempo, quando é que cessa?
A morte, quando começa?
Teu olhar, quando se expressa?

 
Muito medo tenho
Do tempo
Da morte
De teu olhar

 
O tempo levanta o muro.
A morte será o escuro?
Em teu olhar me procuro.


(Paulo Mendes Campos)

ÚLTIMAS PALAVRAS

O meu amor é bem maior do que mágoa
O meu amor é bem maior que o teu perdão
O meu amor resiste as curvas e o vento
O meu amor te quer como recordação...


(Últimas Palavras - Patricia Mellodi)

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

"DEIXAI OS MORTOS ENTERRAR OS SEUS MORTOS"

"E a outro disse Jesus: Segue-me. E ele lhe disse: Senhor, permite-me que vá eu primeiro enterrar meu pai. E Jesus lhe respondeu: Deixa que os mortos enterrem os seus mortos, e tu vai e anuncia o Reino de Deus. (Lucas, IX: 59-60)."

O que podem significar estas palavras: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos”? As consideraçõe
s precedentes já nos mostraram, antes de tudo, que, na circunstância em que foram pronunciadas, não podiam exprimir uma censura àquele que considerava um dever de piedade filial ir sepultar o pai. Mas elas encerram um sentido mais profundo, que só um conhecimento mais completo da vida espiritual pode fazer compreender.

A vida espiritual é, realmente, a verdadeira vida, a vida normal do Espírito. Sua existência terrena é transitória e passageira, uma espécie de morte, se comparada ao esplendor e à atividade da vida espiritual. O corpo: é uma vestimenta grosseira, que envolve temporariamente o Espírito, verdadeira cadeia que o prende à gleba terrena, e da qual ele se sente feliz em libertar-se. O respeito que temos pelos mortos não se refere à matéria, mas, através da lembrança, ao Espírito ausente. É semelhante ao que temos pelos objetos que lhe pertenceram, que ele tocou em vida, e que guardamos como relíquias. Era isso que aquele homem não podia compreender por si mesmo. Jesus lho ensinou; dizendo: Não vos inquieteis com o corpo, mas pensai antes no Espírito; ide pregar o Reino de Deus: ide dizer aos homens que a sua pátria não se concentra na Terra, mas no Céu, porque somente lá é que se vive a verdadeira vida.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

DEUS E EU

Desconfio que as duas palavras mais faladas, escritas, declamadas, ouvidas e porque não, imploradas, são as palavras AMOR e DEUS.

Sendo palavras apenas símbolos de símbolos acredito também que seriam essas duas palavras as de mais difícil definição.

Não quero falar de amor agora quero falar de Deus.

No ano de 1988 compilei e organizei um livrinho que se chamou "A Busca do Deus Interior - Você tem enganado a si mesmo". O livrinho de 128 páginas era apenas um coletânea de citações, frases e pequenos textos que reuni e que falava de Deus ou algo parecido.

Logo na capa eu coloquei uma definição que tirei do "Glossário Teosófico"  de Helena P. Blavaskky que considerei a melhor definição que encontrei e dizia assim:

"Deus - Theos em grego; Deus em latim -  O Ser Supremo e infefável, incompreensível para a inteligência humana, e que cada um representa à sua maneira, chegando até ao ponto de lhe atribuir imperfeições humanas". 

Até mais ou menos os 42 anos eu não tinha muita ou quase nenhum interêsse por Deus. Ele lá no Céu e eu aqui vivendo minha ilusão nesse planeta que chamam  Terra. Cada um na sua. Ou pelo menos eu na minha e Ele na de todos.

Depois dessa idade andei procurando Deus por todo canto e buraco que encontrava. 

Hoje, aos 58 anos eu diria que não busco mais Deus mas gostaria muito que Ele realmente existisse. Espero que ele me ache e, um dos motivos é justamente por causa dessa definição de Deus de Blavasky que citei àcima. Mas também espero que Ele me encontre porque Ele é Deus e eu nem sei quem sou. Sou tantas coisas. E ainda tem esse maldito ego tentando me impedir.

Algumas vezes acredito que sinto sua Presença e que talvez Ele seja real, no entanto, na maioria das vezes ando tão ocupado em viver essa ilusão aqui nesse mundo que nem me lembro Dele.

Mas uma coisa compreendi desde cedo: Deus e religião são coisas totalmente diferentes e na maioria das vezes opostas.

Tenho lido os grandes poetas, ouvido as músicas das esferas e bebido vinho tinto seco e feito sexo e até amor, talvez por isso, algumas vezes eu tenha percebido Sua Presença. 

Mas a maneira mais fácil, talvez a única, quem sabe? De senti-Lo é quando eu amo sem esperar o retorno desse amor, sem a presença do meu ego que só deseja possuir. 

Talvez em alguma época da minha existência eu me torne o próprio amor e talvez aí, eu finalmente encontre o famoso Deus. Até essa dia chegar estou na estrada.

(01.11.2012 - Paulo Cesar de Oliveira)


Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro,
Dizendo-me Aqui estou!
(Isso é talvéz ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as coisas,
Não compreende quem fala delas
Como o modo de falar que reparar para elas ensina.)
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo ávores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como ávores e montes e flores e luar e sol.
Alberto Caeiro