terça-feira, 17 de julho de 2012

VERDADE CHINESA

Era só isso
Que eu queria da vida
Uma cerveja
Uma ilusão atrevida
Que me dissesse
Uma verdade chinesa
Com uma intenção
De um beijo doce na boca...

A tarde cai
Noite levanta a magia
Quem sabe a gente
Vai se ver outro dia
Quem sabe o sonho
Vai ficar na conversa
Quem sabe até a vida
Pague essa promessa...

Muita coisa a gente faz
Seguindo o caminho
Que o mundo traçou
Seguindo a cartilha
Que alguém ensinou
Seguindo a receita
Da vida normal...

Mas o que é
Vida afinal?

Será que é fazer
O que o mestre mandou?

É comer o pão
Que o diabo amassou?
Perdendo da vida
O que tem de melhor...

Senta, se acomoda
À vontade, tá em casa
Toma um copo, dá um tempo
Que a tristeza vai passar
Deixa, prá amanhã
Tem muito tempo
O que vale
É o sentimento
E o amor que a gente
Tem no coração...


Senta, se acomoda
À vontade, tá em casa
Toma um copo, dá um tempo
Que a tristeza vai passar...
Deixa, prá amanhã
Tem muito tempo
O que vale
É o sentimento
E o amor que a gente
Tem no coração...(2x)


(Composição: Gilson / Carlos Colla )

segunda-feira, 16 de julho de 2012

CRÔNICA DE AMOR

Dizem que Arnaldo Jabour escreveu o que abaixo se segue. Eu acrescentei a última frase.



Crônica de Amor
Arnaldo Jabor

"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão.

O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela pessoa chata. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de sertanejo, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? - O problema é, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você.

Isso tem nome! 

Você ama aquele cara chato. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele é metido e arrogante, está sempre duro, e é meio mão-de-vaca. 

Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue ficar sem ele.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga.

Ele toca violão mal prá caramba, adora animais e escreve poemas.

Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim, você é inteligente. Lê livros, revistas,vai ao cinema.

Gosta dos filmes da nova safra do cinema brasileiro, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Gosta de viajar, de música e de dançar.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora uma boa conversa.

Ah, o amor, essa raposa. - Quem dera o amor não fosse um sentimento,  mas uma equação: matemática: você linda + eu inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honesto existem os milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!"

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À partir daqui eu escrevo:

E quando todo mundo vê que a pessoa que você ama é um(a) canalha e não só não ama você, como nem ao menos lhe trata com respeito? Mas você está cega ou cego para isso. Todo mundo percebe menos você.

Afinal, quem é cego? O amor ou você?


segunda-feira, 9 de julho de 2012

UM PORTAL PARA O CRESCIMENTO


Estamos rodeados por todos os lados de uma estranha mistura de verdade e ilusão. A lei da vida estabelece que a ilusão é uma tinta ou camuflagem cuja função é encobrir a verdade apenas de quem não está pronto para ela. E muitos poucos estão. Por isso o bom discernimento é um instrumento de trabalho absolutamente essencial, que aprendemos a manejar lenta e gradualmente, na longa busca do equilíbrio interior e da felicidade.

De fato, só pode haver sabedoria se formos capazes de distinguir o que é verdadeiro do que é falso.

E não basta diferenciar um do outro intelectualmente. É preciso também optar de fato pelo verdadeiro. Renunciar à falsidade e ao erro é difícil,  especialmente quando eles são agradáveis a curto prazo ou constituem opções mais fáceis e automáticas. Por isso, subconscientemente, gostamos de alimentar ilusões e boicotamos nossos próprios esforços para encontrar a verdade.

Todo ser humano saudável busca diminuir a quantidade de ilusões em sua vida. Mas nem sempre ele tem força para avançar com rapidez e dizer: “Bem-vindas as desilusões!” O apego às mentiras que armamos para nós mesmos é tão grande que alguém costumava rezar todas as noites do seguinte modo: “Ó Deus, dê-me pureza e honestidade,... mas não agora.” Para alguns, as palavras “mas não agora” nem precisam ser ditas. Ficam implícitas em suas orações.

Queremos viver com sabedoria, mas nem sempre estamos dispostos a abandonar a ignorância. A cada verdade que descobrimos, surge uma desilusão de igual tamanho, para a qual podemos não estar preparados.

Queremos abrir espaço para a verdade, mas as ilusões são coisas vivas e se comportam como parasitas inteligentes que não gostam de ser ignorados. A maldade sempre fica ofendida pelo que é bom, e costuma causar grandes tempestades nas ocasiões em que se sente abandonada.

Quando se trata de verdades pequenas, é mais fácil mantê-las a uma distância segura da prática e evitar uma crise. Uma boa dose de ingenuidade e crença cega pode nos ajudar a fazer isso. Mas reexaminar os alicerces da nossa estratégia de vida, buscando apenas a verdade, causa surpresas. É como caminhar sem muletas. Requer doses mais altas de coragem.
Somos seres incompletos e “em construção”. Para nós, portanto, a verdade não é apenas algo pronto e acabado. Ela é também um projeto para o futuro, uma semente, algo que devemos criar com a força decidida da nossa vontade. O terreno em que avançamos é incerto e tudo na vida pode ser enganoso. As fronteiras entre sonho, verdade, fantasia e ilusão não estão bem demarcadas.

Talvez possamos dizer que a diferença entre o sonho e a ilusão é que o sonho tem uma chance real de ocorrer, dependendo do nosso esforço e do nosso talento, e a ilusão é apenas uma fuga da realidade. Mas como diferenciar na prática os dois? Quantos sonhos se revelam ilusões depois de duros esforços feitos durante muito tempo?

E quantas coisas consideradas impossíveis se tornaram realidade? Também é errado pensar que os nossos sonhos perdidos foram apenas ilusões. Do ponto de vista da ciência esotérica, não há esforço perdido. Cada tentativa feita tem um efeito positivo - proporcional à sua intensidade - na direção desejada.

Assim, um esforço aparentemente perdido no plano visivel da vida é, no mínimo, uma preparação para uma vitória mais adiante, nesta existência ou não. A vida é complexa e nada pode ser visto de um único ponto de vista. O erro e o acerto estão quase sempre misturados nas situações imediatas. O que podemos fazer, se tivermos suficiente honestidade, é diminuir a ilusão e aumentar a margem de acerto nos diferentes aspectos da nossa vida.

Viver corretamente é um desafio enorme porque não há limites fáceis e óbvios entre realidade e ilusão. As tentativas de demarcar externamente a verdade trazem consigo o processo duplo de ilusão e desilusão.

Os sistemas ideológicos, políticos, religiosos e científicos que ainda são primários e estreitos apresentam sua descrição da verdade e dizem: “Este é o caminho para a verdade e a felicidade. Nosso discurso é autêntico. Fora destes limites estão a mentira e a ilusão.”

Esses esquemas de referências nos oferecem um certo sentimento de certeza e segurança, mas podem tentar colocar-nos uma venda nos olhos para que não enxerguemos outras coisas, que questionariam a crença central. Em cada ideologia - e as ideologias são coisas antigas - parece haver a possibilidade de esquecer um fato essencial: Que a verdade é um processo aberto, ao mesmo tempo mutável e eterno, sempre surpreendente, nunca controlável por sistemas burocráticos de crença organizada.
No terceiro milênio, esse fato básico será reconhecido universalmente. Naturalmente, não é possivel caminhar até a verdade com muletas. Tampouco podemos alcançá-la sem tropeços, tombos e arranhões. Se a vida não se encarregasse de causar desilusões, não cresceríamos. Pode ser uma pessoa em quem confiávamos e que nos decepcionou, ou alguém que inconscientemente considerávamos imortal e a vida arrancou de nós. A decepção pode ser com nós mesmos ou com um colega de trabalho.

Pode ser com um técnico de futebol ou um político. Quando não há muletas, os tombos fazem parte da caminhada. Quem tiver forças receberá com um sorriso as decepções e desenganos. O desafio de deixar que caiam as máscaras e aparências falsas está diante de nós em tudo o que fazemos, inclusive no caminho do auto-conhecimento espiritual.

Há ilusões de todo tipo. Algumas delas são pessimistas, outras otimistas. É fundamental porém, ter sempre claro que pessimismo nada tem a ver com realismo. De fato, as piores ilusões são as que levam ao desânimo. Porque é mais facil cair na realidade vindo de um exagero otimista do que voltar à realidade saindo do poço do pensamento negativo.

Portanto, é melhor errar por exagerar o lado bom do que errar por exagerar o lado mal das coisas.

Há ilusões coletivas que pairam no ar e podemos absorver inconscientemente. São falsidades culturais mais ou menos estabelecidas, que é possível identificar e rejeitar. Vejamos alguns exemplos práticos:

1-“Há apenas paz e amor no caminho espiritual”. 

O zen-budista Shundo Aoyma escreveu: “O nascimento, a velhice, a doença e a morte, assim como a felicidade, a infelicidade, o ganho e a perda, todos esses fatores são instrumentos importantes para construir o tecido da vida humana. Uma vida não pode ser construída apenas com a cor da felicidade.”Esta é uma lei infalivel.

2-“Temos a obrigação de experimentar sempre sentimentos maravilhosos durante nossas meditações.” 

Na verdade, como ensinou Charlotte Joko Beck, “a meditação não é ocasião para bem-aventurança e relaxamento, mas um forno para queimar as nossas ilusões egoístas”.

Quando sentamos, imóveis, para buscar a verdade interior, podemos ser assaltados por dúvidas, ansiedades e outros movimentos da ignorância. Dessa tensão surgem um atrito e um fogo que queimam as ilusões do nosso eu pessoal, tornando-o digno de contemplar a verdade. Assim, a perseverança é essencial para que a meditação produza a mudança.

3-“A caminhada espiritual é apenas pessoal e subjetiva, nada tendo a ver com os outros ou com o mundo externo”.

O monge zen Thich Nhat Hanh considera que “os instrutores espirituais que não dão atenção aos problemas do mundo, como fome, guerra, opressão e injustiça social, não compreenderam bem o significado do budismo mahayama.” Naturalmente devemos praticar a atenção na respiração, a meditação e o estudo das escrituras, mas qual é o sentido de fazer estas coisas? É estar atento ao que ocorre dentro de nós e no mundo. O que ocorre no mundo também ocorre dentro de nós, e vice-versa.

Uma vez que vejamos isso claramente, não nos recusaremos a tomar posição ou a agir. Se não pudermos ver o que está ocorrendo ao nosso redor, como poderemos enxergar nossa própria natureza? Há uma relação entre a natureza do eu e a natureza do sofrimento, da injustiça e da guerra'.

4- “Nossos pensamentos e emoções são independentes e separados do nosso corpo físico”.

Na verdade, nossas emoções e pensamentos se refletem o tempo todo no modo como a energia física e vital passa por nosso corpo. A alimentação, a respiração, a circulação do sangue, o trabalho do rim e do fígado, os relaxamentos e tensões são retratos dinâmicos que expressam no plano físico o que vai em nossa alma. As posturas e processos corporais, por sua vez, tem forte influência sobre nossas atitudes mentais e emocionais. Você pode fazer uma experiência prática e comprovar isso neste exato momento. Faça uma pausa. Erga os braços com as mãos fechadas, sem tensão, um pouco acima dos ombros e as leve para trás o mais possível, sem que haja desconforto. A sua coluna vertebral ficará comodamente ereta. Ao mesmo tempo, respire de  modo suavemente profundo. Feche os olhos, repetindo lenta e amorosamente, com meio sorriso nos lábios, a seguinte frase: “Eu estou em sintonia com a paz do universo”. Há uma relação direta entre a postura do tórax e os estados de consciência.

Os ombros abertos e a respiração profunda dão confiança em si mesmo e na vida. Depois de alguns minutos, encerre o exercício e observe o fluxo da sua energia vital, física, emocional e mental. Notará uma diferença.
5-“O caminho espiritual é feito de fé e crença.”

Grave engano. A crença em algo que não podemos verificar por nós mesmos  reduz a nossa capacidade de perceber a realidade e fecha nossa mente para o que é novo. O caminho espiritual é feito de perguntas e tentativas. A convicção é um péssimo critério para julgar a verdade.

Os autoritarismos, religiosos ou não, plantam falsas certezas e exigem “fé” e “confiança” dos seus seguidores. Os sistemas corretos de liderança, baseados na democracia e na comunhão fraterna, fazem da transparência, do controle e da vigilância coletiva a sua característica central.

A verdadeira fé surge de dentro para fora, não é resultado de propaganda ou pregação, e não tem medo do exame crítico, mas, ao contrário, testa sua própria força enfrentando de boa vontade os desafios da vida.

Muitos outros exemplos de ilusão podem ser encontrados na vida dentro e fora de nós. Na verdade, o caminho espiritual é apenas o modo como cada um de nós decide, livremente, aceitar o desmonte das suas ilusões e adequar sua vida prática à lei eterna do equilíbrio e da verdade. A sabedoria espiritual não é um dogma em que se deve acreditar, mas uma ciência prática a aplicar no laboratório da nossa vida diária, à medida que a ignorância é dolorosamente reconhecida como tal. Felizmente há uma grande bênção escondida em cada desilusão, e um alívio maior nasce, sempre, de cada sofrimento nosso.

"A DESILUSÃO É O ENCONTRO COM A VERDADE"

(Esse texto não é meu, mas desconheço o autor do mesmo)

domingo, 8 de julho de 2012

O SILÊNCIO DAS ESTRELAS

Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal? Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais, de mais...
Afinal, como estrelas que brilham em paz, em paz... Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais...

sábado, 7 de julho de 2012

CUIDA DE MIM

Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.


Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto finjo, enquanto fujo.


Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu

Volto atrás, se voltar atrás assim como eu.

Busquei quem sou
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.


Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo, enquanto finjo


(O Teatro Mágico)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

É EVIDENTE QUE SOU UM SONHADOR



Hoje quero apenas uma vida simples
E um simples amor
Nada muito ambicioso, rancoroso
Nada agressivo como as paixões
Nem frio como a indiferença
Das relações desgastadas pelo tempo
Um amor sem passado e sem futuro
Que vivesse apenas do seu presente
E da sua presença

Apesar de todas as ilusões
Também tenho todos os sonhos do mundo
Uma casa no campo
Uma rede na varanda
Os animais soltos e livres ao redor
Um fogão a gás, mas outro a lenha
Para nos aquecer nas noites e manhãs frias
Quando lá fora o orvalho nas plantas,
ainda respingam no chão
Uma horta nos fundos
Na mesa a garrafa de vinho tinto,
ainda contém um pouco do que bebemos ontem à noite
Não deu tempo de terminar

Na mesinha da cabeceira da cama ainda dessarrumada, meu livro grosso de poesias de Fernando Pessoa
Todos os dias eu leria dois poemas para você,
um ao acordar e outro depois do jantar
Músicas suaves e românticas completaria o ambiente  desse sonhador

Eu trocaria meu notebook, meu tablet, I pod, mp3, pen drive e banda larga...
Por esse sonho e  por esse amor
Eu trocaria minha vida urbana
Para viver com você nessa minha cabana
Eu abriria mão de conquistar o mundo
Em troca do teu coração
Nosso mundo e nada mais

05.07.2012  -  Paulo Cesar de Oliveira)

domingo, 1 de julho de 2012

PAI, DEUS, CRIADOR ou qualquer outro nome ou adjetivo que tenhas, não tenho nenhuma prova da tua existência e confesso que muitas vezes duvido dela. No entanto, gostaria muito que você realmente existisse, pois quase sempre me parece que você é a única coisa que me restou num mundo que nunca pude compreender.

PAI! ME ENSINA A PERDOAR a tudo que vejo e a todos, mas principalmente e primeiramente, A MIM MESMO. Pois essa é a única oração e o único pedido que lhe faço.

(Paulo Cesar de Oliveira, 01.07.2012)