Eu doaria todos os tesouros que tenho Para viver o resto que resta da minha vida aqui com você Mas nem sei ainda quem é você Que povoa meus pensamentos E se tornou a minha melhor ilusão Fruto de um amor que desconheço Esperanças de quem insiste em acreditar E ignorar todas as feridas Mesmo as ainda não cicatrizadas Busca incessante Que vence meu cansaço E não me deixa desistir Não sei o teu nome Não conheço tua forma Mas minha alma pressente Tua presença Busco por ti Mesmo que algumas vezes Me perca de mim
(14.08.2012 - Paulo Cesar de Oliveira)
"A vida é curta,
Quebre as regras,
Perdoe rápido,
Beije lentamente,
Ame de verdade,
Ria descontroladamente,
E nunca lamente nada
que tenha feito você sorrir
Uma pessoa que escreve
poesias ou coisas parecidas é por função uma pessoa com uma sensibilidade acima
do normal. Não é uma pessoa de quem se possa dizer lógica ou realista. É um
idealista, um sonhador.
É difícil fazer um poema nos
dias atuais morando nesse país chamado Brasil, em tempos de julgamentos de “mensalão”,
violências de todos os tipos, corrupção e impunidades. Um país de 150 advogados
e suas mentiras. Ética? Que ética? A única ética que vejo é o dinheiro.
É difícil ser poeta num mundo tão competitivo.
Um poeta precisa de
inspiração, de uma musa, mas minhas musas ficaram no meu passado. Como diz a música
do Chico:
“Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador...”
É, eu também exijo respeito,
mas acho que ainda sou um sonhador. Às vezes eu sonho e quando sonho, normalmente eu escrevo.
Mas o que salva um poeta e
mantém viva sua poesia é a ilusão. Ninguém é mais iludido do que um poeta. Um
poeta é tão iludido que não satisfeito em viver um mundo que é pura ilusão, ele
cria um outro mundo dessa ilusão ou, ele recria a ilusão. Na falta de uma musa para inspirá-lo, ele cria uma, mesmo que seja virtual, em tempos modernos.
Então, ele cria a ilusão da
ilusão e se fecha nesse seu mundinho, pensando que assim está livre da ilusão
do mundo. Pura ilusão!
Defendo a tese que para se
entender e compreender um poema é preciso ser um poeta, nem que seja um
pouquinho só. Não precisa ser nenhum Fernando Pessoa, mas tem que ter na alma algo de poético.Tem que vê alguma poesia nesse mundo.
Não acredito que um simples professor de literatura ou pior,
estudante de literatura possa viver um poema. Além de professor ou aluno é preciso
ser poeta, pois a poesia não se enquadra em suas teorias, ela não pode ser “engessada”.
A poesia sempre é livre. Ela não tem sentido, não tem lógica, não tem rima, não
tem teoria. Colocar um poema num modelo literário me parece como colocar um passarinho na gaiola.
"Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti..." (Mário Quintana)
Um poeta é uma pessoa solitária,
além de um grande fingidor, como já se disse uma vez. De uma solidão
incompreensível.
A coisa é simples e sempre foi assim: QUANTO MAIS IGNORANTE E POBRE UM POVO, MAS RELIGIOSO ELE É.Isso é fato, e eu não discuto aquilo que tenho certeza.Vide o caso do Brasil, da América Latina, da África, etc...
Religiões,
seitas e doutrinas (qualquer uma) é coisa do homem, criada para
explorar o homem. Sempre foi assim, sempre será assim. Nada tem a ver
com a existência ou não de Deus.
Espiritualidade nada tem a ver com religiões. Estude, busque e pesquise por conta própria.O Espírito Santo nada tem a ver com religião.
É o único que pode te ajudar no teu discernimento sobre o assunto. E
lembre-se: eu não discuto aquilo que tenho certeza (e tenho muito poucas
certezas, mas elas são tão certas, que não deixa nenhuma margem a discussão). - Paulo Cesar
Religião cai em todo o mundo e despenca na Irlanda
Escândalo de pedofilia leva país à 2ª maior queda entre 57 nações, diz estudo
Membros da fundação Voz dos Sobreviventes, associação para vítimas de abusos cometidos por clérigos: danos à imagem da Igreja
AP/31-10-2010
PARIS — Os irlandeses estão perdendo a fé rapidamente. Uma pesquisa
realizada em 57 países pela Win-Gallup mostra que a Irlanda registrou a
segunda maior queda no percentual de pessoas que se declaram religiosas,
atrás apenas do Vietnã. Segundo especialistas, o resultado reflete
diretamente a sucessão de escândalos de pedofilia e estupro de crianças e
jovens na Igreja Católica do país. Em 2005, 69% dos entrevistados se
diziam religiosos. Agora, apenas 47% se definem dessa forma. O
estudo mostra que os irlandeses não estão sozinhos quando se fala em
tendências da religiosidade e do ateísmo. A média dos 57 países mostra
uma queda, nos últimos sete anos, de nove pontos percentuais na
população religiosa, que representa agora um patamar de 59%. Para
Sinead Mooney, diretora-adjunta da RED C Research Company, em Dublin,
que conduziu a sondagem na Irlanda, além dos casos de abuso, a riqueza
do país afetou o resultado: - Obviamente ocorreram todos os
escândalos na Igreja neste período, isso foi gigantesco. E também,
conforme os países ficam mais ricos, eles tendem a perder algum senso de
religião. Nós nos tornamos mais ricos, ao menos no começo deste
período. Os países com maior percentual de população religiosa são
Gana, com 96%, seguida de Nigéria, com 93% e Macedônia (90%). Entre as
regiões, a África lidera o ranking com percentual de 90%, e a América
Latina aparece em segundo lugar (84%), seguida do Sul da Ásia (83%) e do
mundo árabe (77%). Em artigo publicado no “Guardian”, Mary Kenny,
autora de “Goodbye to Catholic Ireland”, afirma que a pesquisa só
confirma que um número significativo de irlandeses abandonou a religião
de seus ancestrais por acreditar que ela não se aplica mais à era de
racionalidade científica. Há ainda recusa ao controle dos eclesiásticos e
revolta com os escândalos sexuais. Mas Mary destaca que temas
polêmicos, como divórcio e aborto, também tiveram um impacto sobre o
total de devotos. Para se ter uma ideia do significado do resultado da
pesquisa para o país, a Irlanda desponta como o 44º na lista dos mais
religiosos do mundo. Segundo o “Irish Independent”, embora o
patamar de comparecimento a missas no país permaneça entre os mais altos
da Europa, uma pesquisa da Associação de Padres Católicos, em
fevereiro, mostrou que apenas 35% de todos os católicos comparecem a
missas ao menos uma vez na semana, enquanto 47% vão apenas uma vez ao
mês. Por outro lado, a sondagem da Win-Gallup mostra que o número
de ateus convictos na média dos 57 países quase dobrou: passou de 4% em
2005 para 7%, e a França registrou o avanço mais expressivo. Entre as
regiões menos religiosas, os principais destaques são o Norte da Ásia, o
Leste Asiático e a América do Norte. Identificar-se com uma fé
não significa necessariamente que o fiel se considere religioso. Entre
os 51.927 entrevistados, 97% dos budistas se disseram religiosos, mas
este patamar cai para 81% entre os católicos, 74% entre os muçulmanos e
38% entre os judeus. O estudo não fornece explicações para a queda
na religiosidade do Vietnã, a mais acentuada do ranking, onde o governo
comunista permitiu algum tipo de liberdade de culto, mas, nos últimos
anos, registrou casos de assédio contra determinados grupos.